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Passa Por Lá

Passa Por Lá

02
Mar18

primavera apressa-te o mundo precisa de Ti!

Carolina

 

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Não durmo bem vai para 5 semanas, isto para não dizer 8 meses.

O meu cabelo é um ninho de ratos a maior parte dos dias. Como para esconder o cansaço, logo não emagreço e não me sinto muito feliz por isso. Não consigo ir ao Ginásio desde Janeiro. A minha roupa anda quase sempre entre o modo  desporto e o desportivo.

Trabalho em casa nas horas que devia estar a dormir, nas outras tento que a casa não se pareça com um circo assaltado por leões esfomeados.

Não me lembro da ultima vez que calcei saltos altos, me produzi para uma saída à noite com direito a dançar e alguns copos. Há dias que acho que a senhora da farmácia é a minha melhor amiga, é aquela que me pergunta como vão as coisas e não mora comigo. Há dias que o meu mundo sou eu, o instagram e o miúdo, outros há em que acho que não existo para ninguém.

Há dias há que nada mais faço que dar colo e mama. 

Há dias que seguro lágrimas outros em que nesta solidão maternal partilhada com um filho, rio muito. Há dias em que me lembro de quem gosto, mando mensagens, remeto saudades, mesmo que muitas vezes não tenha resposta. Há dias que me esforço para ser feliz, outros que me esforço para não ser um bicho zangado e rabugento, que só queria um sofá, um pijama, uma tarde de domingo, um café com as amigas.

Mas pronto, esta solidão é bem acompanhada, apesar de não conseguir ir comigo para as compras, o puto estar chato com os dentes, e me sentir inutil quando penso que tenho levado muitos dias em casa... 

Antes que me respondam ou digam. Eu digo a mim própria: ninguém me mandou ter um filho! Agora aguenta-te. Segura-te e não reclames muito! Aguenta-te e se pensares em ter outro, já sabes é assim em dobro e mais o factor surpresa, vai que vem um que para lá de não dormir, também não come...

Mas nestes dias onde muitas vezes me sinto miserável, a pior, a mais chata, a mais triste, e me esforço para entrar em contraciclo e olhar para o lado mais positivo das coisas. Paro e olho à minha volta e percebo que ao meu redor há sempre quem esteja mais rabugento, mal humurado, mal disposto e talvez até mais triste do que eu. Vamos assumir que a culpa é deste tempo.

Nestes dias penso, primavera, apressa-te este mundo precisa de ti.Este mundo precisa de rabugentos e mal dispostos felizes... Achas que podes ajudar-nos?

 

(by the way, antes que alguém, ouse pensar o contrário, amo o meu filho, muito mesmo, mesmo quando durmo. Mas confesso rezo todos os dias para que isso aconteça)

08
Jan18

Novo Ano, Balanços e Recomeços!

Carolina

Sou de balanços, normalmente por alturas do meu aniversário penso no ano que passou, no que mudou, nos planos que tinha, no que consegui, do que desisti.

Este ano, foi fácil fazer o balanço, mais duro quando a frio percebo que muitas coisas ficaram para trás apesar de o motivo ser bom. Logo em dezembro acertei agulhas para os meus recomeços, pequenos passos para concretizar as minhas metas, encontrar tempo neste tempo novo em que aprendo a viver com o numero 3 cá de casa para sempre nas nossas vidas. Confiança, vontade e sonhos. Estavam dados os primeiros passos para fazer acontecer. Chega o novo ano e com ele aquela energia de querer recomeçar muitas coisas.

Foco na balança, no ginásio, na organização, em sermos melhor ouvintes, menos chatos e por ai fora. Novo ano e sentimos aquele poder de fazer coisas novas, sentimos aquela força extra de levar para a frente o que não conseguimos fazer até aqui.

O meu ano chegou, imprevisível como a vida, tal qual um baralho de cartas sempre a ser baralhado, eis que mistura tudo. De uma só jogada mistura todas as cartas e lança a confusão.

Diz que assim é a vida. Não bastava ter começado o ano doente, que ainda me estava a colocar por diante mais caminhos, caminhos em que não tinha pensado, caminhos que não tinha pedido.

O novo ano, a mostrar-se como um ano inteiro, cheio de imprevistos, decisões, coisas e pessoas que não conhecíamos, planos que não fizemos e que o universo pode ter alinhado para nós. O ano em que quero fazer coisas novas, minhas, coisas que me fazem mais feliz, onde quero estar com outras pessoas, com projetos cheios de simbolismo, afetos, coloca-me por diante uma secretária, um horário rígido, um plano e metas de entidades e pessoas que desconheço, que me escolhem para nele participar. O ano que me baralha as voltas, quando as minhas voltas pareceriam já alinhadas. Muitas coisas, quer as boas, quer as más, acontecem quando menos esperamos.Obrigam-nos a escolhas, por vezes bem difíceis, obrigam-nos a pensar, a duvidar de nós próprios. Muitas vezes levam-nos para o lado mais facial da balança, por comodismo, por medo. Ainda adoentada, ainda meia tonta com tantas cartas na mesa, para um pouco para pensar, e penso por mim.

Esqueço quem me fala de descontos, reforma, segurança social, ou quem me diz casa, família, tempo, maternidade... Na minha cabeça e dentro de mim, sigo o meu instinto, sigo o caminho que nesta fase da vida me poderá fazer mais feliz.

Recordo-me da sabedoria de quem muito me ensinou na minha vida profissional e que sempre me disse: Quando há dúvidas, não há dúvidas. Assim sendo, vamos lá alinhar as minhas cartas, focar no caminho que quero fazer, sonhar alto, dar pequenos passos felizes para concretizar projetos onde estar faça todo o sentido.

Jogo dado de novo, que (re)comece o novo ano! Vamos com tudo e com muita fé. O melhor ainda está para vir .❣

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20
Dez17

34. O meu dia de aniversário....

Carolina

Ainda há tão pouco tempo passeava por Amesterdão com um bebé na barriga e já passou um ano, passeio por Lisboa com um bebé ao colo e mais velha.

Cheguei aos 34, pela primeira vez observo rugas e enervam-me os cabelos brancos. Algum cansaço faz-me sentir realmente mais velha. Sou hoje mãe, já o sentia no ano passado, mas sinto-o o agora de forma diferente, tenho mais 2 olhos a ver-me e acompanhar-me.

Num ano, em que quase tudo se resume ao Xavier, sou grata por ele ter nascido bem, por crescer a cada dia, por me fazer sentir, sem nenhuma dúvida, a pessoa mais especial do mundo, mesmo nos dias em que toda eu sou olheiras. Um ano em que tenho de agradecer muito a quem tenho ao meu lado, pelo apoio , pelo amor e pela paciência. Aturar uma Carolina em dias normais é dose, aturar uma Carolina com hormonas em ebulição é qualquer coisa.

Os 33 serão sempre o ano em que nasceu um mãe. O ano em que deixei de ser tantas coisas, para que possa ser outras, o ano em que começa toda uma nova vida.

Tenho que agradecer aos amigos, que se mostraram presentes, quando o tempo de um bebé nos engole, mas eles insistem em não se esquecer de nós.

Agradecer por ter uma mãe que em muitos dias foi a única pessoa a ouvir-me e a levar com tantas incertezas nesta tarefa de ser mãe. Um ano que tenho desculpas a pedir, a mim, pela falta de calma, exigência desmedida e por medo de nem sempre fazer o melhor e também à maior amiga do meu coração por me ter esquecido do seu aniversário.

Peço que os 34 me tragam a energia e o tempo que me têm faltado para andar com algumas coisas para a frente. Preciso de disciplina e organização neste novo ano.

Os astros apontam para muita criatividade,mudanças e as coisas boas, como sagitariana estou preparada para mergulhar de cabeça e sem medos em novos projetos. Que seja um ano de realizações.

Que os 34 prolonguem a alegria deste dia, que tenham muitos dias de sol, longos almoços a 3, finais de dias inesperados e felizes com boas pessoas por perto. Quem venham devagar, serenos, com aquela luz, um coração cheio e um miúdo irrequieto e falador com ganas de crescer e conhecer o mundo.

Que venham e façam de mim, uma pessoa sempre melhor...

8BFDF3AB-8372-47B7-8AB1-A426133CD0F1.jpegObrigada a todos os desejos de parabéns que nos chegaram neste dia em que celebramos sempre  dobrar. 

Obrigado a quem inesperadamente me cantou parabéns no dia certo. as celebrações inesperadas são sempre as melhores. 

Obrigado e pronto é só isso. Agora é caminhar...

15
Dez17

Sim, Casei no dia do meu aniversário!

Carolina

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Um dia disse que ainda ía escrever sobre isto, hoje apeteceu-me. 

Sim, casei no dia do meu aniversário. um ano depois de ter sido pedida em casamento nesse mesmo dia. 

Ainda noivos de fresco, decidimos que não queríamos esperar muito para casar, um ano seria bom... olhos no calendário, saltou o dia 19 de dezembro, e ali os dois, concluímos que seria então um casamento de inverno, no dia de anos da noiva. 

Pouco depois, partilhávamos a notícia e a data da boda. 

Dezembro de 2015 seria um dezembro cheio e feliz. 

(E foi.

Mágico, memorável, lindo e cheio de luz num dia pequeno, sem chuva e com pouco frio, cheio de gargalhadas e aqueles de que mais gostamos por perto.

Foi o nosso casamento, mesmo nosso.)

 

Seguiram-se muitas opiniões, entre as felicitações e a alegria da notícia, muitos diziam: vocês são doidos, vai estar muito frio, é inverno, ninguém casa nessa altura, é muito perto do natal, ninguém vai ao casamento. 

Na verdade tivemos algumas pessoas que por desculpas parecidas, ou sem desculpa aparente e uma certa falta de vontade de ir a um evento no frio, mesmo com a desculpa de visitar a Serra da Estrela, optaram por não ir. Mas contrariamente a tantos comentários tortos, estiverem presentes quase todos os nossos familiares e amigos, numa festa mesmo muito bonita. 

Curioso foi que no meio de tantas opiniões, poucas pessoas, mesmo que o tenham pensado, tiveram coragem de me questionar ou tentar demover de casar neste dia. Lembro-me da Marta me dizer, isso não é bom, não coles esse dia a essa data. Tu vê lá. 

E (não é que) vi...

Uns meses depois, precisamente oito,a vida fez-me pensar sobre isso, se me teria arrependido, se teria feito mal, em juntar a um dia feliz só meu, um dia a dois. Se num primeiro momento me chamei de tola, romântica exagerada e parvinha, de seguida pensei que mesmo com tantas voltas, voltas que não tinha pedido, tinha sido um dia de aniversário feliz, mais, tinha sido um dia muito mas mesmo muito feliz, faria parte da minha vida para sempre, mesmo que meses depois pudesse ganhar todo um outro sentido. Assim senti-me parva, até um pouco triste mas nunca arrependida. Percebi que há coisas que o amor não nos deixa ser, como  por exemplo egoístas e querermos o dia do nosso aniversário só para nós...

Confesso que ainda ouvi a Marta, depois de um desabafo de raiva meu: bem que te avisei. 

Quase a fazer anos, mais uma vez, penso nos dilemas de querer fazer algo numa data tão próxima no natal, ou seja, ou penso em tudo em setembro, aviso as pessoas com uma antecedência tamanha,ou é impossível porque há sempre coisas a acontecer nestas alturas, seja trabalho, seja a festa da escola dos putos, sejam férias....

Os mesmos dilemas, agora menos tristes de quando era criança e nunca podia festejar o aniversario na escola, por já estar de férias, por estar numa classe com mais dois meninos da minha idade, por ser difícil fazer uma festa grande. 

Casar a 19, permitiu-me  celebrar com todos um dia em que sempre sonhei fazer uma grande festa.

Casar a 19 era ter um dia de aniversário diferente, desta vez com as pessoas do meu coração por perto. Casei a a 19 de Dezembro e assim  foi.

Era uma vez uma menina que queria uma festa de aniversário fantástica e as 32 anos teve um aniversário de sonho.

Atenção que os meus aniversários não são infelizes e são às vezes íntimos, intensos, mas muito especiais, mas ter um festa grande era um desejo que vinha a ganhar forma desde o tempo em que o ultimo dia de aulas nunca ultrapassava o dia 18. 

Sim, casei no dia do meu aniversário, sim quase me arrependi... Sim foi um aniversário muito feliz. 

 

Já casada , avizinha-se mais um aniversário, mais uma vez não sei bem o que vou fazer, neste que é o primeiro aniversário em que sou mão e em que são as nossas bodas de algodão. 

Certo é que estaremos este ano os três de parabéns... mas eu sempre um bocadinho mais. 

E acho que vai ser assim para o resto da vida, celebre o mundo o que celebrar dia 19 de dezembro será sempre o dia em que nasci, o dia em que sou feliz e grata por isso. 

Venha ele... cheio de coisas boas!

 

 

02
Set17

Agosto, quando passei a gostar de ti...

Carolina

Nunca fui muito fã do mês de Agosto, era aquele mês em que o mundo ia de férias com os pais quando ainda éramos pequenos, o mês em que não víamos muitos amigos, que tínhamos que ir à procissão na romaria da aldeia vizinha, aquele mês de verão em que fazia frio durante a noite e às vezes chovia,  aquele mês que anunciava o regresso à escola... 

O tempo passou, já crescida continuei a não gostar da confusão na praia, nos restaurantes, no transito que se  queria calmo. Dos preços loucos, dos excessos de um mês do qual nunca gostei muito. 

 

Quis a vida que viesse a gostar deste mês.  Quis que hoje lhe guarde uma gratidão imensa. 

Agosto é um mês em que nasço de novo. Encontrei-me comigo, encontrei as linhas de um eu que não se pode esquecer de si, para seguir sempre mais forte. 

Agosto é hoje um mês de vida, da minha vida. 

Um mês de revisão de matérias dadas, de independência, de lucidez, de aprender a errar, de levantar a cabeça com o que temos e o que somos, de seguir em frente sempre. 

Passou por mim para me deixar ser mais feliz, para me ensinar que os caminhos são como são e são sempre diferentes, sendo que nós estamos sempre prontos a caminhar. Caminhantes com escolhas nem sempre boas, nem sempre fáceis. 

Agosto um mês para me amar sempre mais, me reencontrar em cada caminho com o que sou. Redescobrir que só, sou também eu, e posso muito, e posso tudo, feliz só posso fazer os outros ainda mais felizes. 

Mês de abrir os braços ao mundo e ao mesmo tempo dizer: estou aqui para mim!

Festejo  Agosto com muita gratidão, celebro este mês cá dentro, sem festas, brindes e foguetes, mas com o coração aberto e a alma limpa de todo o lixo que não interessa. 

Agosto é um pequeno leão dentro de mim, mas vivo e pronto para o que está para vir! 

Querido Agosto, há um ano que passei a gostar de ti, como que se de um mês de aniversário se tratasse. 

Somos como o tempo, pessoas que passam, somos compostos e misturas que às vezes entram em ebulição, somos nunca certezas certas e sempre nuncas que nunca podem ser. Somos sempre Agosto, às vezes só nos esquecemos de nos lembrar disso... (e quando assim é, a vida trata de nos lembrar...). 

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Até para o ano Agosto, ficas-te um bocadinho por aqui...

 

 

 

20
Jul17

os amigos e os Amigos!

Carolina

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Dizem os calendários das redes sociais que hoje é dia dos amigos. 

Como se fosse preciso motivo, para celebrar a amizade...

Os amigos, a família que escolhemos, aqueles que de alguma forma nos escolhem, independentemente das circunstâncias das nossas vidas, não escolhem calendário, ou esperam presentes.

Considero amigos aqueles que sobrevivem a todas as distâncias, distâncias de kms, de anos, de discussões, de desencontros, de tudo. Aqueles com quem falamos depois de muito tempo e parece que estivemos juntos ontem, aqueles que estão aqui, mesmo quando estão lá.

Considero amigos aqueles que procuramos nas situações mais dificies e têm uma palavra seja ela qual for, memso que seja palavra nenhuma, aqueles que com dureza. frieza nos chamarem à razão, para nos dão na cabeça, que nos afagam a alma, que nos abraçam, que nos ouvem, ou que simplemente nos acampanham nos piores silêncios. Acima de tudo, descobri com o tempo que os amigos são aqueles que ficam mais felizes com a nossa felicidade. 

Desde a gravidez que muitas vezes senti alguma solidão, solidão de amigos, solidão de ter por perto, aqueles que estão quase sempre na minha vida. Creio que quando a nossa barriga está gigante, por muito práticas, enérgicas (na medida do que a propria gravidez deixa), que sejamos, há programas e situações em que não nos enquadramos, em que de forma natural as pessoas não se lembram de nós, há programas que não fazemos, porque a nossa condição muitas vezes não deixa, há progrmas que deixamos de fazer, por algum esquecimento.

Creio que a nossa condição e as nossas hormonas nos colocam mais sensiveis, sentimentais e mais assim...

Acredito que agora na maternidade, o mesmo acontença, ainda não tive muito tempo para me dedicar a outras coisas que não o meu filhote, apesar de já termos saído para alguns programas a três e ter saído para umas caminhadas e compras sozinha, ainda não sei o que é "voltar à vida". Sei que falo menos com pessoas, e que também penso menos nelas, acredito que menos presente, elas se lembrem menos de mim e de nós.

Em alguns destes últimos dias, entre dar mama, mudar fralda e deitar o filhote, senti saudades de fazer coisas com as minhas pessoas, fazer coisas sozinha, aquelas coisas como queimar tempo, beber um café, um copo, não fazer muita coisa, parvar ou ir aos saldos...  mas passo a passo virão as novas rotinas, e encaixaremos o nosso filho da azáfama dos dias, terei tempo para estar com os amigos, tempo para mim no meio do tempo para nós.

Mesmo que os amigos, muitas vezes nestas situações acabem por nos procurar menos, cabe-nos a nós de alguma forma mantermos a ligação, não deixarmos de tentar saber deles, mostrar que estamos de porta aberta mesmo que com menos tempo para efectivar encontros. Cabe a todos investir, dar espaço e afectos, para que amigos se continuem a chamar de amigos.

E ao longo da vida, a cada momento que passamos, fará ela a selecão dos amigos que amigos são, amigos ficam, mesmo que fisicamente menos presentes, mais distantes ou ausentes. 

Tenho a sorte de amigos  ter por perto, sorte de ter quem aparece, quem trás a marmita para almoçar comigo mesmo que eu ande a hora de almoço entre colo e fraldas, que manda mensagem a dizer estou aqui, como estás, quem à distância me faz sentir que com eles posso contar. 

Sorte de ter amigos que se ajustam à minha condição, e que escolhem manter a nossa amizade, mesmo quando as circuntâncias da vida mudam, quanod nos esquecemos que existe um telefone, um tempo de ligar, ou perdemos a vontade de sair de casa porque o sono se apodera de nós, ou precisamos mesmo de ir ao cabeleireiro ou à depilação em vez de beber um café.

Dizem que hoje é dia dos amigos, mesmo que nos outros dias não possamos viver sem saber da existência deles, mesmo com a certeza que não existimos para estar sozinhos, que somos mais felizes com estas pessoas do coração algures perto ou simplemente algures.

Sorte de quem tem Amigos, amigos de sempre, mesmo que sejam recentes, mesmo que sejam de infância, mesmo que sejam de qualquer tempo, ou que ainda estejam para vir. Amigos que são mais que amigos de circuntância, do momento e de interesse. 

Sorte de quem sabe alimentar, manter e quer ter na sua vida as amizades da vida e amizades de todos os caminhos, que não descarta, arruma e esquece sem nada dizer a  amigos que num qualquer momento foram companheiros!

Sorte de quem escolheu, sem dúvida, fazer um bo investimento, onde se aprende a dar muito antes de receber!

Aos meus Amigos, aqueles que mais que amigos são e de quem Amiga sou, dias felizes sempre, rodeados de quem nos faz bem, porque só assim poderá a amizade fazer algum sentido.

 

07
Jun17

Bagan, quando o Myamar é um lugar perfeito...

Carolina

Os lugares mais fantásticos do mundo quase nunca ficam perfeitos nas Photos, mas guardam-se na memória pelo momento que foram, pelo sentir que nos proporcionaram...

Chegamos a Bagan a tempo do nascer do dia, (depois de uma viagem assombrosa de autocarro nocturno) pés descalços frios, pingo no nariz, subimos ao topo de uma pagoda e entre mil câmaras e telemóveis estávamos entre outros que como nos viram centenas de templos brotar entre a vegetação e dezenas de balões de ar a voar sobre eles!

 

Um dos lugares mais incriveis que visitei, entre areias a atolar pequenas motas electricas, entre um céu carregado de estrelas cadentes, noites frias e dias quentes e áridos, Bagan está por ali, como quem está por todo o lado. 

Templos com frescos proteguidos e antigos, quase sempre fechados, templos antigos, templos reconstrúidos ao acaso, destruidos por sismos e por toda a história de tempo que ali têm passado, pousam para turista ver, como se aquele fosse agora o seu destino. 

Entre o nascer do sol, e os balões de ar quente que pintam de mais beleza a paisagem, mesmo que brotem de um negócio europeu e o por do sol que faz surgir a noite fresca, Bagan é se dúvida especial.

Encerra uma beleza do Miamar, diferente da montanha, do rio, ou das cidades que se parecem com a Indía. 

Guarda em si uma essencia ancestral, que se visita ao ritmo do ciclo que é um dia onde o sol dita de que lado da beleza te vais sentar, de pés frios e sem sapatos a comtemplar. 

 

Myamar foi o nosso segundo stop da nossa volta ao Mundo, que fez parte da nossa louca lua de mel. 

Dias sem luz, falta de água e pequena estadias em lugares arcaicos, rodados em autocarros estranhos e maus, que nos levaram aos lugares mais perfeitos do Myamar. 2016

 

 

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02
Jun17

Agora Sim... está quase!!!

Carolina

Há dois meses a conviver com a minha bola gigante favorita. 

Há dois meses, a ouvir expressões como: 

- está quase? são gémeos?

 

de senhores das bombas de gasolina, de senhoras que não conheço de parte de nenhuma, pessoas que passam na passadeira, conhecidos que por acaso se cruzam comigo na rua. 

 há dois meses, a responder:

- não, não são gémeos e não não está quase... (entre um sorriso amarelo ou um olhar 33)

 

seguem-se as perguntas de quando é, e parvoices, de quem não sabe o que dizer a uma grávida, ou acha que sabe tudo sobre gravidez. 

Os meus olhos transparentes e a minha expressão refletem a minha falta de vontade de dar expicações a quem não tem mesmo nada a  ver com o assunto, mas entre uma e outra pessoa, aparece alguém a quem retribuo com simpatia a preocupação ou os desejos de felicidades. 

Estar grávida é estar sensivel para o bom e para o mau, é ter a capacidade de responder na hora e de nos defenderemos. Dizer o que pensamos ou deixar os outros a falar sozinhos.

Niguém adora estar gigante, ainda mais com o calor, suar, ter preguiça, ou querer fazer coisas e saber que fisicamente as mesmas não são recomendavéis. 

Ninguém quer ouvir um senhor desconhecido a insinuar que estamos gigantes, a opinar sobre o tamanho do nosso filho a especular sobre o nosso corpo.

Já bastam as opiniões sobre a roupa, o berço, o parto, o choro, a creche, o diabo a quatro... que vem de todo o lado... ainda temos de responder a estranhos sobre o facto de a nossa barriga ter crescido ou não. 

Situações á parte, confesso que algumas vezes fiz de conta que não ouvi e deixei outras pessoas literalmente sem resposta... 

Posso finalmente dizer, com os olhos, a barriga, o corpo todo, sim está quase. 

O meu menino pode nascer quando ele quiser, estamos à espera dele... 

Posso seguir e continuar a não me importar com o que pensam, o que dizem, o que acham...

Chegou o nosso tempo, o tempo de sermos pais do nosso filho. 

O filho que encherá a nossa vida de cores que não conhecemos, de momentos estranhos, desconhecidos, medos, alegrias gigantes e de um amor que já transborda...

Está quase... 

Olhamos em frente e sabemos que ele está quase a chegar... 

O filho que vai fazer de nós pais, mesmo que depois venham outros! 

E a proposito, obrigada por todos os votos da "hora pequenina", mas diz a ciência que é melhor que seja para o grande, o meu fanico agradece e chegará um pouquinho mais adaptado!! 

 

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21
Fev17

não se ama sozinho...

Carolina


o amor é um estrada, um caminho qualquer, desordenado onde nos perdemos sempre mais do que nos encontramos.
o amor é um tempo pequenino em tic-tac gigantes, enrolado em sol abrasador e tempestades de neve.
o amor é quase sempre uma interrogação, por vezes uma afirmação cheia de reticências.
o amor é bem e mal num jogo de roleta russa, sempre mais cinzento que preto ou vermelho. sempre mais circular que quadrado.
o amor vive devagar num mundo que corre.
corre ás nossas costas e tantas vezes por rapidez demais se perde!


o amor é quase sempre um espera... e mais que o bom tempo da primavera, ou o calor do verão, o amor é quase sempre o viver devagarinho do relógio que marca horas enquanto simplesmente se espera que o céu limpe e o mau tempo passe...

o amor é a espera acompanhada que o bom tempo venha.
não se ama sozinho ... no amor que sabe esperar!

 

@el chaltén

2016

05
Jan17

da vida e do amor

Carolina

A vida  pode ser uma montanha russa, atrevida, apressada, também parada e tranquila. Oscila como um doente bipolar entre altos e baixos, troca de roupa e de sapatos, magoa e dá alegrias extremas, e o que dizer? 
- Dizemos, é a vida! 


O amor é muito igual, avassalador e galopante como qualquer paixão fatal, tranquilo e pacificador como um amor maior, veste e despe roupas, anda de ténis e de botins. Consome em sofrimento e compensa em tanta felicidade. 


Podia passar por mil palavras, sensações ou sentimentos, tentar preencher páginas e páginas com descrições capazes de ficar perto de contar o que é a vida, capazes de mostrar o que é o amor...
Podíamos encontrar por lá as melhores e as piores, intensas e cortantes palavras e verbos, podíamos tudo e mesmo assim em vão . 
Da vida e do amor, mais que escrever, importa dar e receber... semear e colher. 
Esperar, contemplar. 
Usar cada pausa e cada furacão na plenitude, apreender a aceitar, que o tempo é sábio em dar a tudo o seu devido lugar. 

Do amor e da vida, o melhor vem de dentro...escolhe como passas por ele, e será tão mais fácil viver feliz!
 
e depois, depois acredita.
E no incerto calmo dos dias, o melhor do mundo acontece mesmo...


 
créditos do texto em imagem @ás nove 

 
 

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