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Passa Por Lá

Passa Por Lá

02
Set17

Agosto, quando passei a gostar de ti...

Carolina

Nunca fui muito fã do mês de Agosto, era aquele mês em que o mundo ia de férias com os pais quando ainda éramos pequenos, o mês em que não víamos muitos amigos, que tínhamos que ir à procissão na romaria da aldeia vizinha, aquele mês de verão em que fazia frio durante a noite e às vezes chovia,  aquele mês que anunciava o regresso à escola... 

O tempo passou, já crescida continuei a não gostar da confusão na praia, nos restaurantes, no transito que se  queria calmo. Dos preços loucos, dos excessos de um mês do qual nunca gostei muito. 

 

Quis a vida que viesse a gostar deste mês.  Quis que hoje lhe guarde uma gratidão imensa. 

Agosto é um mês em que nasço de novo. Encontrei-me comigo, encontrei as linhas de um eu que não se pode esquecer de si, para seguir sempre mais forte. 

Agosto é hoje um mês de vida, da minha vida. 

Um mês de revisão de matérias dadas, de independência, de lucidez, de aprender a errar, de levantar a cabeça com o que temos e o que somos, de seguir em frente sempre. 

Passou por mim para me deixar ser mais feliz, para me ensinar que os caminhos são como são e são sempre diferentes, sendo que nós estamos sempre prontos a caminhar. Caminhantes com escolhas nem sempre boas, nem sempre fáceis. 

Agosto um mês para me amar sempre mais, me reencontrar em cada caminho com o que sou. Redescobrir que só, sou também eu, e posso muito, e posso tudo, feliz só posso fazer os outros ainda mais felizes. 

Mês de abrir os braços ao mundo e ao mesmo tempo dizer: estou aqui para mim!

Festejo  Agosto com muita gratidão, celebro este mês cá dentro, sem festas, brindes e foguetes, mas com o coração aberto e a alma limpa de todo o lixo que não interessa. 

Agosto é um pequeno leão dentro de mim, mas vivo e pronto para o que está para vir! 

Querido Agosto, há um ano que passei a gostar de ti, como que se de um mês de aniversário se tratasse. 

Somos como o tempo, pessoas que passam, somos compostos e misturas que às vezes entram em ebulição, somos nunca certezas certas e sempre nuncas que nunca podem ser. Somos sempre Agosto, às vezes só nos esquecemos de nos lembrar disso... (e quando assim é, a vida trata de nos lembrar...). 

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Até para o ano Agosto, ficas-te um bocadinho por aqui...

 

 

 

24
Ago17

foi cesariana... ai coitadinha!

Carolina

Reparei há dias que andei a adiar a reflexão sobre este tema...

Na verdade depois do Xavier nascer, nos dias que se seguiram sempre que alguém perguntava pelo parto e eu dizia: foi cesariana- já tinha ouvido várias vezes a expressão ai coitadinha. Umas vezes esforcei-me para responder, outras nem por isso.

A verdade é que não é para mim um tema fácil, preparei-me para um parto normal, exercitei o meu perineo, imaginei o momento e todas as coisas que o envolviam, tinha um plano e esperava parir sem recorrer a uma cirurgia. Tínhamos um plano B, porque sabíamos ddesde cedo que a cesariana podia acontecer, mas nunca pensamos muito nisso. 

O certo é que o meu útero por razões anteriores à gravidez, não tinha condições para o parto normal. E com alguma tristeza e insegurança o medo que um dia tive do parto normal, transferiu-se para o momento da cesariana. 

Recordo o beijo na testa da minha médica, que me dizia antes de entrar no bloco: miúda vai correr tudo bem. E o importante é que correu mesmo. 

Perguntam-me: preferia um parto normal, respondo eu que sim. 

Perguntam-me: preferia um parto de 12h, em que o meu bebé saísse a forceps ou ventosas, ou tivesse de ir a correr para o bloco para uma cesariana, em que as recordações fossem de muito sofrimento para fazer chegar um criança ao mundo, respondo claramente que não. 

Perguntam-me: sinto-me ou senti-me durante o processo uma coitadinha, respondo, claramente que não. 

A cesariana foi de facto muito tranquila. 

O anestesista ouvia metal, uma música que nem conhecia, de tão metal que era,  diziam no bloco que já tinha ouvido Bach horas antes. Conversámos durante o processo em que me explicava sempre o que estava a fazer.

O André esteve ausente apenas o minutos em que fui anestesiada com epidural, chegando logo depois. Estivemos sempre juntos.

E ao som da música íamos ouvindo a médica e o anestesista contarem o que se passava. 

Até que depois de poucos minutos o sentir a sair, ali ficou diante de mim, o meu filho, logo mo puseram para o beijar e tocar, logo o decorei e senti. 

Logo o vimos e ali ficou uns instantes. 

Pudemos tirar fotos, pudemos olhar juntos para o nosso filho e foi sem dúvida especial, sim sem as dores, ou a força das contrações que o trariam para fora. 

Uma auxiliar de serviço no bloco, tirou fotos dos três, diz que não resistiu à forma como o André namorava comigo e com o filho naqueles instantes. Viva a Internet que num instante passou as fotos para o nosso telemóvel. 

Até que enquanto me suturavam o pai saiu com ele, por uns breves instante, fiquei a ouvir o seu choro, eram mais gritos,  que até hoje permanece gravado na minha memória, chegou já limpo, ficou comigo, e por ali fomos juntos, agarrados, a ganhar o cheiro um do outro, para o recobro. 

Nem uma hora passava de ter nascido, já tinha encontrado a minha mama. Ali estávamos os dois, juntos, esquecidos se assim ficámos pela cesariana ou pelo parto normal.  

Não sei se por sorte ou pelo facto de ter feito exercício até três dias antes de parir, a minha pele e músculos estavam bem, e não senti muitas dores ou desconforto no pós operatório. Levante nas horas seguintes, controle para não fazer muito esforço e no dia seguinte, quando a enfermeira chegou para me levar para o banho, já estava eu a tomar banho sozinha. 

Fui registar o Xavier com o André em modo de passeio. Sempre tranquila, com uma pontada ou outra, mas nada parecido com o que tinha ouvido sobre cesarianas e as suas recuperações.

E três dias depois não precisava já de medicação para as dores, tinha só que ter juízo acrescido porque sem dores a tendência para o esforço é maior, e não convinha fazer asneira com a cicatriz. 

Recuperei bem e rápido. Cicatriz ok, perfeita e fina. Sem dores, com energia. 

Seis semanas depois alta completa.

Talvez o exercício tenha ajudado neste processo, talvez seja resistente às dores muito fortes (até aqui achava que não), talvez tenha tido sorte, mas de facto isto não custou muito, nem esteve perto de tudo o que eu esperava que podia vir a ser. 

Ontem, 8 semanas depois do parto, voltei ao ginásio. 

Curiosamamente voltei a pensar neste assunto. Várias pessoas acompanharam a minha gravidez por lá e souberam que o Xavier já tinha nascido. 

Duas delas, por acaso mulheres, perguntaram como tinha sido o parto, às duas disse que foi cesariana, as duas de cara encolhida disseram: Ai coitadinha! A nenhuma me dei ao trabalho de responder com o facto em nada ser coitada. 

O Xavier nasceu bem, ele e eu estamos bem, a recuperação foi rápida e fácil. Amamento sem problemas, como me posso sentir coitada?

Seria menos coitada se estivesse um pipi esfrangalhado, exausta, morta de dores de um parto normal provavelmente com o perineo cozido, com dificuldades em andar e a por gelo de 20 em 20 m? Talvez ainda a fazer ginástica para recuperar a bexiga?

(Hum... não me parece).

Não seremos nós mulheres igualmente coitadas em qualquer uma das recuperações de qualquer tipo de partos? Certo que de maneira diferente e por diferentes razões.

Ou melhor, não seremos coitadinhas em nenhuma das situações?

Seria talvez mais mulher, por ter um filho de parto normal? Pensem os outros o que pensarem, a minha resposta certa é Não.

A sociedade, as pessoas, as mulheres estão cheias de preconceitos, teorias e formas mais corretas de fazer algumas coisas. Cheia de opiniões e opinantes, cheia de maldade muitas vezes. 

Na gravidez, no parto, no pós-parto, estamos frágeis e muitas vezes sucumbimos a estas criticas e ás pessoas que acham que sabem o que está certo. No entanto não podemos esquecer que o certo está dentro de nós e cada caminho é um caminho, cada parto é um parto e cada filho é uma pessoa diferente de qualquer outra. 

Sei que preferia um parto normal, sei que não o tive, sei que não sou coitadinha. 

E creio que pouco mais devo refletir sobre este tema. O mais importante é que nasceu bem o Xavier e saímos juntos do hospital sem pensarmos muito no parto, mas no bom que é o nascer de um filho! 

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14
Jul17

ser mãe, aos olhos dos outros!

Carolina

Assim que nos deixam com um filho no peito, começa a nossa tarefa de ser mãe. Começa também o nosso julgamento pela sociedade, pelas mulheres no geral, principalmente as que nos são mais próximas.

Há três semanas que acredito ser aquela que protege, acalma, aconchega, acredito que sou o prolongamento de 9 meses de quentinho de um bebé que ainda há pouco tempo nada mais conhecia que os sons do meu corpo e o calor da minha barriga. 

Assim que os nossos filhos saem cá para fora, nós mães e pais somos inundados com dicas, concelhos e muitas regras que supostamente faram de nós super mães e vão fazer os nossos filhos uns robots facéis de tratar (ou pelo menos é esse o desejo).

Posso dizer que assim que tive o meu filho nos braços decidi ser um mãe teimosa. Seguir o meu instinto,acreditar que de alguma forma, em qualquer momento vou acabar por encontrar uma solução, encontrar a forma mais correta de fazer as coisas, mesmo que não o consiga na primeira tentativa. 

No primeiro instante que olhei para o meu filho, disse-lhe: a mãe está aqui, vai proteguer-te, cuidar-te, estar a teu lado e dar tudo para que possas ser feliz. Comprometi-me pra uma vida toda.

Logo nos primeiros dias,  ainda que com visitas muito restritas, visto que conseguissemos que os nossos amigos e familía respeitassem a nossa vontade e nos dessem tempo para nos adaptarmos e tempo ao bebé para crescer mais um pouco, e  se proteger de algumas doenças,(situação que agradecemos desde já) recebemos muitos comentários opostos a tudo o que decidos fazer e avessos ao que já estávamos a colocar em prática. 

Não sei a mãe que vou ser aos olhos dos outros, nem o que os outros, que nos dão as famosas dicas podem pensar da mãe que me estou a tornar. 

Sei que sou a mãe teimosa que não quer saber ou ouvir quem diz:  

- deixa-o-o chorar um bocadinho.

- estás a habitua-lo ao colo. 

- não lhe des mama antes de fazer três horas.

- não o acordes para mamar. 

- não deixes que seja ele a controlar tudo.

...

Um bébe depois de passar 9 meses colado à mãe que vamos ser, quando nasce só sabe comunicar pelo choro. O choro que nos chama, que nos pede para estarmos junto a ele, que acalma quando sente que estamos lá, para o seu conforto, para os acompanhar, dar colo, mimo, e todos os dias fazer deles crianças felizes. 

Tenho sido um mãe teimosa, teimosa no que respeita o seu cuidado, respondo aos seus suspiros e iminentes choros, emabalo, canto para ele, deixo que durma horas seguidas no meu peito, dou-lhe de mamar quando ele pede, não o deixo sozinho a chorar em escalada, rumo a um stress que nada bem lhe fará, aa não ser gravar-lhe memórias de quem quando chorava ningúem o ouvia, ninguém chegava até ele.

Acredito um pouco no nosso pediatra que entre outras coisas, nos recomendou para as colicas, dar colo, muito colo. 

Sou esta mãe que quase fica de coração partido quando o ouve chorar sem parar depois de ter tentado todos os carinhos, embalos e colo, e só quer ter a certeza de que ele está bem, sou a mãe que canta horas a fio olhando para os seus olhos que lutam entre o despertar e o dormir. Sou uma mãe que tem dias que nada mais faz que estar com a mama de fora pronta para o alimentar, para o deixar mais calmo antes de adormecer. 

Acredito que teremos tempo de criar as nossas rotinas, e as dele, assim que mais adpatado a este mundo, onde chegou ainda antes do tempo, se sentir. Acredito que esse tempo não é agora.

Teremos tempo para regras, costumes e boa educação e para scriar um filho independente, afinal crianças capazes de decidir, expermientar, fazer e querer ir mais além, são crianças felizes, acarinhadas, seguras e certas do seu porto de abrigo, e não crianças sós, que choraram na solidão de um berço que supostamente as ensinou  a estarem sozinhas. 

Não tive um filho para ele estar sozinho, se sentir sozinho e triste, mas sim para que queira descobrir o mundo com a certeza de quem tem por perto. 

Mães, avós, tias, primas, sogras, amigas que com os vossos filhos tudo fizeram para chorarem sozinhos até dormir, só mamassem ao cair de 3 horas, ou que seguiram planos de revistas cor de rosa que ensinam os bébes a dormir, respeito, mas escolho para o meu bébe o mimo, o colo, o aconchego, a resposta imediata, o meu corpo junto ao dele, mesmo que podre de sono, ou em desespero. É a mãe que quero ser. 

Sem dramas, sem fundamentalismo, sem regras inflexiveis e com carinho, seguimos cá em casa com a atitude que nos parece mais ajustada a nós e ao nosso bebé.

Somos todas diferentes, os nossos filhos também, em acredito que posso criar um bébe feliz, mesmo que seja feliz só na maioria das vezes. 

ser mãe aos olhos dos outros é agora o que menos importa, ser a mãe dele, ganhou toda a minha atenção...

 

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01
Jul17

oficialmente mãe!

Carolina

A minha casa cheira a leite, eu cheiro a leite, a minha vida cheira a ti. 

Desde que chegámos da maternidade que de todas as vezes que penso em escrever algo, acontecem coisas mais importantes que qualquer outro acontecimento do universo. 

Alimentar-te, mudar-te a fralda, dormir um bocadinho, tomar um banho.... Mesmo que muitas vezes essas coisas se resumam  ainda e só ao olhar infinitamente para ti. 

 

Sou oficialmente mãe há uma semana. 

Assim que  te chegaram a mim, com a minha cabeça entre as mãos do teu pai, fixei naquele momento cada traço do teu rosto, ainda coberto de todas as minhas entranhas, o beijo que te dei, o toque da tua pele e qualquer coisa que não se explica muito bem. 

O nosso filho chega à nossa vida...

 

O teu primeiro choro gravado na minha cabeça, como que parece um grito desenfreado de quem quem quer levar pela frente todo o mundo, é o momento que marca toda uma existência, onde passa a existir o antes de ti e todo um inimaginável depois de ti.

 

Tanto amor e tantas incertezas juntas, ficas ali junto a mim, mal me olhas ainda, mas já me cheiras, procuras e agarras a minha mama, entre o não saber o que fazer, parece que afinal eu e tu juntos sabemos como é, num instante estamos juntos, como qualquer outra fêmea a alimentar, cuidar e proteger a sua cria, tu mais protegido, eu mais embevecida e certa do meu novo papel.

 

Desse momento até hoje não consigo contar as horas de colo, as fraldas, os banhos, os nervos, o cansaço, os embalos em que quase adormeço antes de ti, o sono, as perguntas que faço, os se´s, a quantidade de coisas que consigo fazer contigo ao colo e só com uma mão, e as vezes que questiono: como será. 

 

 

Já chorei a cantar para ti, chorei abraçada ao teu pai, chorei a ouvir música, chorei por tudo e por nada. Já sorri tanto a cantar para ti,  sorri abraçada ao teu pai, a ouvir música, sorrri por tudo e por nada. 

Diz que as hormonas são assim, lixadas, como a minha barriga, as estrias, a cicatriz , e todas as coisas em que quando tenho algum tempo vou pensando, coisas que passo a passo irei tratar. 

 

Com abertas e tempestades, estamos a escrever o presente contigo filho, tu a cresceres a cada dia, nós a aprendermos a ser os teus pais.

 

Estes dias são nossos, o mimo, o cheiro, a descoberta e as provações de receber e dar graças pelo filho que fez de mim mãe, e todo um caminho novo para fazer.

Dias para escrever uma história de família, a nossa família de três, onde eu já sou oficialmente a mãe. 

 

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 o melhor bébé do mundo, cabe no meu colo!

 

 

 

16
Ago16

{ posso sempre voltar a fumar outro cigarro}

Carolina



fumo,
translúcido mas enevoado.
invisível, vagueando na ausência,
cheira a pó.
as minhas mãos pequenas guardam o cheiro do fumo...
a sala mudou, a música não parou de tocar, o relógio sossegou de novo.
os ponteiros parados do meu peito giram agora devagar, a janela aberta faz corrente de ar, as minhas costas arrefecem, eu espirro.

já fumei...
nunca soube fumar...
engasgo-me.
tropeço nos meus dedos enroscados no cigarro, deixo o cheiro pintar o ambiente e ficar por ali.
ele vai ficando pequeno e as minhas mãos maiores.
largo a camisola no chão,
deito a cabeça numa montanha de almofadas,
nua, entre o fumo invisível, do cigarro que se acaba, penso:
posso sempre voltar a fumar outro cigarro...




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