Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Passa Por Lá

Passa Por Lá

16
Out14

a solidão de nos morrerem coisas vivas!

Carolina
Asolidão de nos morrem coisas vivas é uma treta qualquer, creio que já pareceu emtítulos de livros, frases feitas e cenas, na expressão simples: morreste-me !

Osdias morrem todos dos dias entre o sol e a lua, a nossa alegria vai-se morre noseu auge no improviso de algo que só porque lhe apetece, aparece. 
veme "fode" tudo, ou pelo menos aquele tudo que nos absorvia, que nosmimava e nos fazia sentir os vencedores, mesmo que de pequenas metas...
(estása ver um dia perfeito, e depois tens um furo no pneu, e nenhum amigo para teatender o telefone???, é mais ou menos isso).

Àsvezes acho que a vida é sempre esta merda, ficas sempre a um cm da perfeição,(que a sociedade te exige) para não te esqueceres que há vento, e coisas, ecoisas e coisas para lá de ti. avisa-te que na essência mais só do que és, tensde te recordar sempre que o que ainda agora é já foi, e tens  de estarpreparada para ao já a seguir, sem saber se é bom ou mau. Sinais que não tepodes acomodar a um estar tudo bem, ou bem demais!

Coisasde merda, não avisam, chegam, complicam, incham-nos os olhos, embrulham-nos oestômago embargam-nos o dia... mas depois arrumadas numa gaveta serãoresolvidas.

Ascoisas são de uma solidão menor e por vezes mais simples, pelo menos maissimples que a solidão de coisas com pessoas...

Asolidão de nos morrerem coisas vivas, é um cagalhão do qual nos temos que irlivrando, pouco a pouco, com a serenidade de um tempo que passa, e um amormaior que temos de cultivar pelo que somos, e pelo bem dos que nos queremsempre.

Écomo estar deprimido e começar por ouvir um musica que nos leva ao pranto e adias de olhos inchados, mas que vai melhorando. 
Quandoas coisas vivas escolhem morrer para nós, a dor não é menor, é diferente.constroem-se memorias boas do que foram, do que gostamos delas, do que vivemos,e colocamos cada uma delas, na gaveta das histórias, do lembras-te.... há umaaltura que nos esquecemos da voz, do olhar, do jeito do corpo, e nessa alturasabemos que morreram para os nossos dias, porque voltaram uma e outra vez e nãoestavam iguais, porque deixaram de nos procurar, deixaram de atender otelefone, de querer saber de nós.... escolheram um caminho onde não podemos sermais juntas. 

Istode ser crescido, e isto de ser mulher,  ensinou-me a fazer o luto destasmortes, parvas, tão parvas como a morte de um a familiar, num dia tens umamigo, no outro ele escolheu morrer para ti. (as amigas, são as melhores aescolher morrer-nos). A crueldade que isto encerra, senhor, nunca estamospreparados para a morte, e para estas mortes vivas também não... 
Andamosem luta, perguntamos a nós se fomos nós, o que fizemos, e depois percebemos quenós somos apenas enlutados sem razão. 
Esteluto nem sequer é das relações do domínio do amor carnal, mas daquele amor queachamos que temos e têm por nós, os amigos, a família que escolhemos, aquelesque são ou foram em alguma altura parte do nosso melhor...
Sercrescido, ser mulher, ensina a aceitar... a lembrar e conservar as melhoresmemórias, a manter aquele gostar pelo que as pessoas foram na nossa vida, eaceitar essencialmente que o que são agora. são um  não é nosso, nem donosso interesse, porque para o tempo que partilhámos esse amigo escolheumorrer. Não podemos nós escolher a dor deste luto, porque a vida, os caminhos,a vontade de quem não quer estar, ser ou ficar  não é uma  coisa morta,mas outra forma de vida, nós seguimos a nossa, certos de que os caminhos sãocomo são e serão o que tiverem de ser. 
Otempo passa, deixamos o luto, vivemos mais, o caminho continua, e da solidão denos morrerem coisas vivas, ficam as lembranças, afinal são sempre elas queficam depois da morte. 

Jáagora, só me morreste porque quiseste... 
Jáme esquecia, sou católica e acredito na ressurreição... afinal as vidas sãofeitas de portas abertas para aqueles que querem estar! 





Sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2011
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2010
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2009
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2008
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2007
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2006
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D