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Passa Por Lá

Passa Por Lá

26
Abr16

Contemplar

Carolina
Há dias que não sei para onde vou, 
outros em que em pensamentos me atropelo. 
Há dias em estou sozinha
sinto que o mundo inteiro pode ser uma merda! 
E depois há o depois,
onde não saber para onde vou é uma aventura, 
onde alguém te mostra que para ser basta ter no caminho quem lá quer estar. 
Depois há os dias onde o sem sentido nenhum
 é a sorte grande de parar algures e poder contemplar...




Photo: CA at Ipamena, 2014

12
Abr16

Podemos sempre voltar!

Carolina
Dois pijamas para levar, um robe de inverno, dois rolos de papel higiénico que se amontoam no chão junto ao sofá, arrepios de frio, e olhar pela janela.  Sol antes de uma chuvada... 
A minha cabeça viaja. 
A simplicidade dos dias ganha uma dimensão diferente quando a única coisa que se quer mesmo ter é tempo.  Queremos que ele pare , se demore, e nos deixe estar por ali, a conhecer, fotografar com olhos a diferença, a novidade, o mundo. Encontros com a descoberta, com o desapego de viver com tão pouco e tão pouco chegar para estar feliz.
Andar pelo mundo com uma mochila, o pior dos penteados, roupa amarrotada e muita curiosidade é o meu Ferrari amarelo, é o meu bilhete para uma liberdade que em muito poucas outras situações consigo sentir.
Liberdade onde podemos sempre voltar! 

Sem horas marcadas para encontros com o desconhecido, com culturas e história, sem make up para enfrentar estradas de pó e com muito menos dinheiro que num dia normal em Lisboa, vou passando pelo mundo, aumentando a minha caixa de memórias e o meu plano de riqueza a longo prazo. Uma riqueza simples, sem zeros e vírgulas, com histórias e experiências.

Hoje o sol estava lá fora antes da chuva, há dois meses estava em Bagan, hoje eu estive por aqui com a minha gripe, a passar por lugares onde já fui, onde vou poder sempre voltar, e que  só a falta de memória um dia me poderà levar...

#passaporla
#photo AD at Bagan 




25
Jan16

Enquanto houver caminho...

Carolina
Estrada fora, por  mar, pedras, terra batida,.
Lagos, gelo, ar turbulento, e um dia quem sabe nas profundezas do oceano (que ainda me intimida), irei contigo, estarás comigo... 
Nos passos, nas quedas, nos desafios e provações, nas bolhas dos pés, nas gargalhadas e parvoíces... Adormecendo e acordando juntos, com espaço ou sem espaço entre camas, com água quente ou água fria para o banho, sem planos, ou com planos furados pelo tempo, pelo contratempo, por tudo o que pode falhar!


Enquanto houver caminho para fazer, mundo para descobrir, objectivos e sonhos para alcançar seguimos juntos, na parvoíce, na dificuldade, na estupidez, na companhia e no amor... 
Enquanto houver caminho! 

05
Jan16

As coisas de "gaja"em viagem!

Carolina
De viagem há quase dez dias, começa a sala de resolver aquelas coisas que as mulheres teimam em se preocupar. Não sei se os homens são assim, creio que não, pelo menos o meu enerva-se mais com falta de bateria na maquina do que com estas coisas. 
De um modo geral, algumas coisas acabam por fazer diferença às mulheres, no meu caso há aspectos a referir. 
O meu cabelo não gostou da água, saiu de Lisboa super saudável depois de um
Mega corte, mas já está a ficar seco, comprei uma espuma na Tailândia para lhe dar mais forma mas não está a ajudar, já o cortei porque decidiu crescer sem fim, creio que é do corte... Parece-me que pouco mais posso fazer. Quando acabar o shampô talvez faça a terapia sem Shampô durante uma semana para ver de melhora. 
Unhas, o verniz não caiu, elas ainda estão bem, mas o verniz já está muito longe dos dedos, trouxe uma lima, mas vou ver quanto mais tempo aguento assim, e não me parece que as vá conseguir arranjar por aqui. O mesmo se passa com a depilação, em ultimo recurso compro uma lâmina e lá vai a minha esteticista matar-me no regresso, mas não me atrevo a sair em busca de centros de estética. 
A minha pele que andava top graças  aos cremes da gernetic já esta cheia de borbulhas, trouxe um creme parais e para ele para economizar espaço, hidrata mas não está a ser a melhor coisa, a solução que encontrei foi comprar um esfoliante e lavar bem para  tirar o pó, e hidratar todos os dias mas sem muitas esperanças, até porque o protector solar também não está a ajudar. 
Lavar os dentes, a diferença que faz usar uma garrafa em vez de uma torneira e usar as escovas sem as lavar em
Agua corrente. Solução sempre que podemos usamos descartáveis usar poupar agua e colocar no lixo. 
Coisas boas o chá verde do miamar é maravilhoso, más nem sempre é fácil de encontrar, lá me tenho esforçado para o tomar. Assim como a fruta que sempre que a vejo embaucas não resisto, em especial ao ananás, como cheguei doente tenho tentado alimentar bem, o que tem sido difícil em dias de viagem nocturna e poucas horas de sono. 
Não dormir está a custar-me bastante, isto do jetlag depois dos trinta é dose. Acordar as 5 da manhã ou não dormir não ajuda,durante  o dia pareço uma zombie que quando se encosta dorme de olhos abertos. 

Problema difícil de resolver, a roupa, é pouca tem de se controlar, fica sempre toda suja porque o país  assim é também, mas lá se vai resolvendo usando as mesmas peças, esquecendo o bom gosto nas conjugações, algumas vezes em breve precisamos de lavandaria. 
Não posso deixar de referir os mosquitos, nem a usar o repelente como legume habilmente dias nos paravam, e para não variar muito tenho picadas nos locais mais esquisitos e impensáveis, tenho o fenistil, mas não está a ajudar muito nas bolhas cratera que tenho.
E vamos seguindo viagem, sempre com o desafio de não mos preocuparmos muito com estas coisas, e sim com o colocar tudo namochila, a cada paragem parece que fica mais difícil e descobrimos que deixamos em casa coisas que vão fazer falta. 
Entre uma coisa e o outra vamos seguindo, sem roupa bonita, sem saltos, sem cabelo decente, mas pelo menos com um bom chá por perto, até ao próximo destino que já não tarda. ;) 


A notar: estou sem beber expresso desde dia 28 e ainda não morri, não comi carne vermelha e nada que tenha leite (já o vinha a fazer há um ano), e  só bebi cerveja depois do antibiótico e de uma gripe cadela ontem... :) estou viva e não tarda menstruada com este calor, mas como qualquer outra mulher, sobrevivendo a estas coisas pequenas!!!




08
Fev15

ousar

Carolina

há um esperança escondida atrás de cada respirar, um novo caminho para lá dos passos que vamos a caminho de dar, um lugar para cada coisa que nos vai integrar...
às costas seguimos com o que somos, e capazes de largar o que temos, mesmo que o amanhã, não nos diga antecipadamente do que vamos necessitar para caminhar...
em justificação a ideias assim, podemos divagar sobre o ciclo das coisas, ou o a lei do retorno, a força do destino, a conspiração do universo, ou tão só e simplesmente com a força da vontade de cada um...
se eu morrer amanhã, se entrar em mim uma doença que não queira, se tiver de lutar desalmadamente contra ela e perder, se algures no caminho me levarem os meus, as minhas pessoas especiais, os meus amores, o meu amor, a minha vida,  talvez todas as justificações se dissipem como uma explosão de pó num buraco negro vazio... talvez tudo tenha falhado... talvez seja mesmo assim, e viver seja simplesmente o mais imprevisível de tudo o que podemos ousar!

e ousar significa fazer o caminho, ir, seguir por diante, mesmo que alguns medos sigam na nossa bagagem... ousar é não deixar que o medo venha para activar o stand by, é não deixar que o medo nos pare, mesmo quando sabemos que o estamos a sentir...ousar é continuar o caminho, desejando que ele nunca se acabe em nós!


 

 

photo: AD @Gili Air, Bali 2012

02
Jan15

2014...à volta do mundo, 2015 mundo a fora!

Carolina
não é novidade para quem me conhece que carrego uma ganancia gigantesca de passar por todos os cantos do mundo...esta vontade desmedida, consegue muitas vezes fazer-me ultrapassar medos enormes, como o de andar de avião, andar por lugares remotos, sem contacto com um mundo que considero habitual...
2014, foi o ano dos trinta, e foi ano de percorrer caminhos,mais ou menos belos, mais ou menos penosos, foi um ano a  passar por lugares, e a passar como nunca e ousadamente por mim!
foi um 2014 há volta do mundo, e do meu mundo, que me deixou mais serena para uma viagem maior em 2015...

uma das maiores, mais desafiantes viagens que fiz em 2014, foi comigo, só, por caminhos onde só eu vou, por dentro do que era, do que sempre fui, e do que poderia mudar, foi o  descobrir do que há dentro de mim, da possibilidade de amor de mim para mim,  dum  espaço para errar, voltar a tentar, começar todas as vezes que quiser, com uma força que depende só da minha energia, descobri a tolerância, palavra da qual não gostava, mas que soube trazer para um lugar que ela pode ocupar.

descobri que a perfeição é um caminho cheio de atalhos imperfeitos e isso não é mau. descobri o meu eu, um que pode estar a aprender até que o sempre acabe!
eu andei comigo por dentro de mim, e fui ficando melhor.
viajei depois com o meu corpo, muito kms de corrida, solitária e contemplativa, e de esforço no ginásio. aprendi que o meu corpo precisa de exercício para eu  ser melhor, e mais forte e mais capaz, libertei uns kgs que teimosamente estava a reter e não eram meus, não todos os que queria, mas alguns... estou pronta para me libertar dos restantes, com uma força ainda maior!

o meu eu em viagem por mim, teve em 2014 um ano de encontros, de libertar angustias, sofrimentos, e embates... terminou num eu pronto para mais viagens em 2015.

no 2014 à volta do mundo, agradeço tanto, agradeço todos os kms que percorri, todas as imagens que retive, as experiências que passei, que encerradas em mim, serão minhas até ao fim do meu tempo, e me fazem sonhar com tanto onde ainda quero ir,  de em Miami com amigos, preparei-me para Laos e Vietnam durante meses, foram 17 dias fantásticos, voltei ao Rio de Janeiro, onde sou de forma exacerbada continuamente feliz, matei por lá saudades da família, voltei a Barcelona, 6 anos depois, para me enamorar pela cidade para sempre... viajei no sofá da nossa casa vezes sem conta, mergulhada nas palavras dos outros, nas linhas que escrevi, nos meus sonhos e nos nossos! e todas estas viagens contigo! e por todas elas dou infinitamente graças...e aqui estou com mais de muito mundo a aguardar que por ele passe, aqui estou à espera de passar por ele contigo! 

voltas dadas, passagens feitas, o tempo não pára... obrigada pelo melhor, pelo menos bom, cheia de gratidão, dou conta do tempo que chega continuamente, quero aproveita-lo todo, com muitas ganas e ganância de passar onde ainda não fui, ou voltar onde já fui feliz!
Mekong, Vietname, uma vida para lá do que somos!
Barcelona, para sempre nossa!

que 2015 seja mundo a fora... como gostamos tanto!


Miami,amigos e ano novo!


Laos, remoto e mágico!

Rio, onde sou mais feliz, e o pôr do sol é único!

25
Nov14

ser do mundo...

Carolina
somos pessoas, a descoberta plena deste estado, não é linear, nem simples, muito menos rápida... podemos viver anos, meses, horas a fio com a máxima intensidade e não ficarmos perto de conhecer a pessoa que somos, e o significa ser pessoa... 
quando descobrimos há uma imensidão de portas neste mundo que se abrem, que se mostram, que nos recebem... 
deixamos de ser daqui, dali e de além e passamos incrivelmente a ser do mudo.... 
neste mundo de onde sou, há um lugar onde sou melhor, onde a minha respiração acalma, o meu coração embala-me a um ritmo que me agrada, me envolvo em leveza e amor. 
onde a minha pele transpira energia, mesmo quando bebo cerveja a mais. o meu olhar no horizonte nunca piora, mesmo depois de dias a contemplar o mesmo pôr do sol, o mesmo mar....
há lugares no mundo que mesmo estando longe de casa, nos sentimos em casa. lugares que nos fazem sentir bem, nos ensinam a viver, nos mostram como é viver melhor, nos fazem desejar ficar, voltar, ir, e passar vezes sem conta pelo que são, e pelo que são para nós. 
 
passei há pouco tempo pelo Rio de Janeiro sem tempo para o escrever, fotografei-o vezes sem conta, com as maquinas lá de casa, as nossas meninas, e com os meus olhos, saudosos da sua luz, do seu som para o meu corpo. passei pelo rio e não passei sozinha, o que transformou o rio no melhor do que ele é m ais uma vez,  não escrevi, o livro que levei para as férias foi e voltou na marcado na mesma página, porque cada hora que temos para nada fazer  nesta terra, está ocupada com um nada chamado carioquice, com um espírito que não se explica, como um tempo chamado Rio, com um olhar chamado nós no Rio... 
não há duas sem três... e sei que estas três não são o fim... desta serie, mas o início de outras! 
 
há lugares no mundo onde a pessoas que somos fica melhor, onde \\sabemos ser, aproveitar a vida sem medos, sem ses, sem pensar que.... 
 
(Apartes que nos chamam à razão, a carteira que fica vazia, e de que precisamos para viver por lá...) 
 
há lugares onde damos graças, onde passamos a ser do mundo, onde agradecemos o sempre, onde podíamos viver dias em conta e múltiplos de muitas vezes, o rio é assim, e como costumo dizer quando me vou, ou quando lá chego... sou tão feliz no rio! 
 
Phto: Ipamena 2014
24
Set14

tomada pelo sono, das viagens...

Carolina
Como se a minha alma fosse um postal perdido num outono estranho ... Cai sobre mim um sono, avassalador, espero que me possa levar a cabeça para onde meu corpo já foi... Quero dormir e sonhar com mais uma viagem, regeneradora e revitalizante como em todas as que saio de mochila às costas em busca de novos e mais postais!
Postal perdido, de nós para nós,,, do Laus até casa!photo@CA 2014
tomada pelo sono,das viagens tenho o corpo a pedir que os meus olhos se fechem, e a minha cabeça a pedir para escancarar janelas, subir as linhas da curiosidade e não esmorecer as vontades... 
estou a dizer à minha cabeça, para deixar delicadamente o meu corpo  dormir... que durante o sono, com tudo sonharei...
24
Set14

fazer

Carolina
não importa quem, não importa como o faz, importa o verbo... fazer... 
umas vezes com os pés, outras com as mãos; umas vezes rio acima, outras rio abaixo, tantas vezes o mesmo percurso, tantas vezes singulares viagens nas suas repetições... 
às vezes faz calor, calor demais, às vezes não se sabe bem o tempo que faz, fica um emaranhado entre a humidade e a brisa, e o abrasador do sol... rio acima, rio abaixo, esqueço o tempo que faz, esqueço o tempo que passa.... 

passo por lá, multidões passaram e passarão, aos bocadinhos de cada vez... 
certezas poucas há, talvez a paisagem mude em tudo mais devagar... 
no mais particular do geral... se há quem faça travessias umas vezes com as mãos, outras com os pés... não importa quem, não importa quando, não importa como... importa o verbo fazer... se há quem faça se quiser conseguirei tentar fazer... e serei feliz ao tentar fazer o que escolhi....

Tam Coc , Vietnam 2014 Photo@CA

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