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Passa Por Lá

Passa Por Lá

30
Jan18

Tanta coisa para escrever...

Carolina

Estou há dias a tentar escrever um turbilhão de coisas...

O Xavier começou a comer e adora fruta. 

Voltámos ao Rio de Janeiro pela sexta vez. 

Levámos o Xavier. Foi a sua primeira viagem de avião, a sua primeira vez em tantas coisas.

Fizemos as nossas primeiras férias a 3. 

O Xavier fez sete meses. 

Subimos à Serra da Estrela para ver neve.

O marido ficou doente e fomos visitar uma urgência no interior do país.

Fomos experimentar lugares novos no Rio em em Lisboa. 

Voltei a usar o cérebro num novo desafio profissional, sem deixar para trás o que gosto e quero fazer este ano. 

Tenho os meus projetos a andar. 

Queria escrever sobre estas e outras coisas, mas não consigo. 

Entre tanto para fazer, foi a minha vez de ficar doente. 

Ando a fugir à urgência da cidade e a tentar que o miúdo não seja o próximo a sucumbir a estes vírus de inverno. 

Vamos lá ver se consigo. 

Vamos lá ver se me curo. 

Vamos lá ver se nos entretantos me encho de inspiração, tempo e vontade e alinho melhor os meus apontamentos. 

 

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18
Jan18

Precisamos os 2 calor!

Carolina

Estamos cansados do inverno. 

Já não há parvoíce que aguente este frio.

Num ano em que mal vimos a praia e a nossa ultima viagem foi a Nova York, restam-nos as escapadinhas à Serra da Estrela, para o Xavier poder ficar com os meus pais. Mas como se sabe, lá está frio e há neve por todo o lado. 

Os últimos meses têm sido meses de reviver memórias. Passamos os olhos nas fotos das nossas viagens e revivemos o velho hábito que tínhamos em viajar no inverno.

Recordamos os diferentes países do sudoeste asiático, tão nosso amigo de outubro a novembro, a escapadinha ao Rio por altura do meu aniversário e a nossa lua de mel em jeito de volta ao mundo durante Janeiro e Fevereiro. 

Temos saudades da mochila. Dos sítios manhosos para dormir, das pessoas que conhecemos no caminho, das culturas, das imagens sem fim que guardamos para sempre, dos itens da nossa bucket list que vamos riscando. 

Temos ainda saudades de tempo, tempo para curtir um calorzinho. Tempo no sofá com uma mantinha por mais de dez minutos,tempo num domingo na cama até as 4 da tarde, tempo numa praia ou piscina qualquer. 

Enquanto não chegamos ao calor, continuamos a sonhar com ele. 

Enroscamo-nos nuns abraços apertados, muitas vezes a meio da noite, muitas vezes a três ao som de uma música qualquer que nos faz dançar e nos lembra que o calor agora está também perto de nós, mesmo que às vezes tenhamos muita vontade de o encontrar um pouco mais longe.

Seguimos em busca de sol. Vamos em busca de calor. 

Boas energias e bom tempo, respirar fundo e pedir aos relógios que se demorem quando lá conseguirmos chegar. 

Tudo fica melhor quando seguimos com os olhos e o coração no Verão, mesmo que abracadinhos num sofá velhinho e com as peúgas mais feias do mundo. 

 

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 creditos da foto: goldendays 

08
Jan18

Novo Ano, Balanços e Recomeços!

Carolina

Sou de balanços, normalmente por alturas do meu aniversário penso no ano que passou, no que mudou, nos planos que tinha, no que consegui, do que desisti.

Este ano, foi fácil fazer o balanço, mais duro quando a frio percebo que muitas coisas ficaram para trás apesar de o motivo ser bom. Logo em dezembro acertei agulhas para os meus recomeços, pequenos passos para concretizar as minhas metas, encontrar tempo neste tempo novo em que aprendo a viver com o numero 3 cá de casa para sempre nas nossas vidas. Confiança, vontade e sonhos. Estavam dados os primeiros passos para fazer acontecer. Chega o novo ano e com ele aquela energia de querer recomeçar muitas coisas.

Foco na balança, no ginásio, na organização, em sermos melhor ouvintes, menos chatos e por ai fora. Novo ano e sentimos aquele poder de fazer coisas novas, sentimos aquela força extra de levar para a frente o que não conseguimos fazer até aqui.

O meu ano chegou, imprevisível como a vida, tal qual um baralho de cartas sempre a ser baralhado, eis que mistura tudo. De uma só jogada mistura todas as cartas e lança a confusão.

Diz que assim é a vida. Não bastava ter começado o ano doente, que ainda me estava a colocar por diante mais caminhos, caminhos em que não tinha pensado, caminhos que não tinha pedido.

O novo ano, a mostrar-se como um ano inteiro, cheio de imprevistos, decisões, coisas e pessoas que não conhecíamos, planos que não fizemos e que o universo pode ter alinhado para nós. O ano em que quero fazer coisas novas, minhas, coisas que me fazem mais feliz, onde quero estar com outras pessoas, com projetos cheios de simbolismo, afetos, coloca-me por diante uma secretária, um horário rígido, um plano e metas de entidades e pessoas que desconheço, que me escolhem para nele participar. O ano que me baralha as voltas, quando as minhas voltas pareceriam já alinhadas. Muitas coisas, quer as boas, quer as más, acontecem quando menos esperamos.Obrigam-nos a escolhas, por vezes bem difíceis, obrigam-nos a pensar, a duvidar de nós próprios. Muitas vezes levam-nos para o lado mais facial da balança, por comodismo, por medo. Ainda adoentada, ainda meia tonta com tantas cartas na mesa, para um pouco para pensar, e penso por mim.

Esqueço quem me fala de descontos, reforma, segurança social, ou quem me diz casa, família, tempo, maternidade... Na minha cabeça e dentro de mim, sigo o meu instinto, sigo o caminho que nesta fase da vida me poderá fazer mais feliz.

Recordo-me da sabedoria de quem muito me ensinou na minha vida profissional e que sempre me disse: Quando há dúvidas, não há dúvidas. Assim sendo, vamos lá alinhar as minhas cartas, focar no caminho que quero fazer, sonhar alto, dar pequenos passos felizes para concretizar projetos onde estar faça todo o sentido.

Jogo dado de novo, que (re)comece o novo ano! Vamos com tudo e com muita fé. O melhor ainda está para vir .❣

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05
Jan18

6 meses de maminhas de fora...

Carolina

Quando começámos esta aventura, depois do pânico nos primeiros dias em que escondi suplemento das enfermeiras que queriam à força que o desse ao meu filho, não sabiamos bem onde chegaríamos, mas cá estamos,chegámos aos seis meses de amamentação exclusiva.

Acreditem que durante estes meses a minha maior ajuda foi mesmo o meu instinto, mesmo naqueles primeiros dias em que nos passa pela cabeça que não sabemos nada sobre por a mama de fora.

Perdida e com medo comecei logo na maternidade a seguir o que achava certo. Um mamilo invertido e um bico de silicone, algum medo e não ligar muito a enfermeiras chatas, resultaram numa saída tranquila já com leite e sem sintomas da subida.

 

Zero mastites, Zero dor, parecia estar tudo tranquilo.

O meu objetivo seguia a ser o mesmo de quando iniciei esta caminhada, amamentar dia-a-dia, ver onde conseguia chegar. Confesso que senti muita pressão em que tudo corresse bem. Acho que nos nossos dias, existe tanta pressão para amamentar, como já foi forte a ideia que melhor era alimentar bebés com leite artificial, e que existe leites fracos. Uma mãe que não amamenta é hoje um bicho culpado de não ter leite ou não se esforçar, quando nem sempre as coisas são assim ou são fáceis. 

Contínuo a defender que uma mãe tranquila será melhor mãe, seja a dar mama ou biberon.

Nas primeiras semanas, acho que devido ao trauma da maternidade, pesar o Xavier significava ter um ataque de nervos. Um pediatra desdramatizador e a confiança que fui ganhando a amamentar em livre demandada fizeram o resto. Houve semanas de pouco aumento de peso, o Xavier gostava de mamar rápido e não engordava tanto apesar de mamar mais vezes. Mas mês a mês o seu desenvolvimento estava dentro da média e eu comecei a ficar mais tranquila. O pediatra dizia:fique orgulhosa do que está a fazer e não ligue ao que os outros dizem. 

Estar em casa permitiu-me chegar aos 5 meses e continuar a alimentar o Xavier só com o meu leite. Ao longo deste tempo ficou mais fácil por as maminhas de fora em qualquer lugar, o Xavier entretanto deixou de gostar de estar tapado e não houve fralda, pano ou avental de amamentação que ele quisesse, nada a fazer a não ser ficar tranquila e confortável com a amamentação, (esquecer as mamas flácidas e gigantes) sem reservas ou vergonhas.

Em casa, maminha de fora foi dress code muitas vezes. Amamentar tornou-se cada vez mais normal.

Até que sem explicação, entre o quinto e o sexto mês tudo se complicou, o Xavier descobriu que existia um bico de silicone que se podia tirar e resolveu brincar com ele, e à força toda quis mamar sem ele. Foram 5 dias horríveis, mais alguns menos bons que coincidiram com o meu ciclo menstrual onde por norma tenho menos leite.

Mas o mais grave e desolador, era ver que ele não sabia pegar no meu peito sem o bico e a última mamada do dia era terrível para mim e para ele. Ele queria mamar e não sabia e tentava e irritava-se, eu só de pensar que isso voltaria a acontecer entrava em stress. Durante a noite colocava o bico e ele lá se ia enganando, mas antes era desesperante.

Valeu o Stock do leite congelado, a bomba e o pai em casa. Muita paciência e uma nova rotina mais trabalhosa. Depois de o por na mama, ele nada satisfeito chorava e lá ia o pai com o biberon enquanto eu tirava leite. Pouco a pouco depois de muitos nervos e numa das vezes bem perto de desespero e de ter pensado em ir à farmácia comprar uma lata de leite, o Xavier aprendeu teimosamente a mamar, eu senti as dores nos mamilos que não tinha sentido no início da amamentação, tivemos os dois dias menos bons.

 

Passaram. Voltámos ao normal. O Xavier voltou a mamar tranquilo e sem bicos de silicone, sem fome e sem choro. Assim chegamos aos seis meses. Preparamos os agora a entrada no mundo dos sólidos, ando agora em busca de bons babetes para minimizar os danos normais.

Sigo sem expactativas, dia-a-dia, amamentar até quando nos fizer sentido e for compatível com a nossa rotina. Sem pressões, cobranças ou muitos planos. Confesso que me sinto feliz por ter chegado até aqui e por ter conseguido fazer algo que nas primeiras horas depois do Xavier ter nascido era ainda uma incerteza.

Nem sempre maravilhoso, fácil, muitas vezes controlador do nosso tempo e independência e alguns desejos, acabou por fazer sentido até agora. Daqui po diante todo um novo caminho, maminhas de fora, comida, as duas coisas, outra qualquer, vamos ver como corre! Vou seguindo o meu instinto com a certeza que vai correr tudo  bem.

 

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