Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Passa Por Lá

Passa Por Lá

06
Nov06

o doce do esquecimento

Carolina
Andamos por aí a escutar as lembranças, a deitarmos janela fora a miragem do que passou com elas e do tanto que ainda assim elas nos trazem... diz alguém que ando por aí a partir as paredes e os telhados de tantos que no leito não encontram paz, ou melhor não se encontram, pois teem tudo, menos o que procuram...
Andamos por aí assim, tu além, muito além de mim, foges a cada passada de distancia que o tempo traz, esqueces tudo, porque afinal dentro de ti pouco deve haver para se lembrar.
Continuas por aí, como sempre, sim, sempre o mesmo sorriso, o mesmo jeito de pegar no copo, o mesmo estilo, a mesma presença apagada para tantas belezas, a mesma presença que se acende quando alguém se ousa a aproximar. Continuas assim, não confias no que és e por isso dás-te a quem te vai querendo e não a quem tu queres, continuas assim, incapaz de assumir que és mais que estilo, mais que camisas, mais que olhares, que és mais que esse tu banal, igual a tantos outros, continuas assim incapaz de sair da noite escura e claro das paredes.
Eu continuo por aí partindo e estrangando uma ou outra estátua dupla de coisas que julgam ser um par, continuo assim, gritando na minha independência, e cada vez mais lutando por ela.
Continuo aqui, igual, continuo a ser o doce esquecimento que de quando em vez o teu corpo te ajuda a recordar, o doce esquecimento que vive, que ri, que vai sendo doce na vida que tem, que escolhe e que vive mesmo, não só entre paredes, mas no mundo...
Agitada, parada, triste, contentente, eu, o eu que sente, sente também, que não pará de viver, que existe para além do que te dá, e do que sempre vai dando,mas que respeita...cada pedaço de cada alguem que passa pelo seu colo, que dá o que é, entre o mimo, o afecto e claro a amizade, sim, esta, que não tem de ser só noite escura, que existe aqui a acolá, sempre que alguem chama por um ombro...
Continuas aí e descobri que é somente isso...porque mais não queres, nunca quiseste, poque mais não sabes dar, porque talvez o possas dar alguém... ou talvez não, não sei...talvez...
Continuo aqui, doce como esse esquecimento onde sempre me guardas, porque afinal, não me conseguirás esquecer...presunção??!! não, sabemos que não, é a realidade do quente que sempre se guarda... do quente e doce, como eu um dia fui, (ou num dia sou), e claro como o teu doce esquecimento!

Sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2011
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2010
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2009
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2008
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2007
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2006
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D