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Passa Por Lá

Passa Por Lá

11
Jun08

como sou?

Carolina
Sou como?
Que ando a fazer com os meus passos, e com os abraços das minhas desventuras?
Para onde vou afinal, onde vou parar, se é que vou parar?
Perguntas, questões e se bem sei como sou, ou não, não se encontram respostas e afirmações para nelas encaixarem.
Estou às voltas como sempre, estou de volta a angustia que sou, ao sopro nos olhos que tão velozmente faz a lágrima cair, estou de volta à solidão das insónias e aos pensamentos inseguros.
Nunca me apercebo como se chega a um barco assim ,mas nas voltas que dou, entrou sempre num casco semelhante, sou atraida para embracar, embarco e depois afogo-me.
Afogo-me nas palavras que não digo, nas letras que escrevo, nos sonho que não concreyizo e nas estradas que não percorro. Fico parada no braco que me leva de certo a um destino em tudo igual ao que não sei mudar, e ainda ao que me enfraquece.
Sou como? Agora como sou eu?
Onde ficou todo o orgulho e audicia, onde fico todo o brilho, onde está cada pedaço daquela força que vem, e vem e sempre vinha de um lado qualquer por mais que pequeno que ele fosse. Não descubro bosques encantados nos pantanos que teimo em percorrer, não descubro flores a nascerm nem ar fresco. O calor terrifico de carne seca mistura-se com nevoeio, e eu nele, sou mais um D. sebastião que nunca se acha, sempre se perde mais, para sempre, na eternidade nada serena de um tempo que devia ser meu, e que vivo na angustia de não ser suficiente eu, dentro dele.
Não sei como sou, não agora, não sei o que fazer com o que resta de mim, nas voltas todas, procura não saber, não sentir, e acima de tudo procuro que não doa; a angustia já me traz dor que chegue, e já me mostra como é ser sobremesa num mundo cheio de pratos principais.
Não sei como vou ser, impossivel, improvavel, melhor assim...não sei se volto a voar, não sei se desisto já, ou se continue, prolongada a ser a espera...
Não sei...
Ser como sou, vale a pena?
Se não vale agora, por certo ha-de valer, não quero deixar de acreditar que um dia a minha existência se resuma a uma linha onde se leia, Foi quem nunca valeu a pena....

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