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Passa Por Lá

Passa Por Lá

15
Jun17

ai coitadinha!!!

Carolina

Durante a gravidez ouvimos tantas coisas, teorias, ideias, opiniões. 

Aprendemos a filtrar, tentamos, nem que sempre seja possível. Como em qualquer contexto, cada um gere, aceita ou arruma estas coisas como consegue ou quer. 

Uma das muitas expressões que tenho ouvido, que normalmente se juntam aos olhares e comentários sobre o tamanho da minha barriga é:  ai Coitadinha!!

- Coitadinha porque vai fazer tanto calor. 

- Coitadinha porque já está muito calor. 

- Coitadinha porque já não deve ter posição. 

- Coitadinha porque dormir é tão mau.

- Coitadinha porque se ele é grande o parto vai ser tão difícil.

...

(Coitadinha, basicamente porque sim...)

Confesso que odeio a expressão, grávida ou não, o coitadinha é depreciativo, coloca as pessoas num estado que nem consigo descrever sequer.

Confesso ainda que tenho muitas vezes vontade de responder e fazer uma versão bem mais interessante do coitadinha, em jeito de paródia, porque em qualquer contexto, com qualquer das limitações lógicas da gravidez, nunca me sinto coitadinha. 

Mas apetece dizer, ás pessoas que não sabem o que dizer, e que do nada soltam uma coitadinha só porque acham fofinho, que se quiserem que seja coitadinha, em vez de pensarem na minha barriga, no calor, no meu parto, ou no tempo em que com felicidade, tranquilidade e amor carrego o meu filho, pensarem em:

- coitadinha, cada vez que quer comer sushi tem de pensar com antecedência, escolher bem o local para garantir a qualidade do sítio e pagar o triplo do habitual, 

- coitadinha, com este calor sonha com imperiais frescas, que pode beber de penálti, numa esplanada fantástica, num fim de tarde qualquer (escusam de pensar em cerveja sem álcool, não é a mesma coisa nem perto nem longe, é ingerir calorias em vão)

- coitadinha, que olha para o vinho branco e o imagina fresco, num copo alto, a acompanhar um peixe e uma salada num restaurante de praia qualquer (nem vou voltar a falar do vinho, que me apetece beber até sentir aquela leveza próxima do embriagado, coisa que não acontece desde novembro, numa noite entre amigos e por acaso a acompanhar um bom sushi que comi sem culpas, falemos só da salada, que é um filme comer salada fora de casa).

- coitadinha levou o inverno todo se comer requeijão, (sabem lá o que gosto de requeijão) mousse de chocolate, entre outras coisas.

- coitadinha, que não pode fazer burpees, dar saltos, andar de bicicleta ou ir a aulas de ginásio com impacto, mas também quem é que gosta destas coisas, ainda para mais grávida, bahhh.

- coitadinha porque já custa chegar à pia do lava loiça, esta de certo não imaginam, ou se imaginam pensam, há sempre a máquina de lavar. 

- coitadinha que a roupa de grávida é horrível.

- coitadinha que deve ter gases, fome horrorosa, o cabelo parece um ninho, as hormonas todas aos saltos, mas mesmo assim está tão bonita, com aquele brilho de grávida... 

- coitadinha que não pode correr na praia ou mandar-se de chapa para a água, embora quando entre nela faça chapa na mesma. 

- coitadinha que cancelou as férias de papo para o ar, ou simplesmente não visita os pais ao fim de semana porque é perigosa a viagem.

 

- coitadinha porque ninguém entende o que lhe passa na cabeça quando alguém lhe diz que é uma coitadinha...

- coitadinha porque vai trazer uma vida no mundo, e gorda, magra, com vontades, com saudades, está serena, rodeada de carinho, segue feliz . 

 

e podia continuar...

Gravidez não é doença, mas conheço quem passa muito mal, e tem gravidezes complicadas do ponto de vista da saúde física ou psicológica, mas nunca olho para elas como coitadas. Vivem uma fase da vida, que devia ser boa, limitadas em grande parte e acabam por estoicamente todos os dias lutarem para levarem as suas gravidezes o mais longe possível. Acredito que precisem de ajuda, compreensão e companhia muitas vezes, mais que ouvir as pessoas dizer, ou tipico "ai coitada", ou outra expressão triste qualquer.

Quanto ao resto costumo dizer, o calor dos ananases acontece todos os verões e temos de aguentar, sabemos ainda que há coisas que não se podem fazer, mas a sociedade que muitas vezes espera que as mulheres grávidas sejam super mulheres, que não precisam de prioridades em filas, ajudas e podem continuar a ser e fazer tudo, está repleta das mesmas pessoas, que quando vêm as mulheres a fazer tudo o que podem, ajustado claro à sua condição , que verbalizam o coitadinha de pena como o que têm para lhe dizer...

 

Seria coitada talvez, se não tivesse o que comer, o que vestir, se não tivesse saúde, uma casa, família e amor.

Sinto saudades de muitas coisas, não o nego, aceito, vivo outra fase e com a prioridades ordenadas de uma outra forma, sigo certa que fiz o que devia ter feito para ver o meu filho chegar bem, mas tenho as minhas vontades, coisas de que sinto falta, não esqueço que em mim está ele e estou eu. 

 

Pessoas fofinhas, às vezes o melhor é não dizer nada, se não sabem o que dizer,  se sabem e acham e vem lá um coitadinha, podem sempre guardar para dentro, uma grávida muitas vezes não quer mesmo saber o que pensam, se o que pensam passa por ser coitada.

Coitados dos que não param muitas vezes para pensar antes de dizerem coisas assim...

 

 

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29
Mai17

Baby cenas Fofinhas!

Carolina

Isto de ser mãe em compasso de espera têm as suas coisas. Boas por sinal e muitas.

Em modo de festa com as amigas antes de ter a cria nos braços (imaginando remotamente quando é que vamos poder voltar a festas... ) ontem foi dia de festa mesmo. 

Casa cheia e tudo tratado pela madrinha do meu fanico. 

E eu estava gigante, como temm sido habitual, mas tão tão feliz que no meio de tanta adrenalina, já com a casa vazia as 9 da noite depois um banho desceu sobre mim o maior dos cansaços que alguma vez senti desde que estou grávida. Tive a certeza que era um cansaço feliz, visto que o pai da criança dizia o mesmo enquanto me massajava as pernas. 

O meu coração adormeceu em festa, como a casa cheia de detalhes a lembrar a decoração do BabyShower mais lindo que podia ter tido. 

O quarto do baby ficou repleto de fofices.

Não sei se é da gravidez, mas acho que até eu, pedra dura e mau feitio, me enchi de lamechices, e fico meia emocionada e super feliz com todos os gestos de amor. 

Foi uma tarde linda, rodeada de pessoas fofinhas, mimos e outras grávidas. 

Presentinhos, mensagens das amigas de sempre que estão longe e estiveram no meu coração, conversa boa, fotos para mais tarde recordar e a mesa mais linda dos sonhos dos babyshowers todos deste mundo. 

Por perto da Madrinha do Xavier, que estava ali ao meu lado a preparar tudo, tal qual como esteve no dia em que descobri que estava grávida e ouvimos o coração do fanico juntas, pela primeira vez, ainda sem sabermos se se aguentava cá dentro.

Grata, muito grata, acordei agradecida e com vontade de agradecer por tudo e a esta vida que me tem ensinado, com medos e sem medos a ser cada vez mais feliz!

 

Cake, cookies and cupcakes by Madly Cakes!

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11
Mai17

mum to be!

Carolina

Não me recordo ao certo de há quantos dias não uso saltos, mas por certo para cima de duzentos!

Somos felizes de chinelos, ténis ou descalsos, mesmo quando os meus calcanhares doem um pouco. 

Não sei como será sair em cima de uns tacões algum dia destes, lá na frente, no futuro! 

 

Conforta-me que a roupa se mantém na sua generalidade, sendo que alguma está encostada no canto no armário á espera de dias de menor barriga para ser usada outra vez! 

Conforta-me ainda ter gasto muito pouco com roupa pré-mama ao longo destes dias, entre tantas coisas não engraçadas, lá se encontra uma coisa ou outra bonitinha!

Entre todo o stress, a notícia,o sangramento, a placenta e uma medicação anterior, seguimos um dia de cada vez e continuamos grávidos, e eu à espera de ser efectivamente mãe. 

 

Já tivemos a fase das borbulhas, passou rápido, a pele lá habituou rapidamente a mais um habitante no mesmo corpo. 

A azia que tardou a aparecer e que vai e volta, e não chateeia muito. 

Arrotos e gases, há meses que nos perseguem, e não ninguém nos avisou que era assim, mas nós habituamo-nos e lá vamos percebendo que a digestão baixou de velocidade, e o metabolismo também.

Estrias, sete meses até aparecerem e como eram esperadas, ali ficaram a olhar para o espelho, porque de outra forma também não as vejo. Não houve creme ou oléo recomendado e caro que não tivessemos posto e elas vieram na mesma, acompanhadas de alguns kgs e pouca vontade de beber água. 

Cabelo estranho, que não encaracola como antes, que nasce em pontas finas por todo o lado, é o pão nosso de todos dos dias, salvé algumas idas ao cabeleireiro para lhe dar um ar mais bonitinho. 

As gengivas estão frageís e as unhas oscilam entre duras e resistentes e pedaços de papel. 

  

Deixei de contar as idas nocturnas à casa de banho, creio que se ajudam a ajustar o relógio para o resto das noites de uma vida, que não tardam vão começar. Lá vou eu muitas vezes ás escuras e sem abrir os olhos, sorte a de já conhecer bem o caminho. 

A fome reside em nós, uns dias mais intensa outros não, resta-me a felicidade de não sofrer de retenção de liquidos e ser menos uma preocupação. Nada de inchar nem nos dias de primavera que lembram os verões e calor que amadura ananáses.

Os exercicos de kegel, os dias em que esquecemos de os fazer, a importância de preservar a bexiga e os cuidados com os alimentos e as comidas fora de casa... o sushi que não tenho comido e o vinho que tanto me custou deixar de beber, mesmo que só ao fim de semana. 

E a celulite, meu deus, de onde apareceu tanta pele mole, como em meses podemos ficar assim, parece que tudo o que era duro está agora banbo preparando o corpo para uma chegada, deixando as suas marcas aqui e ali, em pequenos buraquinhos onde muito poucos cremes podemos colocar. E pensar que ainda não comecei a andar como uma mãe pata...

Acrescentar o parto, seria uma hipótese,mas nunca passei por nenhum, fica a incerteza e a imaginação do que será!

Esta lista de pequenas coisas, transformações ou mudanças que ao longo dos meses foram fazendo parte dos dias, podia continuar por mais algumas linhas. Quando ouvimos falar da gravidez, muitas vezes ficamos agarrados ao brilho, á beleza natural de uma mãe que ajusta o seu corpo para receber um outro ser e esquecemos as provações que se passam fisica e psicologicamente até que a criança nasça. 

Não discuto se é bom ou mau, acredito que cada gravidez é diferente, acredito que gostar ou não de estar grávida em nada vai influênciar a capacidade de um mulher ser boa mãe. 

Sei que há coisas que deixamos de fazer e sentimos saudades, sei que há outras que queriamos ser capazes de fazer e o peso, a barriga não deixam, sei que há privilegios e muitas vezes os holofotes do mimo e de toda a atenção se viram para nós. Sei que há quem finga não nos ver nas filas e ache que estamos só com um crise de gases ou com alergi ao glutém.

Sei que entre tantas e tantas coisas que acontecem entre o corpo e cabeça, existem as coisas que a fisiologia não explica, existe um coração que palpita a cada pontapé, uma respiração anciosa a cada preocupação, uma amor que não tem medidas.

Sei que os sentimentos estão ali lado a lado com um corpo que tem outro lá dentro, seguindo a lógica de sermos todas diferentes e de ser uma caminhada que não se escolhendo na maior parte das vezes cada possível futura mãe faz de uma forma única. 

eu reclamo, eu adoro, eu respiro fundo, eu faço o que posso, eu falo com o meu filho, ouvimos a mesma música todos os dias,eu faço este caminho, sem seguir livros, mapas ou dicas milagrosas, sem saber o que está mesmo certo, estou quase a chegar ao fim, certa que o fiz como foi possível e na minha maneira, sigo muito calma e um pouco orgulhosa por isso. 

Não há formúlas ou equações resolvidas para nenhuma fase da vida. Há o que temos, tudo o que subtraímos para poder juntar de novo, as sementes que multiplicamos para um dia dividir. 

Na gravidez continua a ser assim! 

Um grupo de pintas que se alinham ao acaso mas certas do seu maior sentido!

 

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07
Mai17

Meu amor!

Carolina

 

Ainda não nasceste e já fizeste de mim algo que não era. 

Entrastes dentro de mim e de todo o meu mundo e foste fazendo de mim alguém melhor. 

Transformar e fazer crescer, poderes que vais aumentando, partilhando comigo na tua primeira casa, nos nossos primeiros encontros. 

 

Meu amor,  estou à tua espera.

Quero que encontres o mundo, que e saibas que ele também é todo teu.

A mãe quer que sejas tu, que sejas livre, justo e feliz. A mãe quer que possas escolher o teu caminho, mesmo que muitas vezes o tenhas que recomeçar, quer que penses por ti, que digas o que te faz sentido e sigas os teus ideais, o que te parece certo. Mesmo que a vida mais dura te mostre que ás vezes isso tem um preço. 

Em cada ato de liberdade teu, meu amor, quero que saibas enfrentar o que vem depois, com a mesma fé na vida, fiel a ti e capaz de seguir em frente com tudo o que o estiver por vir. 

Filho que saibas ser á tua maneira, que sejas feliz de uma maneira qualquer. 

Amor da mãe, que em cada confronto, obstáculo ou dificuldade não deixes de ser quem és; deixa que a vida te mostre que quase tudo acontece no tempo certo, tal como tu fizeste comigo. 

  

Meu amor, ainda nem nasceste e já fizeste de mim o melhor que fui até hoje.

Invadiu-me uma felicidade tranquila, onde passo a passo vamos encaxaindo a tua chegada, preparando o meu colo, a nossa casa e esperando o inesperado de todos os dias, o que ainda não conheço.

Rebolo-me contigo e passeio por aí cheia de uma alegria feliz e aprendendo que há alturas em que nada, mas mesmo mais nada interessa.

 

Meu amor, ainda não nasceste e já sou tão tua mãe, já é tão grande o teu espaço neste mundo nosso. 

 

Obrigada Filho estou a apreder a ser Mãe contigo, com todo este amor que nasceu ainda antes de ti!

 

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23
Abr17

o que ando a ler #1

Carolina

Nestes últimos meses tenho lido muito. 

Normalmente os livros que compro na feira do livro cobrem o ano quase todo, este ano foi uma excepção. 

Mais tempo livre, mais necessidade de manter a cabeça a imaginar e a viajar em histórias de outros, mesmo sem sair do lugar.

Na fase em que me preparo para ser mãe, entre as leituras normais dos autores que gosto, comecei a trazer para casa alguns livros mais específicos. 

Na cabeceira e na mochila tem andado o livro "Os bébes também querem dormir", da Constança Cordeiro Ferreira,  muito recomendado para futuras mãmãs e papás. 

Ainda não li até ao fim, mas confesso que acho que vou ter de ler mais que uma vez, até o Baby nascer. 

É também minha intenção sugerir em tom quase obrigatório que o pai leia também, e acho que vou emprestar à minha mãe, antecipando algumas sugestões de tempos idos, de forma a criar alguma coesão na forma como vamos cuidar da criança. 

Sabendo que não há receitas perfeitas, tentamos muitas vezes com as leituras e os livros encontrar caminhos para seguir esperando que os primeiros dias com um bébe sejam perfeitos e corram como se de um plano ordenado se tratasse. 

Não é essa a minha expectativa, no entanto gosto de saber mais e ter mais opções para momentos em que muitas vezes enquanto mãe de primeira viagem, não vou saber bem o que fazer. 

Um coisa é certa, embalar e dar o meu colo são sempre a opção mais rápida e que não precisa de manual de instruções...

 

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