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Passa Por Lá

Passa Por Lá

08
Jan15

Recomeçar

Carolina
os inícios são renovadores, diz-se que devemos aproveitar as energias do começo, para chegar a bons fins... 
tudo de novo é um chamamento ao bom, ao melhor, é a nossa alma a pedir ao universo conspire connosco para que nos chegue o melhor. 
diziam-me ontem que os ciganos, não gostam de ver bons começos às coisas, preferem festejar os melhores finais... num mundo onde podemos ser o que quisermos, mesmo que às vezes com medo, acho que ninguém leva a mal se quiser ser cigana nos próximos dias! 

recomeçar às vezes é passar por um quase mesmo, por onde já se passou, fazer de novo, sentir de novo, ultrapassar de novo, vencer de novo, rir de novo, chorar de novo, e depois tudo outra vez... é um pouco com ir a um ring de box todos os rounds, levar porrada e conseguir vencer, e colocar  no modo repetir, vezes em conta, e caminhar para vencer batalhas de cada vez que for preciso, de cada vez que tiver de ser... 
recomeçar ao longo do tempo, fica no entanto diferente, muitas vezes mesmo sós, sabemos que não recomeçamos sozinhos, que partilhamos a felicidade do melhor, a angustia de cada queda e a estratégia de cada batalha e conquista. diz que crescer é aprender formas diferentes de passar por lá... pelo caminho! 

acredito que mesmo quando as coisas não são exactamente como queremos, que alguma coisa no universo vai fazer com que tudo fique devidamente no seu lugar, nestes recomeços de batalhas sem conta, espero que o universo saiba que o meu lugar é mais uma vez a dar cabo disto!

há paginas em branco envoltas em luz, esperando que as escreva. 
cada linha será mais e mais do que vivo, e será um mais repleto de grandes finais, e vitorias, mesmo que no percurso rompa algumas com lágrimas; creio neste universo para que assim seja, e por isso assim será.
16
Out14

a solidão de nos morrerem coisas vivas!

Carolina
Asolidão de nos morrem coisas vivas é uma treta qualquer, creio que já pareceu emtítulos de livros, frases feitas e cenas, na expressão simples: morreste-me !

Osdias morrem todos dos dias entre o sol e a lua, a nossa alegria vai-se morre noseu auge no improviso de algo que só porque lhe apetece, aparece. 
veme "fode" tudo, ou pelo menos aquele tudo que nos absorvia, que nosmimava e nos fazia sentir os vencedores, mesmo que de pequenas metas...
(estása ver um dia perfeito, e depois tens um furo no pneu, e nenhum amigo para teatender o telefone???, é mais ou menos isso).

Àsvezes acho que a vida é sempre esta merda, ficas sempre a um cm da perfeição,(que a sociedade te exige) para não te esqueceres que há vento, e coisas, ecoisas e coisas para lá de ti. avisa-te que na essência mais só do que és, tensde te recordar sempre que o que ainda agora é já foi, e tens  de estarpreparada para ao já a seguir, sem saber se é bom ou mau. Sinais que não tepodes acomodar a um estar tudo bem, ou bem demais!

Coisasde merda, não avisam, chegam, complicam, incham-nos os olhos, embrulham-nos oestômago embargam-nos o dia... mas depois arrumadas numa gaveta serãoresolvidas.

Ascoisas são de uma solidão menor e por vezes mais simples, pelo menos maissimples que a solidão de coisas com pessoas...

Asolidão de nos morrerem coisas vivas, é um cagalhão do qual nos temos que irlivrando, pouco a pouco, com a serenidade de um tempo que passa, e um amormaior que temos de cultivar pelo que somos, e pelo bem dos que nos queremsempre.

Écomo estar deprimido e começar por ouvir um musica que nos leva ao pranto e adias de olhos inchados, mas que vai melhorando. 
Quandoas coisas vivas escolhem morrer para nós, a dor não é menor, é diferente.constroem-se memorias boas do que foram, do que gostamos delas, do que vivemos,e colocamos cada uma delas, na gaveta das histórias, do lembras-te.... há umaaltura que nos esquecemos da voz, do olhar, do jeito do corpo, e nessa alturasabemos que morreram para os nossos dias, porque voltaram uma e outra vez e nãoestavam iguais, porque deixaram de nos procurar, deixaram de atender otelefone, de querer saber de nós.... escolheram um caminho onde não podemos sermais juntas. 

Istode ser crescido, e isto de ser mulher,  ensinou-me a fazer o luto destasmortes, parvas, tão parvas como a morte de um a familiar, num dia tens umamigo, no outro ele escolheu morrer para ti. (as amigas, são as melhores aescolher morrer-nos). A crueldade que isto encerra, senhor, nunca estamospreparados para a morte, e para estas mortes vivas também não... 
Andamosem luta, perguntamos a nós se fomos nós, o que fizemos, e depois percebemos quenós somos apenas enlutados sem razão. 
Esteluto nem sequer é das relações do domínio do amor carnal, mas daquele amor queachamos que temos e têm por nós, os amigos, a família que escolhemos, aquelesque são ou foram em alguma altura parte do nosso melhor...
Sercrescido, ser mulher, ensina a aceitar... a lembrar e conservar as melhoresmemórias, a manter aquele gostar pelo que as pessoas foram na nossa vida, eaceitar essencialmente que o que são agora. são um  não é nosso, nem donosso interesse, porque para o tempo que partilhámos esse amigo escolheumorrer. Não podemos nós escolher a dor deste luto, porque a vida, os caminhos,a vontade de quem não quer estar, ser ou ficar  não é uma  coisa morta,mas outra forma de vida, nós seguimos a nossa, certos de que os caminhos sãocomo são e serão o que tiverem de ser. 
Otempo passa, deixamos o luto, vivemos mais, o caminho continua, e da solidão denos morrerem coisas vivas, ficam as lembranças, afinal são sempre elas queficam depois da morte. 

Jáagora, só me morreste porque quiseste... 
Jáme esquecia, sou católica e acredito na ressurreição... afinal as vidas sãofeitas de portas abertas para aqueles que querem estar! 





31
Mar14

questão de espaço?!

Carolina
entre a ausência do que quer que seja e todas as coisas, a uma área repleta delas, existe o problema de espaço! 
visual, emotivo, profundo, superficial, bi, tridimensional, único, comum, diferente, meio, teu, nosso, de todos menos de nós, de ninguém, vazio, oco, marcante, horrível, barulhento, silencioso....e por aí adiante.... 
continuaríamos  a descrever espaço que poderíamos observar, ou aquele com que sonhamos, ou nenhum , ou todos... e só o fazemos porque algures no que ele é encontramos a nossa existência, ou então a nossa presença na vida. 
fora dela um espaço maior, sim, costumo chamar maior a tudo o que não conheço, ao que não vejo, ao que nunca vou ver, ao que quero evitar, ao que tenho como certo.... 
fora da vida, fora da terra (nos dois sentidos da palavra) um escuro, ou uma luz, um quase tudo de universo um quase nada de definição de passagem...  
se pensarmos no espaço em que existimos, sabemos que ele acaba para todos os que não são astronautas, numa área atmosférica onde alguma avião que nos leve possa passar... 
conjecturando e analisando esta forma de subir para lá no chão e existir para lá do estado normal em gravidade sobre o nosso corpo, quando andamos de avião, balão, ou qualquer coisa que nos dá asas, vagueamos algures no único céu que sabemos existir- o céu deste planta, o céu que vemos... pintamos nos desenhos da escolha, recolhemos com as lentes das  nossas máquinas e guardamos junto das memórias com aqueles momentos, naquele espaço... 
na vida, no céu que vemos, cabem os que queremos mais, os amores dos dias, os amigos de todo um tempo, os melhores, os idolos, os mais queridos, os desconhecidos, os sorrisos de todos, mesmo aqueles que simpatizamos sem os conhecermos... e devíamos ficar por aqui... 
porque acredito que para lá do céu que vejo, do espaço que ocupo no todo que sou em matéria e em espírito, há espaço para o pior do que somos, para o pior dos outros, os ódios, vícios manias e rancores... longe do céu por onde passamos... há o inferno, porque nada será um inferno maior que deixar de viver... certo certo é que nesse inferno, (do qual não consigo descrever sua área, seu tamanho), pelo que sei, e às vezes pelo que me dizem o que não falta é espaço... tanto que se diz pelo universo que para  lá vão sem hipótese de fugas todos os que deixam de ver este céu...
24
Jan14

engano

Carolina


se te enganares na estação, não entres em pânico, não grites, não olhes para o mundo como se ele conspirasse contra ti... 

bebe uma coca-cola e apanha outro comboio!

quando o objectivo é chegar nem sempre importa como ou quando chegamos, onde passamos até ao destino, importa sim chegarmos.

vezes há que não importa chegar mas a coca cola que bebemos até lá :) 

diz que é assim aliás digo eu, porque se as estações fossem todas iguais e o comboio sempre o mesmo, não havia caminho que nos despertasse! 
10
Jan14

Imergir

Carolina
dias como alguns são mergulhos, imersões enormes de assombramento! mergulhar a cabeça num mar imenso é terapia constante de recomeços necessários em horas eternas de azafama e loucura quotidiana.... Imergir de cabeça, esquecer que a brisa do ar corta a pureza que devíamos sentir, que o falar de tantas pessoas interfere como alinhamento certo do dia que nos era destinado quando acordamos pela manhã! e tudo está estranhamente fora do sítio. Imergir desprovido do que magneticamente atrai o caus, no lado habitual da nossa respiração. permanecer imerso o tempo que o tempo permitir ao corpo não sussurrar  com o ar, mas flutuar na sua quase ausência. imergir de imerso... 
imergir de cabeça num mar azul, sem deixar de ser, aliviar a dureza das entranhas do calendário, permanecer imerso numa apneia de lassidão e prazer. imergir de cu para o ar, de costas para as peças partidas, dos papéis virados na secretaria, dos que falam, andam, conduzem, sem parar, sem contemplar, sem respirar . 
negar respirar o stress, escrever o negro, acompanhar o insano, e contaminar-se pela crueldade de dias assim, derreais, que não acabam, que são catapultas de pontas soltas, incumbidas de nós chegarem para que as amarremos.
passar num lá submerso, perfeito e calmo, não pelo fim, mas por cada um dos nossos recomeços! http://m.youtube.com/watch?v=Md7c95Gw-xA&desktop_uri=%2Fwatch%3Fv%3DMd7c95Gw-xA
09
Jan14

sobrancelhas, buço e outras cenas com pelo

Carolina
ser mulher neste época, por mais livre e rebelde que se seja é sem dúvida ser seguidora, para não dizer escrava de algumas linhas da imagem perfeita, da mulher aceite, arranjada, preocupada e não conformada com o que a sua vida foi fazendo com o seu corpo. basicamente andamos o tempo todo a contrariar o seus próprios efeitos. 
chegada aos trinta, como já todas sabem deixei o estado dos quase nos trinta há poucos dias, sou daquelas, acho que poucas, (levantem-se as que são poucas como eu, no caso de sermos afinal muitas) que nunca pintou o cabelo, nunca mesmo nunca... para lá do cabelo há outras cenas com pelos nas quais me apresento virgem e ainda não me caíram os parentes na lama, ou coisas em cima da cabeça; 
as minhas sobrancelhas, são grandes e rebeldes, tirei umas poucas vezes os pelinhos que crescem no meio das duas, e só porque o o sol não tratou de os descolorar. 
o meu buço, esse não sabe o que é depilação, nos Invernos em que não me desloco a nenhum pais de sol para férias ameaça irritar-me e escurecer, mas tenho me mantido longe da tentação de o retirar, mesmo quando a minha querida esteticista (querida mesmo) me diz, de cada vez que a visito, fazemos o buço? 
tenho uma teoria sobre os profissionais da estética que trabalham com pelos, seja de que tipo for, se é para mexer tem que se cortar tudo, ou quase tudo, ou muito, as pontas é uma coisa que os irrita, como o buço que teimamos em não fazer... ter poucos pelos quase imperceptíveis aos olhos das pessoas é bom, mas esperem mulheres, que também  é mau... com o passar dos anos, o meu cabelo sofreu mudanças incríveis, a ultima foi ficar fino e cair desalmadamente, situação que me têm neste momento em dilema... 
o que faço?
- tomo os comprimidos para a queda do cabelo, e vejo os pelos que demoram em mim tempos infinitos a crescer a florirem como malquereres na primavera, e vejo-me obrigada a fazer o buço, mas fico com uma cabeleira farta? (será que fico??) 
ou 
- não tomo os comprimidos, começo a ficar à beira de careca com menos cabelo, mas sou pessoa poupada em esteticista, e deixo o meu buço e sobrancelhas bem quietas? 

tenho olhado para os comprimidos estes dias, e ainda não decidi, mas acho que estas coisas dos pelos, são umas cenas difíceis de entender. 
Começou esta coisa da depilação com os vaidosos dos homens e da cera com a amiga Cleópatra... e agora todas nós levamos com ela, ser bonita é não ter pelos, e mais que bonita é ser limpinha e aqui concordo. mas das minhas sobrancelhas eu gosto, mesmo desalinhas e tendencialmente maiores que as que se vem nas modelos de revistas, encaixam nos meus olhos, como eu gosto, ou como já me habituei a ser... 
quanto ao cabelo e demais pelos, resta-me decidir o que faço aso compridos que já comprei e ver o resultado de não fazer nada ou de os tomar!
Até lá vou passando por lá, com os pelinhos do meu corpo, mais aquele que alguma se queixam, pois dias há que sigo eu e o meu pelo na venta (e esse, é certo, não há depilação que o trate) ! :)


16
Dez13

constatações

Carolina
há dias que acordo literalmente inundada de questões, parecidas com dúvidas existenciais, mas que não o são, dada a sua carga de parvoíce associada. 
parvas ou não são minhas e respeito-as muito por isso, e tenho quase a certeza que de alguma forma todas as pessoas algures no caminhar da sua existência param e se perguntam no mínimo por alguma delas... se não o fazem talvez não vivam talvez se limitem a reflectir a energia de quem por aí anda a mexer com o mundo.
não sei o que fazer com determinadas pessoas, aquelas que ultrapassam a parvoíce natural a que todos nos podemos dar ao luxo, e que estupidamente acham que acima de qualquer ser são piadeticas, donas dum humor ou dote de comediante e então passam o tempo às piadas, mesmo quando lhes acabou o lubrificante... a minha questão é, o que fazer com elas?! a minha vontade? coloca-las amarradas em frente a um espelho e obriga-las a ouvirem as suas piadas dias a fio, até que as mesmas se acabem!
depois há as pessoas que acham que sabem tudo, e não falo daquelas que têm dias em que acordam assim (porque isso às vezes também me acontece), mas sim das que acham efectivamente que a inteligência nasceu só para elas, assim sendo têm assento no reinado supremo das maiores e mais sábias opiniões; com estas não tenho o menor dúvida do que fazer; há um botão que conseguimos desligar simplesmente, e assim deixamos de ouvir, gestos como acenar de cabeça e sorrisos ajudam a disfarçar; porque contrapor é de facto perder energia numa conversa que não andará do mesmo sitio nem passado duas horas. 
depois há as pessoas que de cinco em cinco minutos se revoltam contra o mundo na figura da sua própria vida, e conseguem em 5 minutos destruir-se em palavras e destruir tudo o que o mundo lhes dá, são aos olhos delas os maiores negrumes da face do planeta, mas quem olha, acha que pronto dá Deus nozes a quem não tem dentes, mas com estas aprendi a desistir, porque enquanto a imagem delas não melhorar podia enviar-lhe barras de ouro para casa, que o mundo seria o pior porque a casa era pequena para as guardar... 
pergunto, constato, porque é o ser humano este bicho complicado que nunca está bem? que se vira do avesso em 5 segundos porque o céu não está no panton correcto e o o vento lhe embaraça o cabelo todo. porque lutamos contra os cabelos encaracolados que a natureza nos deu, quando quem tem o cabelo liso deseja ter caracóis... porque conseguimos reunir tanta estupidez num minuto, tanta maldade noutro... 
constato que somos muitas vezes perto de nadas em crash completo connosco próprios, mas nada com capacidades enormes de sermos tudo... constato as seguir que tal não é linear, e que sofre excepções, que falo de médias, porque alguns exemplares chegaram a este mundo desprovidos de toda e qualquer capacidade que lhes permite sair do exagero da estupidez natural para estádios momentos escassos de alguma falta dela ... e assim estamos algures por aí...
07
Out13

camomila, confissões de um anciosa

Carolina
nem sempre somos como somos, mas raramente deixamos de ser. não perpetuamos existências teimosas dos comportamentos que não são nossa característica, porque como os ditados dizem, mais cedo ou mais tarde, a verdade sobe à toma, neste caso à nossa, e sobe para afinal podermos ser o que formos sempre. seria impossível por esta e outra razoes ser perfeita e por outras tantas pachorrenta  mesmo quando desejo muito sê-lo (:)).. só porque não sou mesmo assim e só por isso!
todos os dias mais ou menos por esta hora, forço o meu corpo a uma contrariedade, forço-o a acalmar-se, para que me diga que na verdade seguirei o resto das horas do dia, num modo mais fácil de tolerar. Dizem que o meu metabolismo é lento, e que o meu corpo devia expressar essa característica  de facto expressa em dimensão, nomeadamente pela largura, porque a energia que me move, e me faz passar do cérebro mediante determinadas situações, ou meter a sexta velocidade para fechar pendentes, os pulmões que me permitem, berrar ou rir com a mesma força e vontade, as pernas que sobem e descem as escadas vezes sem conta e as mãos que teclam sem parar, parecem tremer na hora de não me mostrar a calma...quase todos os dias o meu coração dispara mais que um vez saindo da velocidade que considero normal, quase todos os dias me engasgo com a saliva, e a minha respiração diminui de intervalos;  todos os dia só meu corpo sente formigueiros, todos os dias respiro fundo, exercitando a minha capacidade de baixar a um ritmo que não é meu, todos os dias me questiono se um dia não caio mesmo para o lado... hora de ouvir musica de relaxamento, de por os phones, baixar o ritmo e preguiçar... preguiçar eu gosto, pisar o risco da aceleração sem saber como voltar à calma não. 
sou ansiosa e essa ansiedade é maior quando se tratar de dar o meu melhor, todos os dias ela passa, todos os dias a uso e controlo para ser sempre melhor, quase sempre consigo, e quando vejo que não sou capaz, encontro nela a resistência de ser capaz depois... e por agora somos as duas capazes de viver comigo no meu corpo e superar cada dia numa felicidade que nos contagia e mostra o melhor de mim.
os entendidos dizem que todos os dias, ou pelo menos a maior parte deles, em o meu corpo somaticamente me chama atenção para o ritmo que não está bem, que nada mais tenho em mim que stress, muito, ansiedade também. dizem que é do trabalho, do compromisso que tenho, do envolvimento em demasia, de todas as coisas de que responsabilizo, que raio de doença é esta que aparece por sermos bons profissionais?? boas pessoas? pessoas rápidas? pessoas responsáveis? pessoas com muita coisa para viver....
todos os dias trabalho emocionalmente para ser mais inteligente que estes tufões de stress que hoje invadem
as vidas de tantas pessoas como eu, que só querem sair do trabalho e viver intensamente com a tranquilidade de terem dado o melhor, todas as horas que passam fora dele. chamo-lhe resistência, logo faz parte de um bom treino e de um grande plano de vida.
 sei que posso acalmar-me facilmente desde que tome umas coisas fantásticas, quase sempre esgotadas mesmo que à venda nas farmácias, que me podiam, faziam dormir, mas dado o meu ritmo só me atordoam um pouco... ou posso lutar todos os dias com a mesma energia, para não sentir nenhuma destas coisas, superar-me estoicamente e tratar por tu todos os sintomas, desta vida semanal stressante em que me coloco... posso ousar mudar de vida e um dia conseguir dar essa volta, posso contar com alguns...e posso a qualquer momento passar por onde quiser em pensamentos e desligar-me desta corrente. desafiante como tudo o resto que tenho por perto.
de forma simples e num pequeno copo, todos os dias assim, tenho comigo a camomila, cruzamos as fronteiras dos limites e desfrutamos uma da outra como se um dependência se tratasse... um copo, dois copos, três copos, um saquinho, dois saquinhos, muitos saquinhos, embriagada no seu aroma, envolta no seu cheiro, ouso beber a fórmula que sem me desligar da máquina me traz, associada aquele momento, a lucidez de perceber pelo menos da calma que preciso, para mais um dia, para mais um semana... 
passo agora com o meu saquinho de camomila pela hora do chá... boa tarde para quem passa algures por aí!

24
Jul13

( vazia )

Carolina
mais que o vazio que em mim transborda, sou quase nada. certa disso e não de todas as minhas escolhas, posso andar para a frente todos os dias, sem ter de olhar para trás, porque o que lá ficou não tem abertura de boca suficiente para me mordiscar. ou pelo menos dizer que desse medo não sofro.
não é fácil existir, se fosse de que serviriam todas as coisas que se inventaram com a desculpa da utilidade. se já não é fácil somente conjugar o verbo imagine-se então ser perfeito na sua conjugação....um desafio imenso, uma tarefa babilónica, digna de nenhuns... almejar a perfeição parece que rasa o não viver, ou pelo menos ausência de uma existência onde só nos permitirmos ser devido à nossa impermanência. 
sou imperfeita todos os dias de manhã, no risco preto e torto dos meus olhos, na medida da minha cintura, na robustez exagerada dos meus braços, na forma das minhas pernas, nos meus dentes manchados do café, no pelo que sai do meu sinal, e nos macacos teimosos que se aninham no meu nariz como se estivessem em casa. o meu cabelo chega a ser a marca do meu desalinhar, o  regressar a casa é a prova viva da imperfeição em que teimosamente me transformo 8 horas depois de me tentar aperfeiçoar; sou imperfeita quando te chamo, quando te falo, quando te ouço, quando resmungo e barafusto, quando digo palavrões, quando faço explodir o me coração com nervos que não devia ter, quando tenho vontade de apertar pescoços, banir pessoas da minha retina e da minha cabeça. sou imperfeita quando me viro para o outro lado porque não quero ir trabalhar, quando faço crescer o monte da roupa lá em casa, quando não consigo falar baixo, rir baixo, ser baixo, quando sou teimosa que nem um cavalinho feio e a mim chamo toda a sabedoria do mundo, quando defendo os meus e quando me transfiguro num eu mas forte. a minha imperfeição aumenta quando ponho uns sapatos que nada tem a ver com o tom da roupa, e durmo cheia de maquilhagem, quando não consigo parar de comer e quero muito emagrecer, quando não consigo parar de te olhar e o meu corpo precisa de dormir, quando me lembro mais de ti do que de mim, e lembro de todos para me esquecer de mim... e numa lista ainda maior que esta penso... e depois???? passo por mim todos os dias.... acompanho casa passo desta imperfeição feita carolina e transformo-a numa perfeição vazia (  ). sou assim, não tenho espaço para interpretações sabias e termos passiveis de sinónimos estanques, se posso ser parónima  porque vou querer ser homónima???
quase aos trinta certa que sou quase nada, mas um quase do tamanho daquelas gargalhadas inconvenientes que me saem sem filtro, percebo com nitidez que a minha gaveta da perfeição está vazia (   ) ... e que não quero enche-la, e se quisesse não podia, esse tempo não existe... a perfeição é estanque, pára em si mesma, e eu sou  um diabo de uma rapariga que tem certo dentro do quase nada que é, que não consegue por raio nenhum ficar parada ...




07
Out08

hum...dialogo confuso...

Carolina
- en7ao como es7as?
- bem obrigada!
- lembro-me de 7eres vindo ca sozinha...agora es7as mais alegre, mas con7inuas a mesma... lembro-me da ua gargalhada, e sabes a minha namorada nao gos7a de 7i.
- Hum, lembras, sim agora es7ou mais por ca, nao sei quem e a 7ua namorada, mas 7ambem me lembro de 7i, bebes cafe???
- sim bebo.
- en7ão sao dois.
- gos70 dos eus olhos, mas a minha namorada nao gos7a de 7i.
- 7ambem gos7o dos meus olhos, e nao sei quem e a 7ua namorada.
- es7as mais feliz porque?
- nem sempre 7rises nem sempre alegres, bebe o 7eu cafe, es7a a ficar frio.
-gos7o de 7e ver aqui, mas a minha namorada nao gos7a de i.
- venho mais vezes, nao sei quem e a ua namorada.
- gos7o de falar c7g, mas a minha namorada nao gos7a de 7i.
- nao devias es7ar aqui en7ao... nao sei quem e a ua namorada...
- gos7o do eu jeio, es de ca??
- sou dai, nem de ca nem de la... nao devias es7ar aqui...
- lembro-me sempre da primeira vez aqui, 7u a en7rar e de a minha namorada nao gos7ar de 7i...
- o cafe es7a pago, vou andando, ha nao sei quem e a 7ua namorada...

....7empos depois,
ela passa e diz, ola, ele com a namorada, vira os olhos, baixa a cabeça e nada diz....
7empos depois....

- ola, es7as aqui....
- ola, sim esive sempre aqui...
- sim sempre soube que es7avas aqui... deixei a minha namorada que não gos7ava de 7i...agora ja posso es7ar aqui.

Do lado de fora um carro api7a...
- desculpa e a minha boleia, amanha ja nao vou es7ar aqui, avisa a 7ua namorada que nao gos7a de mi, que ja nao es7ou por ca, a proposio, o 7eu cafe es7a pago....

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