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Passa Por Lá

Passa Por Lá

13
Mar18

8

Carolina

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8 meses, mais de kgs nele e em mim e temos um miúdo que já sabe o quer e o que faz.

8 meses já diz mamã, papá, olá e uma serie de outros sons juntos em quase palavras. 

8 meses de maminha para os 2, uma vitória ter chegado até aqui e termos passado esta barreira (tendo em conta que jogamos às escondidas com o suplemente e as enfermeiras na maternidade).

Rebola, gatinha para trás e manda -se em voo para a frente. Este é o Xavier a creser.

Chora com um não é um olhar sério. Tenta rir quando faz asneiras para ver se passa sem ralhete. Encosta a cabeça para receber mimos, adora estar de pé! Adora brincar com o pai. 

Sabe quando vou sair de casa, fica mais ancioso quando regresso e procura-me mais. 

O meu passarinho ainda há um ano passeava na minha barriga em Nova York, já se passeia no chão da sala. 

Tem a melhor gargalhada do mundo, é de sorriso fácil, olhar meloso , é simpático. 

8 meses e não vou falar que ficou doente pela primeira vez, que me dá as piores noites da sua historia (e da minha também). Não vou falar das costas de idosa com que me pôs, do cabelo que continua a cair, da fixação que tem cima minha pele.

8 meses a vê-lo ser fora do forno que o cozinhou com tanto amor. 8 meses a dar-lhe a segurança que precisa para voar mais alto.8 meses de uma mãe que aprendeu há tão pouco tempo a voar.

 

19
Fev18

Coisas com sentido!

Carolina

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Sou sem dúvida mais pessoa de pessoas, do que de coisas. 

Mas como qualquer mortal, tenho e gosto muito das minhas coisinhas. 

E de algumas, gosto mesmo muito!

É assim, certa do seu sentido, que todos os dias olho para as minhas mãos e por entre tantas coisas,das que acontecem num só dia, sorrio.

Num instante recordo.Sou invadida pelo frio e o atrapalhado tremor na barriga de quem ouve quem ama dizer que o sentido da sua vida, passa por estar ao nosso lado para sempre. 

Sou invadida pela avalanche de emoção de olhar pela primeira vez para um ser que sai de dentro de nós para  logo depois nos fazer doer o peito de tamanha explosão de amor. 

Sou invadida pelo sentido de uma vida que já vivi.

Sei que são coisas materiais, secundárias, viveria e seria feliz sem elas.

Sei que são coisas. Coisas bonitas (diga-se).Importantes porque assim quero que sejam. Coisas agarradas aos meus dedos. Coisas minhas dadas por ti, assinalando marcos de um caminho a dois. 

Coisas que encarnam a felicidade de ter as ter vivido. Coisas boas com sentido. Alegrias tamanhas há onze carnavais a fazer com que tudo, mas mesmo tudo, até hoje,tenha valido a pena.

Venha de lá o próximo carnaval, até lá dançamos juntos!!! ✖️

05
Fev18

Mãe há 7 meses!

Carolina

Já disse mil meses, que tem sido tudo a correr. 

A correr chegámos aos 7 meses. 

O Xavier cresce sem parar. 

7 meses depois, vejo-o sentado sozinho a brincar, palrando com os brinquedos como se fossem seus amigos. Ri, estendo os braços para chegar mais rápido ao nosso colo. 

7 meses e adora estar de pé, pular nas nossas pernas. Odeia ficar de barriga para baixo, chora se nos afastamos e nos quer ali bem por perto. 

7 meses e adora comer, defenitivamente sai aos seus. Depois de uma iniciação de 2 dias perfeitos com a sopa e alguns legumes na mão, seguiu-se uma semana péssima, em que pensei que ele nunca ia gostar de comer. Tormenta passada, dá gosto, vê-lo comer a fruta com a sua própria mão, ou as papinhas à colher. Adora bananas e papaia. Adora água de coco e gosta das sopas da mãe.  

7 meses e seguimos a introduzir coisas novas e a acompanhar-nos à mesa com um colher na mão. Podemos dizer que ao contrário das noites que ainda não são fáceis, comer foi um desafio fácil de ultrapassar. 

7 meses e já levámos o piolho de férias, de avião e para o calor. 

Gostou mais do calor do que subir à Serra para ver neve num destes fins-de-semana. 

Adora andar sem roupa. Gostou da praia, estranhou o mar. 

Viajámos de avião de forma tranquila, não dormiu muito numa das viagens mas foi bem disposto, não doí desta que fomos os pais de uma criança que não deixa dormir ninguém à sua volta. 

7 meses já chamou Mamã, para me chamar para mais perto dele. A emoção do meu coração cada vez mais lamechas, não teve medida, corri para o abraçar certa que há poucas coisas assim. Já diz Papa quando olha para muitas coisas. 

Conhece bem a casa, adora brincar com o pai, dá gosto vê-lo fugir para os braços dele quando quer brincadeira e sabe que comigo fica tudo mais serio. 

Foram 7 meses muito intensos, muitas vezes difíceis, muito felizes também. 7 meses onde o nosso medo se entrega a um medo que ali estará para o resto da vida e existe porque um filho existe para uma mãe. 

 

7 meses em que retomo atividades profissionais e me vejo um pouco enferrujada. A minha cabeça está mais lenta. Talvez seja do sono, da falta de rotina, da epidural, do foco emocional dos últimos meses.

Chego aos 7 meses como mãe, cansada, com muita vontade de dormir uma noite seguida. Sinto-me um pote de sono ambulante. Tenho areias nos olhos a maior parte dos dias, sou capaz de dormir numa viagem de carro de 5 minutos. Muitas vezes acho que não me vou aguentar em mais uma noite entre amamentar ou afagar-lhe alguma dor (porque os dentes são terríveis, as dores de barriga de quem começa agora com os sólidos também e as outras coisas que não sei porque ele não se queixa também devem ser) . Mas consigo sempre, os braços têm sempre força, as minhas pernas percorrem o quarto e a minha voz consegue sempre cantar, o meu peito está sempre pronto para lhe dar colo, consigo ficar desperta e acordada sempre mais umas horas, mesmo que pela manhã seja o pior dos bichos no que respeita a humor e feitio. 

Chego aos 7 meses como mãe, de coração cheio e grata. Entre tantas coisas que não faço, os tantos lugares onde não consigo ir, tantas pessoas que não vejo,tantas escolhas, tantas mudanças, chego aqui e estou feliz. 

Tenho em mim a felicidade que sempre aumenta, quando sinto e sei que entre tantas falhas, tentativas e outras coisas que ainda irei descobrir, que tenho um filho feliz. 

O Xavier ri com os olhos... dá gargalhadas quando brinca com o pai, sorri quando se encosta no meu peito e me mostra que ali é a sua casa.  A casa onde aprende a ser feliz!

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18
Jan18

Precisamos os 2 calor!

Carolina

Estamos cansados do inverno. 

Já não há parvoíce que aguente este frio.

Num ano em que mal vimos a praia e a nossa ultima viagem foi a Nova York, restam-nos as escapadinhas à Serra da Estrela, para o Xavier poder ficar com os meus pais. Mas como se sabe, lá está frio e há neve por todo o lado. 

Os últimos meses têm sido meses de reviver memórias. Passamos os olhos nas fotos das nossas viagens e revivemos o velho hábito que tínhamos em viajar no inverno.

Recordamos os diferentes países do sudoeste asiático, tão nosso amigo de outubro a novembro, a escapadinha ao Rio por altura do meu aniversário e a nossa lua de mel em jeito de volta ao mundo durante Janeiro e Fevereiro. 

Temos saudades da mochila. Dos sítios manhosos para dormir, das pessoas que conhecemos no caminho, das culturas, das imagens sem fim que guardamos para sempre, dos itens da nossa bucket list que vamos riscando. 

Temos ainda saudades de tempo, tempo para curtir um calorzinho. Tempo no sofá com uma mantinha por mais de dez minutos,tempo num domingo na cama até as 4 da tarde, tempo numa praia ou piscina qualquer. 

Enquanto não chegamos ao calor, continuamos a sonhar com ele. 

Enroscamo-nos nuns abraços apertados, muitas vezes a meio da noite, muitas vezes a três ao som de uma música qualquer que nos faz dançar e nos lembra que o calor agora está também perto de nós, mesmo que às vezes tenhamos muita vontade de o encontrar um pouco mais longe.

Seguimos em busca de sol. Vamos em busca de calor. 

Boas energias e bom tempo, respirar fundo e pedir aos relógios que se demorem quando lá conseguirmos chegar. 

Tudo fica melhor quando seguimos com os olhos e o coração no Verão, mesmo que abracadinhos num sofá velhinho e com as peúgas mais feias do mundo. 

 

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 creditos da foto: goldendays 

05
Jan18

6 meses de maminhas de fora...

Carolina

Quando começámos esta aventura, depois do pânico nos primeiros dias em que escondi suplemento das enfermeiras que queriam à força que o desse ao meu filho, não sabiamos bem onde chegaríamos, mas cá estamos,chegámos aos seis meses de amamentação exclusiva.

Acreditem que durante estes meses a minha maior ajuda foi mesmo o meu instinto, mesmo naqueles primeiros dias em que nos passa pela cabeça que não sabemos nada sobre por a mama de fora.

Perdida e com medo comecei logo na maternidade a seguir o que achava certo. Um mamilo invertido e um bico de silicone, algum medo e não ligar muito a enfermeiras chatas, resultaram numa saída tranquila já com leite e sem sintomas da subida.

 

Zero mastites, Zero dor, parecia estar tudo tranquilo.

O meu objetivo seguia a ser o mesmo de quando iniciei esta caminhada, amamentar dia-a-dia, ver onde conseguia chegar. Confesso que senti muita pressão em que tudo corresse bem. Acho que nos nossos dias, existe tanta pressão para amamentar, como já foi forte a ideia que melhor era alimentar bebés com leite artificial, e que existe leites fracos. Uma mãe que não amamenta é hoje um bicho culpado de não ter leite ou não se esforçar, quando nem sempre as coisas são assim ou são fáceis. 

Contínuo a defender que uma mãe tranquila será melhor mãe, seja a dar mama ou biberon.

Nas primeiras semanas, acho que devido ao trauma da maternidade, pesar o Xavier significava ter um ataque de nervos. Um pediatra desdramatizador e a confiança que fui ganhando a amamentar em livre demandada fizeram o resto. Houve semanas de pouco aumento de peso, o Xavier gostava de mamar rápido e não engordava tanto apesar de mamar mais vezes. Mas mês a mês o seu desenvolvimento estava dentro da média e eu comecei a ficar mais tranquila. O pediatra dizia:fique orgulhosa do que está a fazer e não ligue ao que os outros dizem. 

Estar em casa permitiu-me chegar aos 5 meses e continuar a alimentar o Xavier só com o meu leite. Ao longo deste tempo ficou mais fácil por as maminhas de fora em qualquer lugar, o Xavier entretanto deixou de gostar de estar tapado e não houve fralda, pano ou avental de amamentação que ele quisesse, nada a fazer a não ser ficar tranquila e confortável com a amamentação, (esquecer as mamas flácidas e gigantes) sem reservas ou vergonhas.

Em casa, maminha de fora foi dress code muitas vezes. Amamentar tornou-se cada vez mais normal.

Até que sem explicação, entre o quinto e o sexto mês tudo se complicou, o Xavier descobriu que existia um bico de silicone que se podia tirar e resolveu brincar com ele, e à força toda quis mamar sem ele. Foram 5 dias horríveis, mais alguns menos bons que coincidiram com o meu ciclo menstrual onde por norma tenho menos leite.

Mas o mais grave e desolador, era ver que ele não sabia pegar no meu peito sem o bico e a última mamada do dia era terrível para mim e para ele. Ele queria mamar e não sabia e tentava e irritava-se, eu só de pensar que isso voltaria a acontecer entrava em stress. Durante a noite colocava o bico e ele lá se ia enganando, mas antes era desesperante.

Valeu o Stock do leite congelado, a bomba e o pai em casa. Muita paciência e uma nova rotina mais trabalhosa. Depois de o por na mama, ele nada satisfeito chorava e lá ia o pai com o biberon enquanto eu tirava leite. Pouco a pouco depois de muitos nervos e numa das vezes bem perto de desespero e de ter pensado em ir à farmácia comprar uma lata de leite, o Xavier aprendeu teimosamente a mamar, eu senti as dores nos mamilos que não tinha sentido no início da amamentação, tivemos os dois dias menos bons.

 

Passaram. Voltámos ao normal. O Xavier voltou a mamar tranquilo e sem bicos de silicone, sem fome e sem choro. Assim chegamos aos seis meses. Preparamos os agora a entrada no mundo dos sólidos, ando agora em busca de bons babetes para minimizar os danos normais.

Sigo sem expactativas, dia-a-dia, amamentar até quando nos fizer sentido e for compatível com a nossa rotina. Sem pressões, cobranças ou muitos planos. Confesso que me sinto feliz por ter chegado até aqui e por ter conseguido fazer algo que nas primeiras horas depois do Xavier ter nascido era ainda uma incerteza.

Nem sempre maravilhoso, fácil, muitas vezes controlador do nosso tempo e independência e alguns desejos, acabou por fazer sentido até agora. Daqui po diante todo um novo caminho, maminhas de fora, comida, as duas coisas, outra qualquer, vamos ver como corre! Vou seguindo o meu instinto com a certeza que vai correr tudo  bem.

 

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29
Dez17

O meu querido Dezembro e os 6 meses do Xavier!

Carolina

34 anos, 6 meses de Xavier, o nosso primeiro Natal, um ano que acaba, tudo no meu querido mês de Dezembro.

Mais velha, em busca de determinação e energia para uma serie de planos, chego a Dezembro cheia de esperança e muitas vontades.

Chego a Dezembro e vejo o Xavier a crescer muito, a deixar para trás a expressão de bebezinho. Cresce-lhe o cabelo, adora estar sentado, só quer estar de pé e teve como prenda de seis meses um dentinho a romper, uma mar de baba e tudo o que se pode imaginar na boca.

Chegamos juntos aos seis meses, juntos estamos de parabéns, ele pelo mundo que descobre e todos os seus progressos, eu pelo mundo que só agora vejo e todas as pequenas vitórias do dia-a-dia. 6 meses de alimentação conjunta, muita mama de fora e muitas conversas às quatro da manhã.

6 meses em que muitas vezes pedi ajuda e opiniões e outras tantas ou mais, mesmo sem pedir, fiz de conta que nada estava a ouvir e segui o meu instinto. 6 meses a olhar para um menino que é hoje simpático, curioso, risonho e bem disposto (se não estiver com fome). Adivinha-se falador e irrequieto. Adivinha-se feliz pelo sorrisos que faz quando nos vê. Advinha-se mimado e adora beijos. Eu vou aproveitar porque num abrir e fechar de olhos chegará o tempo em que me vai pedir para o deixar longe da porta da escola se o quiser beijar antes dele sair.

6 meses e o tempo passou a voar. Não sei bem quando deixou ele de ser o pequenino que só comia e dormia para ser o menino que tem um brinquedo favorito, uma música que mais gosta de ouvir, uma posição para dormir. Não sei bem como passaram estes 33 onde nasceu uma mãe que de ser mãe nada sabia.

 

6 meses, olho para ti  recordo como se fosse agora o instante em que os 3 juntos ficámos ali na sala de partos a ver nascer a nossa família. Em que eu e o teu pai sem tirar os olhos de ti, fomos felizes e estremecemos num misto de sentimentos que nos transformariam para sempre. Pudesse o tempo parar e eu diria que naquele istante parou e foi todo nosso.

6 meses em Dezembro, seis meses junto ao Natal, que foi todo dele, que juntou embrulhos sem fim de lembranças e presentes de pessoas que nem conheço bem, amigas dos avós e nossas que quiserem assinalar o Natal do pequeno Xavier. Xavier que como presente favorito elegeu sem margem para dúvidas e a muitos pontos de distância do segundo lugar o papel de embrulho.

Dezembro corre  para a sua contagem final, encerra o ano que me trouxe a perfeição e certeza que nunca mais estarei sozinha. Termina o ano em que estive mais só, que aprendi primeiro a  preencher tanto tempo e depois viver sem  tempo para nada, o ano em que aprendi a respeitar o tempo dos outros, a esquecer-me do tempo muitas vezes. Dezembro que encerra o ano em que tudo mudou, em que a vida entrou por um ciclo onde a importância das coisas deixou de ser o mais importante. 

O ano dos 33, o ano da minha família de 3, o ano do meu menino, o ano da mulher que é agora também mãe. O ano em que dei aos meus pais o presente de serem agora também avós. O ano banho maria para um mar de coisas, o ano via rápida para outras tantas. 

Um ano de amor. Fecha com o meu querido Dezembro, que podia demorar-se mais um bocadinho, fecha com o Xavier a crescer a todo vapor e a caminho de muitos pratos de sopa. 

Meu querido Dezembro que sejas "agoiro" para o Janeiro que já espreita, não me deixes esquecer de ti!

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20
Dez17

34. O meu dia de aniversário....

Carolina

Ainda há tão pouco tempo passeava por Amesterdão com um bebé na barriga e já passou um ano, passeio por Lisboa com um bebé ao colo e mais velha.

Cheguei aos 34, pela primeira vez observo rugas e enervam-me os cabelos brancos. Algum cansaço faz-me sentir realmente mais velha. Sou hoje mãe, já o sentia no ano passado, mas sinto-o o agora de forma diferente, tenho mais 2 olhos a ver-me e acompanhar-me.

Num ano, em que quase tudo se resume ao Xavier, sou grata por ele ter nascido bem, por crescer a cada dia, por me fazer sentir, sem nenhuma dúvida, a pessoa mais especial do mundo, mesmo nos dias em que toda eu sou olheiras. Um ano em que tenho de agradecer muito a quem tenho ao meu lado, pelo apoio , pelo amor e pela paciência. Aturar uma Carolina em dias normais é dose, aturar uma Carolina com hormonas em ebulição é qualquer coisa.

Os 33 serão sempre o ano em que nasceu um mãe. O ano em que deixei de ser tantas coisas, para que possa ser outras, o ano em que começa toda uma nova vida.

Tenho que agradecer aos amigos, que se mostraram presentes, quando o tempo de um bebé nos engole, mas eles insistem em não se esquecer de nós.

Agradecer por ter uma mãe que em muitos dias foi a única pessoa a ouvir-me e a levar com tantas incertezas nesta tarefa de ser mãe. Um ano que tenho desculpas a pedir, a mim, pela falta de calma, exigência desmedida e por medo de nem sempre fazer o melhor e também à maior amiga do meu coração por me ter esquecido do seu aniversário.

Peço que os 34 me tragam a energia e o tempo que me têm faltado para andar com algumas coisas para a frente. Preciso de disciplina e organização neste novo ano.

Os astros apontam para muita criatividade,mudanças e as coisas boas, como sagitariana estou preparada para mergulhar de cabeça e sem medos em novos projetos. Que seja um ano de realizações.

Que os 34 prolonguem a alegria deste dia, que tenham muitos dias de sol, longos almoços a 3, finais de dias inesperados e felizes com boas pessoas por perto. Quem venham devagar, serenos, com aquela luz, um coração cheio e um miúdo irrequieto e falador com ganas de crescer e conhecer o mundo.

Que venham e façam de mim, uma pessoa sempre melhor...

8BFDF3AB-8372-47B7-8AB1-A426133CD0F1.jpegObrigada a todos os desejos de parabéns que nos chegaram neste dia em que celebramos sempre  dobrar. 

Obrigado a quem inesperadamente me cantou parabéns no dia certo. as celebrações inesperadas são sempre as melhores. 

Obrigado e pronto é só isso. Agora é caminhar...

15
Dez17

Sim, Casei no dia do meu aniversário!

Carolina

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Um dia disse que ainda ía escrever sobre isto, hoje apeteceu-me. 

Sim, casei no dia do meu aniversário. um ano depois de ter sido pedida em casamento nesse mesmo dia. 

Ainda noivos de fresco, decidimos que não queríamos esperar muito para casar, um ano seria bom... olhos no calendário, saltou o dia 19 de dezembro, e ali os dois, concluímos que seria então um casamento de inverno, no dia de anos da noiva. 

Pouco depois, partilhávamos a notícia e a data da boda. 

Dezembro de 2015 seria um dezembro cheio e feliz. 

(E foi.

Mágico, memorável, lindo e cheio de luz num dia pequeno, sem chuva e com pouco frio, cheio de gargalhadas e aqueles de que mais gostamos por perto.

Foi o nosso casamento, mesmo nosso.)

 

Seguiram-se muitas opiniões, entre as felicitações e a alegria da notícia, muitos diziam: vocês são doidos, vai estar muito frio, é inverno, ninguém casa nessa altura, é muito perto do natal, ninguém vai ao casamento. 

Na verdade tivemos algumas pessoas que por desculpas parecidas, ou sem desculpa aparente e uma certa falta de vontade de ir a um evento no frio, mesmo com a desculpa de visitar a Serra da Estrela, optaram por não ir. Mas contrariamente a tantos comentários tortos, estiverem presentes quase todos os nossos familiares e amigos, numa festa mesmo muito bonita. 

Curioso foi que no meio de tantas opiniões, poucas pessoas, mesmo que o tenham pensado, tiveram coragem de me questionar ou tentar demover de casar neste dia. Lembro-me da Marta me dizer, isso não é bom, não coles esse dia a essa data. Tu vê lá. 

E (não é que) vi...

Uns meses depois, precisamente oito,a vida fez-me pensar sobre isso, se me teria arrependido, se teria feito mal, em juntar a um dia feliz só meu, um dia a dois. Se num primeiro momento me chamei de tola, romântica exagerada e parvinha, de seguida pensei que mesmo com tantas voltas, voltas que não tinha pedido, tinha sido um dia de aniversário feliz, mais, tinha sido um dia muito mas mesmo muito feliz, faria parte da minha vida para sempre, mesmo que meses depois pudesse ganhar todo um outro sentido. Assim senti-me parva, até um pouco triste mas nunca arrependida. Percebi que há coisas que o amor não nos deixa ser, como  por exemplo egoístas e querermos o dia do nosso aniversário só para nós...

Confesso que ainda ouvi a Marta, depois de um desabafo de raiva meu: bem que te avisei. 

Quase a fazer anos, mais uma vez, penso nos dilemas de querer fazer algo numa data tão próxima no natal, ou seja, ou penso em tudo em setembro, aviso as pessoas com uma antecedência tamanha,ou é impossível porque há sempre coisas a acontecer nestas alturas, seja trabalho, seja a festa da escola dos putos, sejam férias....

Os mesmos dilemas, agora menos tristes de quando era criança e nunca podia festejar o aniversario na escola, por já estar de férias, por estar numa classe com mais dois meninos da minha idade, por ser difícil fazer uma festa grande. 

Casar a 19, permitiu-me  celebrar com todos um dia em que sempre sonhei fazer uma grande festa.

Casar a 19 era ter um dia de aniversário diferente, desta vez com as pessoas do meu coração por perto. Casei a a 19 de Dezembro e assim  foi.

Era uma vez uma menina que queria uma festa de aniversário fantástica e as 32 anos teve um aniversário de sonho.

Atenção que os meus aniversários não são infelizes e são às vezes íntimos, intensos, mas muito especiais, mas ter um festa grande era um desejo que vinha a ganhar forma desde o tempo em que o ultimo dia de aulas nunca ultrapassava o dia 18. 

Sim, casei no dia do meu aniversário, sim quase me arrependi... Sim foi um aniversário muito feliz. 

 

Já casada , avizinha-se mais um aniversário, mais uma vez não sei bem o que vou fazer, neste que é o primeiro aniversário em que sou mão e em que são as nossas bodas de algodão. 

Certo é que estaremos este ano os três de parabéns... mas eu sempre um bocadinho mais. 

E acho que vai ser assim para o resto da vida, celebre o mundo o que celebrar dia 19 de dezembro será sempre o dia em que nasci, o dia em que sou feliz e grata por isso. 

Venha ele... cheio de coisas boas!

 

 

02
Nov17

4 meses e ainda o medo de não estar tudo bem!

Carolina

O tempo com o Xavier vooa, em todos os sentidos. 

Voa o tempo que o faz crescer e voa o tempo em que sinto muitas vezes que não tenho tempo para nada. 

Coisas que nos acontecem quando somos mães, algures no caminho nem sempre é fácil parar e ter tempo só para nós.

Quatro meses e é uma delícia vê-lo palrar, dar gritinhos, abanar as pernas e os braços quando nos vê. Olhar para tudo, preferir um boneco, saber que com o pai há mais palhaçada e que o meu colo é o melhor lugar do mundo para se dormir.

Ficamos, tito tótós, muitas vezes a ver como é giro um puto comer a água do banho e como descobre todo um mundo novo com a sua boca. 

A força com que quer que o deixemos sentar, ou ficar direito como se quisesses estar sempre de pé e o seu sorriso, levam-nos a pensar que bom que é tê-lo, que perfeito que é. O pai diz muitas vezes que ele devia ter vindo mais cedo, eu não vou tão longe, mas sei reconhecer que a vida é toda outra depois de termos o Xavier por perto e é bom ter quem nos prefira sempre, mesmo descabeladas, sem banho tomado, com uma roupa a cheirar a iogurte fora de validade há 3 meses e umas olheiras de metro e meio em profundidade. 

Quatro meses de coisas felizes e pequenas conquistas que o vemos fazer, ele cresce, e nos vamos fazendo upload neste trajeto nem sempre fácil de pais. 

Quatro meses e desde que o tive nos meus braços que muitas vezes tenho medos. Medos por ele. Medos que não esteja bem. Medo que algo lhe aconteça, medo de não saber ser ou fazer o melhor. 

Muitas vezes acordo com as incertezas todas nas costas e no peito. Já o achei autista, mesmo sabendo que estava quase a surtar, temia que não visse ou ouvisse, penso que pode ficar triste se o angioma no rosto não desaparecer como dizem e mais uma serie de coisas que por vezes me passam pela cabeça. Quatro meses e ainda cordo muitas vezes e penso: será estará tudo bem.

(desconfio que será uma sensação com lugar permamente cá dentro, vamos ver...)

Depois de todas as incertezase  de temer que possam acontecer, a conclusão é sempre a mesma, seja como for, tenha o que tiver, venha o que vier, tenho todo o amor para lhe dar, para o aconchegar junto a mim e o proteger,  tenho vontade fazer tudo o que estiver ao meu alcance para que seja sempre mais feliz. 

Quatro meses de Xavier, são quatro meses de uma nova família de 3, são quatro meses de uma pequena mãe em construção. Entre tantos medos, nada me sossega mais, que as suas gargalhadas, o seu olhar tranquilo e o meu acreditar  que é essa a sua forma de mostrar como é feliz. 

Quatro meses, intensos, estranhos, diferentes, bons, menos bons, em que cada dia os desafios são para ele que cresce e para mim, a mãe, que aprende também a crescer. 

O meu coração transborda, a minha alma sorri e às vezes chora, a emoção ultrapassa o lado duro que já tive, o meu mundo entra em pausa vezes sem conta... e às vezes, tantas vezes tenho medo. Medo de não ser a melhor, não fazer bem, não estar lá, medo de não saber tudo o que vais querer saber, medo de deixar por fazer, de estar cansada, medo de ficar doente... mas o medo maior entre um pedaço dos dias imperfeitos e a perfeição de te ter na minha vida, é o de algum dia te perder...

Se algum dia te perderes meu Xavier, que seja de amores pelo mundo, aquela que agora te mostro da nossa janela.

Tudo o resto, seja o medo do tamanho que for, juntos vamos fazer com que passe, que parta ou que não seja uma eterna barreira no caminho que tens para fazer! 

 

 

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25
Set17

O tempo devia poder parar!

Carolina

Sempre disse que não ía ser uma mãe pirosa, demasiado emotiva e mais uma série de coisas...


Depois do Xavier nascer, esqueci tudo o que disse, sou tonta, choro de emoção e felicidade, fico que tempos a olhar para ele, mais outros tempos a cheirar a sua pele, encostadinha à minha.
Fico derretida quando se ri para mim, me procura com os seus olhinhos ou conversa comigo pela manhã.
Já conheço o seu choro de mimo, o rabujar de sono e o gritinho impaciênte da sua fome...

Tudo nos meus dias ficou diferente, mesmo que me esforce para que ande perto do estar igual.
A minha noção de tempo mudou, os dias são blocos de horas e as horas passam a voar. Tento parar o tempo e parar no tempo que tenho com o meu filho, certa que nunca outro tempo será igual...
Voam os momentos e as coisas que ele consegue fazer, conquistas de quem cresce a todo o vapor, cheio de amor...

O tempo devia parar sempre que os nossos filhos dormem ... todos os pais deviam poder ter tempo para contemplar a paz de um filho sereno que dorme... sem pressas, sem medo sem ter o que fazer depois...
Todos os pais deviam parar o seu tempo a tempo de os ver os filhos a crescer...

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