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Passa Por Lá

Passa Por Lá

14
Abr06

As flores de plástico não morrem.

Carolina
 
As flores de plástico não morrem, não secam, não murcham.
Mas também não cheiram, não respiram, não pedem de beber, não vivem.

As flores de plástico serão eternas? Não sei, ao eterno não se responde. 
As flores de plástico, são assim plástico, podes tê-las onde quiseres, levá-las contigo, elas não mudam, não desabrocham, não ganham, mas também não perdem. 

São simples demais, ou talvez complexas, um misto de beleza duradoura, ânsia do seu eterno esplendor, com o pó que fica sobre elas!
- Se olhares sempre para elas, não ficarás cansado?
- Se elas forem sempre plástico, não deixaram de ser flores para ser mero objecto de adorno de outra beleza qualquer? 

As flores de plástico, lembram-me um "Tu" que conheço, mora e vive por aí.  Um tu que nunca vai a lado nenhum, um tu  nunca perco, mas Também nunca o tenho...
Ás vezes o meu eu cruza-se com ele, é perfeito e rápido, olhamos para o que é, que ali fica, e não passa dali, como o plástico das flores que não morrem. Pelo menos até ao dia em que as tiramos do seu lugar, se partem, as colocamos no armário ou até mesmo no lixo.

Depois, olho pela janela e vejo flores, muitas flores em todos os lugares, por ali e por aqui, e  também por lá. Sinto cheiros doces e muito fortes, brisas florais que o vento traz, vejo flores, frágeis ao toque, leves e frescas,, vivas, esqueço o plástico, e gira a vida em ciclo normal, a das flores e a minha.
Entre a dinâmica dos dias e a simplicidade das lembranças, há flores a nascer.
Como serão as flores daquele lugar, como serias tu, se não me fizesses lembrar as flores de plástico, como serias tu, se olhasse em teus olhos e mostrasse o que eu, realmente vejo, como serias tu, e a tua imagem, não a do presente, mas, aquela que talvez pudesses ser  na ousadia de outro tempo qualquer? 

#PassaPorLá
 
 
 

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