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Passa Por Lá

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07
Out13

camomila, confissões de um anciosa

Carolina
nem sempre somos como somos, mas raramente deixamos de ser. não perpetuamos existências teimosas dos comportamentos que não são nossa característica, porque como os ditados dizem, mais cedo ou mais tarde, a verdade sobe à toma, neste caso à nossa, e sobe para afinal podermos ser o que formos sempre. seria impossível por esta e outra razoes ser perfeita e por outras tantas pachorrenta  mesmo quando desejo muito sê-lo (:)).. só porque não sou mesmo assim e só por isso!
todos os dias mais ou menos por esta hora, forço o meu corpo a uma contrariedade, forço-o a acalmar-se, para que me diga que na verdade seguirei o resto das horas do dia, num modo mais fácil de tolerar. Dizem que o meu metabolismo é lento, e que o meu corpo devia expressar essa característica  de facto expressa em dimensão, nomeadamente pela largura, porque a energia que me move, e me faz passar do cérebro mediante determinadas situações, ou meter a sexta velocidade para fechar pendentes, os pulmões que me permitem, berrar ou rir com a mesma força e vontade, as pernas que sobem e descem as escadas vezes sem conta e as mãos que teclam sem parar, parecem tremer na hora de não me mostrar a calma...quase todos os dias o meu coração dispara mais que um vez saindo da velocidade que considero normal, quase todos os dias me engasgo com a saliva, e a minha respiração diminui de intervalos;  todos os dia só meu corpo sente formigueiros, todos os dias respiro fundo, exercitando a minha capacidade de baixar a um ritmo que não é meu, todos os dias me questiono se um dia não caio mesmo para o lado... hora de ouvir musica de relaxamento, de por os phones, baixar o ritmo e preguiçar... preguiçar eu gosto, pisar o risco da aceleração sem saber como voltar à calma não. 
sou ansiosa e essa ansiedade é maior quando se tratar de dar o meu melhor, todos os dias ela passa, todos os dias a uso e controlo para ser sempre melhor, quase sempre consigo, e quando vejo que não sou capaz, encontro nela a resistência de ser capaz depois... e por agora somos as duas capazes de viver comigo no meu corpo e superar cada dia numa felicidade que nos contagia e mostra o melhor de mim.
os entendidos dizem que todos os dias, ou pelo menos a maior parte deles, em o meu corpo somaticamente me chama atenção para o ritmo que não está bem, que nada mais tenho em mim que stress, muito, ansiedade também. dizem que é do trabalho, do compromisso que tenho, do envolvimento em demasia, de todas as coisas de que responsabilizo, que raio de doença é esta que aparece por sermos bons profissionais?? boas pessoas? pessoas rápidas? pessoas responsáveis? pessoas com muita coisa para viver....
todos os dias trabalho emocionalmente para ser mais inteligente que estes tufões de stress que hoje invadem
as vidas de tantas pessoas como eu, que só querem sair do trabalho e viver intensamente com a tranquilidade de terem dado o melhor, todas as horas que passam fora dele. chamo-lhe resistência, logo faz parte de um bom treino e de um grande plano de vida.
 sei que posso acalmar-me facilmente desde que tome umas coisas fantásticas, quase sempre esgotadas mesmo que à venda nas farmácias, que me podiam, faziam dormir, mas dado o meu ritmo só me atordoam um pouco... ou posso lutar todos os dias com a mesma energia, para não sentir nenhuma destas coisas, superar-me estoicamente e tratar por tu todos os sintomas, desta vida semanal stressante em que me coloco... posso ousar mudar de vida e um dia conseguir dar essa volta, posso contar com alguns...e posso a qualquer momento passar por onde quiser em pensamentos e desligar-me desta corrente. desafiante como tudo o resto que tenho por perto.
de forma simples e num pequeno copo, todos os dias assim, tenho comigo a camomila, cruzamos as fronteiras dos limites e desfrutamos uma da outra como se um dependência se tratasse... um copo, dois copos, três copos, um saquinho, dois saquinhos, muitos saquinhos, embriagada no seu aroma, envolta no seu cheiro, ouso beber a fórmula que sem me desligar da máquina me traz, associada aquele momento, a lucidez de perceber pelo menos da calma que preciso, para mais um dia, para mais um semana... 
passo agora com o meu saquinho de camomila pela hora do chá... boa tarde para quem passa algures por aí!

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