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Passa Por Lá

Passa Por Lá

05
Fev18

Mãe há 7 meses!

Carolina

Já disse mil meses, que tem sido tudo a correr. 

A correr chegámos aos 7 meses. 

O Xavier cresce sem parar. 

7 meses depois, vejo-o sentado sozinho a brincar, palrando com os brinquedos como se fossem seus amigos. Ri, estendo os braços para chegar mais rápido ao nosso colo. 

7 meses e adora estar de pé, pular nas nossas pernas. Odeia ficar de barriga para baixo, chora se nos afastamos e nos quer ali bem por perto. 

7 meses e adora comer, defenitivamente sai aos seus. Depois de uma iniciação de 2 dias perfeitos com a sopa e alguns legumes na mão, seguiu-se uma semana péssima, em que pensei que ele nunca ia gostar de comer. Tormenta passada, dá gosto, vê-lo comer a fruta com a sua própria mão, ou as papinhas à colher. Adora bananas e papaia. Adora água de coco e gosta das sopas da mãe.  

7 meses e seguimos a introduzir coisas novas e a acompanhar-nos à mesa com um colher na mão. Podemos dizer que ao contrário das noites que ainda não são fáceis, comer foi um desafio fácil de ultrapassar. 

7 meses e já levámos o piolho de férias, de avião e para o calor. 

Gostou mais do calor do que subir à Serra para ver neve num destes fins-de-semana. 

Adora andar sem roupa. Gostou da praia, estranhou o mar. 

Viajámos de avião de forma tranquila, não dormiu muito numa das viagens mas foi bem disposto, não doí desta que fomos os pais de uma criança que não deixa dormir ninguém à sua volta. 

7 meses já chamou Mamã, para me chamar para mais perto dele. A emoção do meu coração cada vez mais lamechas, não teve medida, corri para o abraçar certa que há poucas coisas assim. Já diz Papa quando olha para muitas coisas. 

Conhece bem a casa, adora brincar com o pai, dá gosto vê-lo fugir para os braços dele quando quer brincadeira e sabe que comigo fica tudo mais serio. 

Foram 7 meses muito intensos, muitas vezes difíceis, muito felizes também. 7 meses onde o nosso medo se entrega a um medo que ali estará para o resto da vida e existe porque um filho existe para uma mãe. 

 

7 meses em que retomo atividades profissionais e me vejo um pouco enferrujada. A minha cabeça está mais lenta. Talvez seja do sono, da falta de rotina, da epidural, do foco emocional dos últimos meses.

Chego aos 7 meses como mãe, cansada, com muita vontade de dormir uma noite seguida. Sinto-me um pote de sono ambulante. Tenho areias nos olhos a maior parte dos dias, sou capaz de dormir numa viagem de carro de 5 minutos. Muitas vezes acho que não me vou aguentar em mais uma noite entre amamentar ou afagar-lhe alguma dor (porque os dentes são terríveis, as dores de barriga de quem começa agora com os sólidos também e as outras coisas que não sei porque ele não se queixa também devem ser) . Mas consigo sempre, os braços têm sempre força, as minhas pernas percorrem o quarto e a minha voz consegue sempre cantar, o meu peito está sempre pronto para lhe dar colo, consigo ficar desperta e acordada sempre mais umas horas, mesmo que pela manhã seja o pior dos bichos no que respeita a humor e feitio. 

Chego aos 7 meses como mãe, de coração cheio e grata. Entre tantas coisas que não faço, os tantos lugares onde não consigo ir, tantas pessoas que não vejo,tantas escolhas, tantas mudanças, chego aqui e estou feliz. 

Tenho em mim a felicidade que sempre aumenta, quando sinto e sei que entre tantas falhas, tentativas e outras coisas que ainda irei descobrir, que tenho um filho feliz. 

O Xavier ri com os olhos... dá gargalhadas quando brinca com o pai, sorri quando se encosta no meu peito e me mostra que ali é a sua casa.  A casa onde aprende a ser feliz!

ipanema.jpg

 

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