13
Jan14
Falar
Carolina
quase uma ciência, um desalinhar de pensamentos com som.
a minha mãe diz que devemos ter duas bocas, uma para falar outra para estarmos calados, demorei anos a perceber a lógica desta sábia ideia na pele, mas cheguei lá!
quando as palavras teimosamente se alojam no nosso corpo, o maior descanso é contar com a dona memória, pelo menos por agora, antes de qualquer doença ou demência... As minhas palavras p artilham espaço com a roupa que as pessoas vestem quando as entrevisto, os momentos importantes que guardo ao detalhe, as letras das músicas que julgo que sei, as imagens das nossas viagens...e os pensamentos, já me esquecia e os slogan´s que crio para tudo e qualquer coisa! diz que me habita uma memória de elefante!
quando as palavras teimosamente se alojam no nosso corpo, o maior descanso é contar com a dona memória, pelo menos por agora, antes de qualquer doença ou demência... As minhas palavras p artilham espaço com a roupa que as pessoas vestem quando as entrevisto, os momentos importantes que guardo ao detalhe, as letras das músicas que julgo que sei, as imagens das nossas viagens...e os pensamentos, já me esquecia e os slogan´s que crio para tudo e qualquer coisa! diz que me habita uma memória de elefante!
angustiante é a sensação de querer falar e não conseguir, talvez quase mais que falar e ninguém nos perceber... falar palavras que as pessoas não percebem pela forma como as juntamos, como as pensamos!
dentro de mim andam borbulhastes umas quantas, não
saem, talvez porque não gosto delas, não as quero dizer para mim, mas andam a entupir-me, pressionam-me o peito,coma violência de quem mo vai arrancar e arremessar contra uma janela de vidro fino. O silêncio é o descanso das palavras que ouvimos, mesmo as desprovidas de qualquer som. Fica o ruminar da sua essência pensada a dizer-nos tudo o que poderíamos ouvir, fica uma roda a girar como se elas fossem para sempre nossas, no bom ou mal que ousam carregar!
teoricamente sou uma fala barato, mas teoricamente sou tanta coisa, tanta coisa
que os outros encontram em mim, e eu não vejo... Teoricamente tenho um dom qualquer com as palavras faladas, não tenho medo de as dizer para uma plateia, para os outros, para que me levem a Roma.
que os outros encontram em mim, e eu não vejo... Teoricamente tenho um dom qualquer com as palavras faladas, não tenho medo de as dizer para uma plateia, para os outros, para que me levem a Roma.
