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Passa Por Lá

Passa Por Lá

02
Nov17

4 meses e ainda o medo de não estar tudo bem!

Carolina

O tempo com o Xavier vooa, em todos os sentidos. 

Voa o tempo que o faz crescer e voa o tempo em que sinto muitas vezes que não tenho tempo para nada. 

Coisas que nos acontecem quando somos mães, algures no caminho nem sempre é fácil parar e ter tempo só para nós.

Quatro meses e é uma delícia vê-lo palrar, dar gritinhos, abanar as pernas e os braços quando nos vê. Olhar para tudo, preferir um boneco, saber que com o pai há mais palhaçada e que o meu colo é o melhor lugar do mundo para se dormir.

Ficamos, tito tótós, muitas vezes a ver como é giro um puto comer a água do banho e como descobre todo um mundo novo com a sua boca. 

A força com que quer que o deixemos sentar, ou ficar direito como se quisesses estar sempre de pé e o seu sorriso, levam-nos a pensar que bom que é tê-lo, que perfeito que é. O pai diz muitas vezes que ele devia ter vindo mais cedo, eu não vou tão longe, mas sei reconhecer que a vida é toda outra depois de termos o Xavier por perto e é bom ter quem nos prefira sempre, mesmo descabeladas, sem banho tomado, com uma roupa a cheirar a iogurte fora de validade há 3 meses e umas olheiras de metro e meio em profundidade. 

Quatro meses de coisas felizes e pequenas conquistas que o vemos fazer, ele cresce, e nos vamos fazendo upload neste trajeto nem sempre fácil de pais. 

Quatro meses e desde que o tive nos meus braços que muitas vezes tenho medos. Medos por ele. Medos que não esteja bem. Medo que algo lhe aconteça, medo de não saber ser ou fazer o melhor. 

Muitas vezes acordo com as incertezas todas nas costas e no peito. Já o achei autista, mesmo sabendo que estava quase a surtar, temia que não visse ou ouvisse, penso que pode ficar triste se o angioma no rosto não desaparecer como dizem e mais uma serie de coisas que por vezes me passam pela cabeça. Quatro meses e ainda cordo muitas vezes e penso: será estará tudo bem.

(desconfio que será uma sensação com lugar permamente cá dentro, vamos ver...)

Depois de todas as incertezase  de temer que possam acontecer, a conclusão é sempre a mesma, seja como for, tenha o que tiver, venha o que vier, tenho todo o amor para lhe dar, para o aconchegar junto a mim e o proteger,  tenho vontade fazer tudo o que estiver ao meu alcance para que seja sempre mais feliz. 

Quatro meses de Xavier, são quatro meses de uma nova família de 3, são quatro meses de uma pequena mãe em construção. Entre tantos medos, nada me sossega mais, que as suas gargalhadas, o seu olhar tranquilo e o meu acreditar  que é essa a sua forma de mostrar como é feliz. 

Quatro meses, intensos, estranhos, diferentes, bons, menos bons, em que cada dia os desafios são para ele que cresce e para mim, a mãe, que aprende também a crescer. 

O meu coração transborda, a minha alma sorri e às vezes chora, a emoção ultrapassa o lado duro que já tive, o meu mundo entra em pausa vezes sem conta... e às vezes, tantas vezes tenho medo. Medo de não ser a melhor, não fazer bem, não estar lá, medo de não saber tudo o que vais querer saber, medo de deixar por fazer, de estar cansada, medo de ficar doente... mas o medo maior entre um pedaço dos dias imperfeitos e a perfeição de te ter na minha vida, é o de algum dia te perder...

Se algum dia te perderes meu Xavier, que seja de amores pelo mundo, aquela que agora te mostro da nossa janela.

Tudo o resto, seja o medo do tamanho que for, juntos vamos fazer com que passe, que parta ou que não seja uma eterna barreira no caminho que tens para fazer! 

 

 

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25
Set17

O tempo devia poder parar!

Carolina

Sempre disse que não ía ser uma mãe pirosa, demasiado emotiva e mais uma série de coisas...


Depois do Xavier nascer, esqueci tudo o que disse, sou tonta, choro de emoção e felicidade, fico que tempos a olhar para ele, mais outros tempos a cheirar a sua pele, encostadinha à minha.
Fico derretida quando se ri para mim, me procura com os seus olhinhos ou conversa comigo pela manhã.
Já conheço o seu choro de mimo, o rabujar de sono e o gritinho impaciênte da sua fome...

Tudo nos meus dias ficou diferente, mesmo que me esforce para que ande perto do estar igual.
A minha noção de tempo mudou, os dias são blocos de horas e as horas passam a voar. Tento parar o tempo e parar no tempo que tenho com o meu filho, certa que nunca outro tempo será igual...
Voam os momentos e as coisas que ele consegue fazer, conquistas de quem cresce a todo o vapor, cheio de amor...

O tempo devia parar sempre que os nossos filhos dormem ... todos os pais deviam poder ter tempo para contemplar a paz de um filho sereno que dorme... sem pressas, sem medo sem ter o que fazer depois...
Todos os pais deviam parar o seu tempo a tempo de os ver os filhos a crescer...

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04
Set17

2 meses de Xavier!

Carolina

Já passaram 2 meses.(agora uns dias mais)

Voaram os dias e as noites, cresceu o Xavier. 

Ainda não desapareceram os kgs extra. 

O Xavier tem dois meses, todos os dias descobrimos que faz coisas novas, que olha e conhece outras tantas coisas à sua volta. 

Não se explica o que se sente, quando um filho deliberadamente sorri para nós, ou solta a primeira gargalhada com som. 

A forma que tem de nos seguir com os olhos. O biquinho falso que faz quando percebe que ficou sozinho por instantes. 

As preocupações, as dores que não sabemos de onde vêm, se tem frio, calor, está arranhado, o pé está torto. Está a engordar, dorme pouco... já fez cóco, arrotou e  não tem os olhos tortos, e ainda só tem 2 meses e não chegámos aos dentes, às bronquiolites, às viroses, à varicela,  às notas da escola, aos cigarros e mortalhas no bolso das calças...

Não se consegue descrever o que nos invade quando emite sons em resposta às nossas conversas, quando nos olha nos olhos enquanto cantamos para ele, quando tenta vencer o sono lutando contra o nosso embalo. 

As roupas que não vestiu porque antes eram grandes e agora são pequenas, guardam-se e tentamos também guardar todas as memórias destes primeiros dias em que aprendemos a ser pais de um menino com um vida toda pela frente. 

Há uma magia que acontece, que alguém já nos viu fazer com o nosso tempo, e que agora vemos o nosso filho, fazer com o dele. São os primeiros passos de um pessoa que já está a transformar-se na pessoa que será. 

Acreditamos que todo este amor que sai de nós sem medida e sem igual só o irá ajudar a crescer mais feliz. 

 

Dois meses de mãe... As minhas olheiras aumentam. 

Dizia o pai que deviamos ter tido um Xavier mais cedo, ao mesmo tempo que eu lhe digo que precisava de dormir 24h seguidas, eu que nunca gostei de dormir.  E se uma coisa não invalida a outra, isto de ser mãe e pai é mesmo um fulltime job (onde acredito, que têm que existir hobbies e tempos livres e temos de fazer por os ter e manter, mesmo que eles cheguem devagarinho). 

Diz que é mesmo assim, o sono fica leve e ele pequenino acorda-me para comer. Esperto quando vê por perto a almofada de amamentação e abana as suas pequenas pernas e ri de alegria. Abre os olhos quando o penso a dormir e sente o movimento que o vai deixar na sua alcofa. Rabuga noutro colos para logo se acalmar no meu. 

Adora os banhos com o pai, adora ouvir música, dançar pela casa, adora luz, as cortinas e o teto. Odeia estar acordado no ovo, e os dias em que saímos de casa são tranquilos, pelo menos por agora. 

Dois meses de Xavier, dois meses de mãe. 

Mãe a precisar de ir ao cabeleireiro e não se importava nada de ter umas férias em breve. 

Não fui de férias, mas estou a retomar as rotinas. Regressei ao Ginásio, às caminhadas com pequeno no pano ou no carrinho, e gerimos esta fase em que ele dorme menos e precisa de mais atenção. 

Atrevo-me a dizer que a licença de parentalidade do pai, está muito mal definida. 

Se os primeiro dias são dificeis pela adpatação, pelas rotinas novas e pela realidade de assumir-mos o papel de pais, passadas as primeiras semanas, eles precisam de muito mais do nosso tempo e atenção, já não comem e dormem unciamente, e o cansaço esse acumula-se, seria preciosa a ajuda do pai em casa, no apoio ao cuidado do bebé, das roupas e da comida. Acredito que o futuro poderá trazer mehores dias nesse sentido. 

Sem essa hipotese, vamos fazendo o que podemos e o Xavier adpata-se ao nosso mundo, enquanto de forma veloz nos adaptamos ao seu. 

 

Passaram dois meses e o tempo nunca mais foi igual.

Os dias são todos diferentes, o pensamento transforma-se, o foco sai muito de nós e queremos ser bons nesta missão de sermos pais. 

Dois meses, de ti filho. 

Dois meses, em que somos com antes pessoas e ainda marido e mulher. Que aprendemos entre os dias em que quase não temos tempo para falar porque se o pai está, a mãe aproveita e dorme um pouco, descansa ou sai de casa, a manter-nos juntos a manter-nos a vida um do outro.

Aprendemos a sair para beber um copo, só os dois, e confiar que vai ficar bem. A esgueirarmos-nos para namorar um pouco. 

(sim perdoem-me as mais puristas, mas já tirei leite para um biberão, para sair e beber um copo com o meu marido, e estamos bem, o leite não acabou e ele não deixou de pegar na mama, por mamar de vez enquanto no biberão, em contrapartida, a sanidade da mãe melhorou)

A aproveitar quando dorme para termos o nosso momento de silêncio no sofá. Para nos abraçarmos como se não houvessem horas de mamar, ou fraldas para mudar. 

Dois meses em que descobrimos que a paixão assolapada que fez um filho, é agora mais um amor que nos mantém juntos quando o sono, a rabugice e a falta de tempo fala mais alto. Dois meses a aprender a manter vivo o que nos une, a aconchegar o amor que cresce agora ainda mais e nos mostra o amor que para sempre demos um ao outro. 

Será este um dos desafios da maternidade e paternidade- SER. 

Ser em conjunto mãe e pai de um filho nosso. 

Sermos juntos mulher e homem.

Sermos sós, aquilo que éramos, somos, e ainda vamos ser. 

Já não somos só nós os 2 nesta família de 3. 

Mas que sejamos sempre 2 quando nos olhamos nos olhos, (mesmo que de fugida na correria dos dias), que sejamos sempre mais, quando somos os pais que olham por ele. 

 

 são Dois meses de nós com ele neste mundo!

 

 

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02
Set17

Agosto, quando passei a gostar de ti...

Carolina

Nunca fui muito fã do mês de Agosto, era aquele mês em que o mundo ia de férias com os pais quando ainda éramos pequenos, o mês em que não víamos muitos amigos, que tínhamos que ir à procissão na romaria da aldeia vizinha, aquele mês de verão em que fazia frio durante a noite e às vezes chovia,  aquele mês que anunciava o regresso à escola... 

O tempo passou, já crescida continuei a não gostar da confusão na praia, nos restaurantes, no transito que se  queria calmo. Dos preços loucos, dos excessos de um mês do qual nunca gostei muito. 

 

Quis a vida que viesse a gostar deste mês.  Quis que hoje lhe guarde uma gratidão imensa. 

Agosto é um mês em que nasço de novo. Encontrei-me comigo, encontrei as linhas de um eu que não se pode esquecer de si, para seguir sempre mais forte. 

Agosto é hoje um mês de vida, da minha vida. 

Um mês de revisão de matérias dadas, de independência, de lucidez, de aprender a errar, de levantar a cabeça com o que temos e o que somos, de seguir em frente sempre. 

Passou por mim para me deixar ser mais feliz, para me ensinar que os caminhos são como são e são sempre diferentes, sendo que nós estamos sempre prontos a caminhar. Caminhantes com escolhas nem sempre boas, nem sempre fáceis. 

Agosto um mês para me amar sempre mais, me reencontrar em cada caminho com o que sou. Redescobrir que só, sou também eu, e posso muito, e posso tudo, feliz só posso fazer os outros ainda mais felizes. 

Mês de abrir os braços ao mundo e ao mesmo tempo dizer: estou aqui para mim!

Festejo  Agosto com muita gratidão, celebro este mês cá dentro, sem festas, brindes e foguetes, mas com o coração aberto e a alma limpa de todo o lixo que não interessa. 

Agosto é um pequeno leão dentro de mim, mas vivo e pronto para o que está para vir! 

Querido Agosto, há um ano que passei a gostar de ti, como que se de um mês de aniversário se tratasse. 

Somos como o tempo, pessoas que passam, somos compostos e misturas que às vezes entram em ebulição, somos nunca certezas certas e sempre nuncas que nunca podem ser. Somos sempre Agosto, às vezes só nos esquecemos de nos lembrar disso... (e quando assim é, a vida trata de nos lembrar...). 

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Até para o ano Agosto, ficas-te um bocadinho por aqui...

 

 

 

21
Ago17

Saudades!

Carolina

Às vezes, entre a correria e a calma fugaz destes dias, o meu coração aperta-se numas saudades.

Saudades de momentos felizes que espelham aventuras, viagens, encontros... Saudades de um vida cheia, vivida com muita instensidade, cheia de mundos, cheia de tus, confusão, silêncios e tantas coisas que valarem a pena viver.

Tenho saudades das pessoas e dos lugares, vontade de voltar lá, ser feliz de novo.

Ando nostálgica, creio que a culpa é do verão, da vontade de não ter horas de regresso a casa, de longos copos de vinho, de dançar na areia, mergulhar no mar. Vontade de jantaradas, saídas para compras ou para mandar conversa fora com as amigas... saudades de nós os dois a ir sem destino, sem marcação e sem pressa para voltar.

Ando saudosa, naqueles breves momentos em que me assolam estas recordações. Entre esta saudade, normal, não fosse eu pessoa antes de já ser mãe também, vou vivendo um verão diferente, quem sabe o melhor de todos os verões.

 

Dias de verão que passam enquanto te vejo crescer...

Enquanto escrevo estas palavras contigo no meu colo bem enroscadinho no meu leito despido e nos sentimos pele com pele, olho-te, fico assim tempos infinitos que tenho só para ti, certa que tenho que aproveitar cada segundo, certa que depois de amanhã morrerei de saudades de ter assim, deste mundo onde estamos quase sempre só nós, onde te vejo, toco e a minha memória te decora, para nunca mais te esquecer.  Estou ali a amar-te, para que cresças com mais amor que todo aquele que a vida me deu até aqui. Certa que assim seremos mais felizes, mesmo que as minhas saudades de quando em vez apertem e sejas tu Xavier a curar todos e mais algumas com o teu sorriso, as tuas mãos nas minhas e o teu cheiro que já é o meu. 

 

 

Sigo certa que já amanhã, depois destes dias e de tantas recordações, terei as maiores Saudades deste verão, o verão de todos os verões, o mais simples de todos, (sem muita farra, poucos brindes na praia, poucas noitadas, sem viagens de mochila nas costas e fins de semana com as amigas...)  o único verão  que te trouxe para mim!

 

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18
Ago17

Essenciais da mãe e do pai também!

Carolina

Mães de primeira viagem andam sempre à descoberta das melhores sugestões e formas de lidar com as surpresas do dia-a-dia, quando se tem um bebe em casa e ele não vem com livro de instruções.

Livros, opiniões da mãe, sogra, aquele blog, a internet inteira.... são fontes inesgotáveis de informações e palpites ... Um bom livro que explica como lidar com birras, choro ou fome, as opiniões quem já passou pelo mesmo são muitas vezes uma boa estratégia para resolver algumas situações.

Até que depois encontramos o que funciona melhor com os nossos filhos.

Cá em casa tenho o meu kit de essenciais que ajuda e torna o meu dia muitas vezes menos complicado. São coisas que,a experiência ainda que pequena, me foi mostrando que funcionam com o meu bebé.

Os meus essenciais como mãe, para lá da banheira shantala que foi a nossa opção e com a qual estamos os três muito satisfeitos, e que tem dado muitos banhos sem choros e uma poltrona onde é  fácil e confortável amamentar e fazer sonos na posição sentada com ele tipo bicho de contas aninhado em cima do meu peito, são: uma almofada de amamentação, uma bola de pilates e o pano.

A almofada de amamentação (emprestada à qual compramos uma capa nova é datuc tuc e tem servido na perfeição) é um óptimo apoio durante a manada e muitas vezes serve de para ele ficar encostado, deitado na nossa cama.

A bola de pilares é do lidle, foi uma compra super barata, amiga durante a gravidez, serve agora de embalo para o soninho ou até para acalmar um birra ou dorzinha de barriga, lembrar que o movimento acalma a criança e nós estamos sentadas o que ajuda a poupar as nossas pernas ao kms habituais do adormecer ao colo.

E finalmente o pano, o nosso não tem argolas e é da Vivi and Me, estamos satisfeitos. É muito útil para transporte e não só. Nos surtos de crescimento e nas crises de cólicas é nosso o melhor amigo. Ele adora estar junto a nós, acalma-se e muitas vezes adormece. E nós ficamos com as mãos livres para fazer umas coisas básicas e como ele sempre por perto.

Já não vivemos sem estes básicos, eles tornam os dias mais fáceis e ajudam a lidar com as situações que o nosso bebé nos vai colocando. Pais tranquilos igual a bebés mais calmos. Estes por agoras são os nossos melhores amigos, mas andamos sempre em busca de novas dicas que nos ajudem a ser práticos e claro  uns pais muitas vezes descabelados, ensonados, cansados mas felizes.

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26
Jul17

1 mês de uma família de 3!

Carolina

O gordo mais lindo do meu mundo faz um mês.

O meu cheiro mistura-se com o dele e os meus dias também.

Há um mês que começou esta aventura a dois, já a sabíamos desafiante e nova.

Uma aventura que pode por à prova a nossa paciência e até a resistência gigante à nossa capacidade de fazer directas e ainda a sanidade da nossa relação. 

Sabíamos que os primeiros dias não ìam ser fáceis, muitas pessoas nos alertaram e preparam para tal. Não sabíamos que ia er tão bom viver este amor que nos arranca de dentro uma parte tão grande, que nos petrifica em contemplações e que vence o cansaço, as olheiras, a falta de uma noite gigante em que poderíamos dormir sem fim, que nos tira a ronha de um domingo de manhã e um tempo que agora já não temos.

Dizem que o verdadeiro amor vence obstáculos, derruba barreiras e cria laços sempre mais fortes, este nosso amor venceu as tormentas de um ano atribulado, agarrou-se à felicidade de cada viagem e deu asas ao nosso Xavier.

Xavier que até agora nos juntou ainda mais neste caminho de juntos sermos os seus pais, de o amarmos a cada segundo, de aprendermos a amar-nos ainda mais  agora que somos 2+1.

O Xavier que vale cada suspiro, cada desespero sonâmbulo, cada minuto de sono roubado, cada palavrão a meio da noite, cada kg que engordei e não me quer largar, vale cada minuto que nos rouba só a nós e cada hora que dá a está família de 3 que agora somos.

Passou um mês, ele sorri para ti, conhece a tua voz, ri para mim é pede o meu colo, tem uma música favorita para dormir, grita quando quer comer, cresceu e engordou e deixa para trás roupa que mal vestiu. Passou um mês, e pouco a pouco voltamos às antigas rotinas de uma vida que é agora nova.

Passou um mês desta família de 3. Grata pelo pai que o meu filho escolheu, grata por este filho que a vida me deu. Apaixonada muito, apaixonada pelos dois, mesmo nas noites em que só queria mais que 15 minutos daquele sossego para fazer um soninho a correr.

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14
Jul17

ser mãe, aos olhos dos outros!

Carolina

Assim que nos deixam com um filho no peito, começa a nossa tarefa de ser mãe. Começa também o nosso julgamento pela sociedade, pelas mulheres no geral, principalmente as que nos são mais próximas.

Há três semanas que acredito ser aquela que protege, acalma, aconchega, acredito que sou o prolongamento de 9 meses de quentinho de um bebé que ainda há pouco tempo nada mais conhecia que os sons do meu corpo e o calor da minha barriga. 

Assim que os nossos filhos saem cá para fora, nós mães e pais somos inundados com dicas, concelhos e muitas regras que supostamente faram de nós super mães e vão fazer os nossos filhos uns robots facéis de tratar (ou pelo menos é esse o desejo).

Posso dizer que assim que tive o meu filho nos braços decidi ser um mãe teimosa. Seguir o meu instinto,acreditar que de alguma forma, em qualquer momento vou acabar por encontrar uma solução, encontrar a forma mais correta de fazer as coisas, mesmo que não o consiga na primeira tentativa. 

No primeiro instante que olhei para o meu filho, disse-lhe: a mãe está aqui, vai proteguer-te, cuidar-te, estar a teu lado e dar tudo para que possas ser feliz. Comprometi-me pra uma vida toda.

Logo nos primeiros dias,  ainda que com visitas muito restritas, visto que conseguissemos que os nossos amigos e familía respeitassem a nossa vontade e nos dessem tempo para nos adaptarmos e tempo ao bebé para crescer mais um pouco, e  se proteger de algumas doenças,(situação que agradecemos desde já) recebemos muitos comentários opostos a tudo o que decidos fazer e avessos ao que já estávamos a colocar em prática. 

Não sei a mãe que vou ser aos olhos dos outros, nem o que os outros, que nos dão as famosas dicas podem pensar da mãe que me estou a tornar. 

Sei que sou a mãe teimosa que não quer saber ou ouvir quem diz:  

- deixa-o-o chorar um bocadinho.

- estás a habitua-lo ao colo. 

- não lhe des mama antes de fazer três horas.

- não o acordes para mamar. 

- não deixes que seja ele a controlar tudo.

...

Um bébe depois de passar 9 meses colado à mãe que vamos ser, quando nasce só sabe comunicar pelo choro. O choro que nos chama, que nos pede para estarmos junto a ele, que acalma quando sente que estamos lá, para o seu conforto, para os acompanhar, dar colo, mimo, e todos os dias fazer deles crianças felizes. 

Tenho sido um mãe teimosa, teimosa no que respeita o seu cuidado, respondo aos seus suspiros e iminentes choros, emabalo, canto para ele, deixo que durma horas seguidas no meu peito, dou-lhe de mamar quando ele pede, não o deixo sozinho a chorar em escalada, rumo a um stress que nada bem lhe fará, aa não ser gravar-lhe memórias de quem quando chorava ningúem o ouvia, ninguém chegava até ele.

Acredito um pouco no nosso pediatra que entre outras coisas, nos recomendou para as colicas, dar colo, muito colo. 

Sou esta mãe que quase fica de coração partido quando o ouve chorar sem parar depois de ter tentado todos os carinhos, embalos e colo, e só quer ter a certeza de que ele está bem, sou a mãe que canta horas a fio olhando para os seus olhos que lutam entre o despertar e o dormir. Sou uma mãe que tem dias que nada mais faz que estar com a mama de fora pronta para o alimentar, para o deixar mais calmo antes de adormecer. 

Acredito que teremos tempo de criar as nossas rotinas, e as dele, assim que mais adpatado a este mundo, onde chegou ainda antes do tempo, se sentir. Acredito que esse tempo não é agora.

Teremos tempo para regras, costumes e boa educação e para scriar um filho independente, afinal crianças capazes de decidir, expermientar, fazer e querer ir mais além, são crianças felizes, acarinhadas, seguras e certas do seu porto de abrigo, e não crianças sós, que choraram na solidão de um berço que supostamente as ensinou  a estarem sozinhas. 

Não tive um filho para ele estar sozinho, se sentir sozinho e triste, mas sim para que queira descobrir o mundo com a certeza de quem tem por perto. 

Mães, avós, tias, primas, sogras, amigas que com os vossos filhos tudo fizeram para chorarem sozinhos até dormir, só mamassem ao cair de 3 horas, ou que seguiram planos de revistas cor de rosa que ensinam os bébes a dormir, respeito, mas escolho para o meu bébe o mimo, o colo, o aconchego, a resposta imediata, o meu corpo junto ao dele, mesmo que podre de sono, ou em desespero. É a mãe que quero ser. 

Sem dramas, sem fundamentalismo, sem regras inflexiveis e com carinho, seguimos cá em casa com a atitude que nos parece mais ajustada a nós e ao nosso bebé.

Somos todas diferentes, os nossos filhos também, em acredito que posso criar um bébe feliz, mesmo que seja feliz só na maioria das vezes. 

ser mãe aos olhos dos outros é agora o que menos importa, ser a mãe dele, ganhou toda a minha atenção...

 

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01
Jul17

oficialmente mãe!

Carolina

A minha casa cheira a leite, eu cheiro a leite, a minha vida cheira a ti. 

Desde que chegámos da maternidade que de todas as vezes que penso em escrever algo, acontecem coisas mais importantes que qualquer outro acontecimento do universo. 

Alimentar-te, mudar-te a fralda, dormir um bocadinho, tomar um banho.... Mesmo que muitas vezes essas coisas se resumam  ainda e só ao olhar infinitamente para ti. 

 

Sou oficialmente mãe há uma semana. 

Assim que  te chegaram a mim, com a minha cabeça entre as mãos do teu pai, fixei naquele momento cada traço do teu rosto, ainda coberto de todas as minhas entranhas, o beijo que te dei, o toque da tua pele e qualquer coisa que não se explica muito bem. 

O nosso filho chega à nossa vida...

 

O teu primeiro choro gravado na minha cabeça, como que parece um grito desenfreado de quem quem quer levar pela frente todo o mundo, é o momento que marca toda uma existência, onde passa a existir o antes de ti e todo um inimaginável depois de ti.

 

Tanto amor e tantas incertezas juntas, ficas ali junto a mim, mal me olhas ainda, mas já me cheiras, procuras e agarras a minha mama, entre o não saber o que fazer, parece que afinal eu e tu juntos sabemos como é, num instante estamos juntos, como qualquer outra fêmea a alimentar, cuidar e proteger a sua cria, tu mais protegido, eu mais embevecida e certa do meu novo papel.

 

Desse momento até hoje não consigo contar as horas de colo, as fraldas, os banhos, os nervos, o cansaço, os embalos em que quase adormeço antes de ti, o sono, as perguntas que faço, os se´s, a quantidade de coisas que consigo fazer contigo ao colo e só com uma mão, e as vezes que questiono: como será. 

 

 

Já chorei a cantar para ti, chorei abraçada ao teu pai, chorei a ouvir música, chorei por tudo e por nada. Já sorri tanto a cantar para ti,  sorri abraçada ao teu pai, a ouvir música, sorrri por tudo e por nada. 

Diz que as hormonas são assim, lixadas, como a minha barriga, as estrias, a cicatriz , e todas as coisas em que quando tenho algum tempo vou pensando, coisas que passo a passo irei tratar. 

 

Com abertas e tempestades, estamos a escrever o presente contigo filho, tu a cresceres a cada dia, nós a aprendermos a ser os teus pais.

 

Estes dias são nossos, o mimo, o cheiro, a descoberta e as provações de receber e dar graças pelo filho que fez de mim mãe, e todo um caminho novo para fazer.

Dias para escrever uma história de família, a nossa família de três, onde eu já sou oficialmente a mãe. 

 

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 o melhor bébé do mundo, cabe no meu colo!

 

 

 

15
Jun17

ai coitadinha!!!

Carolina

Durante a gravidez ouvimos tantas coisas, teorias, ideias, opiniões. 

Aprendemos a filtrar, tentamos, nem que sempre seja possível. Como em qualquer contexto, cada um gere, aceita ou arruma estas coisas como consegue ou quer. 

Uma das muitas expressões que tenho ouvido, que normalmente se juntam aos olhares e comentários sobre o tamanho da minha barriga é:  ai Coitadinha!!

- Coitadinha porque vai fazer tanto calor. 

- Coitadinha porque já está muito calor. 

- Coitadinha porque já não deve ter posição. 

- Coitadinha porque dormir é tão mau.

- Coitadinha porque se ele é grande o parto vai ser tão difícil.

...

(Coitadinha, basicamente porque sim...)

Confesso que odeio a expressão, grávida ou não, o coitadinha é depreciativo, coloca as pessoas num estado que nem consigo descrever sequer.

Confesso ainda que tenho muitas vezes vontade de responder e fazer uma versão bem mais interessante do coitadinha, em jeito de paródia, porque em qualquer contexto, com qualquer das limitações lógicas da gravidez, nunca me sinto coitadinha. 

Mas apetece dizer, ás pessoas que não sabem o que dizer, e que do nada soltam uma coitadinha só porque acham fofinho, que se quiserem que seja coitadinha, em vez de pensarem na minha barriga, no calor, no meu parto, ou no tempo em que com felicidade, tranquilidade e amor carrego o meu filho, pensarem em:

- coitadinha, cada vez que quer comer sushi tem de pensar com antecedência, escolher bem o local para garantir a qualidade do sítio e pagar o triplo do habitual, 

- coitadinha, com este calor sonha com imperiais frescas, que pode beber de penálti, numa esplanada fantástica, num fim de tarde qualquer (escusam de pensar em cerveja sem álcool, não é a mesma coisa nem perto nem longe, é ingerir calorias em vão)

- coitadinha, que olha para o vinho branco e o imagina fresco, num copo alto, a acompanhar um peixe e uma salada num restaurante de praia qualquer (nem vou voltar a falar do vinho, que me apetece beber até sentir aquela leveza próxima do embriagado, coisa que não acontece desde novembro, numa noite entre amigos e por acaso a acompanhar um bom sushi que comi sem culpas, falemos só da salada, que é um filme comer salada fora de casa).

- coitadinha levou o inverno todo se comer requeijão, (sabem lá o que gosto de requeijão) mousse de chocolate, entre outras coisas.

- coitadinha, que não pode fazer burpees, dar saltos, andar de bicicleta ou ir a aulas de ginásio com impacto, mas também quem é que gosta destas coisas, ainda para mais grávida, bahhh.

- coitadinha porque já custa chegar à pia do lava loiça, esta de certo não imaginam, ou se imaginam pensam, há sempre a máquina de lavar. 

- coitadinha que a roupa de grávida é horrível.

- coitadinha que deve ter gases, fome horrorosa, o cabelo parece um ninho, as hormonas todas aos saltos, mas mesmo assim está tão bonita, com aquele brilho de grávida... 

- coitadinha que não pode correr na praia ou mandar-se de chapa para a água, embora quando entre nela faça chapa na mesma. 

- coitadinha que cancelou as férias de papo para o ar, ou simplesmente não visita os pais ao fim de semana porque é perigosa a viagem.

 

- coitadinha porque ninguém entende o que lhe passa na cabeça quando alguém lhe diz que é uma coitadinha...

- coitadinha porque vai trazer uma vida no mundo, e gorda, magra, com vontades, com saudades, está serena, rodeada de carinho, segue feliz . 

 

e podia continuar...

Gravidez não é doença, mas conheço quem passa muito mal, e tem gravidezes complicadas do ponto de vista da saúde física ou psicológica, mas nunca olho para elas como coitadas. Vivem uma fase da vida, que devia ser boa, limitadas em grande parte e acabam por estoicamente todos os dias lutarem para levarem as suas gravidezes o mais longe possível. Acredito que precisem de ajuda, compreensão e companhia muitas vezes, mais que ouvir as pessoas dizer, ou tipico "ai coitada", ou outra expressão triste qualquer.

Quanto ao resto costumo dizer, o calor dos ananases acontece todos os verões e temos de aguentar, sabemos ainda que há coisas que não se podem fazer, mas a sociedade que muitas vezes espera que as mulheres grávidas sejam super mulheres, que não precisam de prioridades em filas, ajudas e podem continuar a ser e fazer tudo, está repleta das mesmas pessoas, que quando vêm as mulheres a fazer tudo o que podem, ajustado claro à sua condição , que verbalizam o coitadinha de pena como o que têm para lhe dizer...

 

Seria coitada talvez, se não tivesse o que comer, o que vestir, se não tivesse saúde, uma casa, família e amor.

Sinto saudades de muitas coisas, não o nego, aceito, vivo outra fase e com a prioridades ordenadas de uma outra forma, sigo certa que fiz o que devia ter feito para ver o meu filho chegar bem, mas tenho as minhas vontades, coisas de que sinto falta, não esqueço que em mim está ele e estou eu. 

 

Pessoas fofinhas, às vezes o melhor é não dizer nada, se não sabem o que dizer,  se sabem e acham e vem lá um coitadinha, podem sempre guardar para dentro, uma grávida muitas vezes não quer mesmo saber o que pensam, se o que pensam passa por ser coitada.

Coitados dos que não param muitas vezes para pensar antes de dizerem coisas assim...

 

 

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