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Passa Por Lá

Passa Por Lá

29
Mai17

Baby cenas Fofinhas!

Carolina

Isto de ser mãe em compasso de espera têm as suas coisas. Boas por sinal e muitas.

Em modo de festa com as amigas antes de ter a cria nos braços (imaginando remotamente quando é que vamos poder voltar a festas... ) ontem foi dia de festa mesmo. 

Casa cheia e tudo tratado pela madrinha do meu fanico. 

E eu estava gigante, como temm sido habitual, mas tão tão feliz que no meio de tanta adrenalina, já com a casa vazia as 9 da noite depois um banho desceu sobre mim o maior dos cansaços que alguma vez senti desde que estou grávida. Tive a certeza que era um cansaço feliz, visto que o pai da criança dizia o mesmo enquanto me massajava as pernas. 

O meu coração adormeceu em festa, como a casa cheia de detalhes a lembrar a decoração do BabyShower mais lindo que podia ter tido. 

O quarto do baby ficou repleto de fofices.

Não sei se é da gravidez, mas acho que até eu, pedra dura e mau feitio, me enchi de lamechices, e fico meia emocionada e super feliz com todos os gestos de amor. 

Foi uma tarde linda, rodeada de pessoas fofinhas, mimos e outras grávidas. 

Presentinhos, mensagens das amigas de sempre que estão longe e estiveram no meu coração, conversa boa, fotos para mais tarde recordar e a mesa mais linda dos sonhos dos babyshowers todos deste mundo. 

Por perto da Madrinha do Xavier, que estava ali ao meu lado a preparar tudo, tal qual como esteve no dia em que descobri que estava grávida e ouvimos o coração do fanico juntas, pela primeira vez, ainda sem sabermos se se aguentava cá dentro.

Grata, muito grata, acordei agradecida e com vontade de agradecer por tudo e a esta vida que me tem ensinado, com medos e sem medos a ser cada vez mais feliz!

 

Cake, cookies and cupcakes by Madly Cakes!

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19
Mai17

barriga!

Carolina

O tempo está a passar, estas duas últimas semanas foram em modo gigantes para ti meu fanico e para a minha barriga também.

Já custa passar o corpo em alguma roupa, já custa repetir durante muito tempo a mesma posição, as minhas costelas não são as maiores fãs dos teus pés, mas é tão bom ter-te perto do meu coração. 

Sinto-me algures entre uma baleia e um cachalote, que vê a barriga crescer a cada dia, sem parar... mas sem parar mesmo.

Às vezes enervada quando tento fazer algo e já não posso, reclamo um bocadinho com a criança, aliás com a barriga, e ficamos ali num diálogo estranho que termina com um: mas eu gosto muito de ti, ouviste, mas isto de ser ainda maior não é fácil.

Entre o pior da sensação de estar permanentemente a crescer e o melhor de saber que o meu pinguím cresce também, prepararo-me  para toda a montanha russa que aí vem, preparamos a casa e continuo a esperar crescer mais. 

Entre um desabafo de lontra e outro, tenho o teu pai, agarrado à nossa barriga e a dizer nostálgico- "que saudades que vou ter desta barriga, gosto tanto de te ver grávida". enquanto passeia as mãos em ti para cima e para baixo, e eu suspiro.

( na minha cabeça há imagens de socos meus no pai)

Como pode ter saudades de mim gigante!!?

Entre as minhas trombinhas e o meu ar de arreliada, lá deixo escapar um sorriso depois da birra, entendendo que isto de ser uma baleia têm os seus encantos, quando é vida que temos a crescer dentro de nós (iteralmete dentro de nós)!

Há uma barriga gigante cá em casa. 

Esta barriga é minha, esta barriga sou eu. 

Há amor nesta barriga!

 

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11
Mai17

mum to be!

Carolina

Não me recordo ao certo de há quantos dias não uso saltos, mas por certo para cima de duzentos!

Somos felizes de chinelos, ténis ou descalsos, mesmo quando os meus calcanhares doem um pouco. 

Não sei como será sair em cima de uns tacões algum dia destes, lá na frente, no futuro! 

 

Conforta-me que a roupa se mantém na sua generalidade, sendo que alguma está encostada no canto no armário á espera de dias de menor barriga para ser usada outra vez! 

Conforta-me ainda ter gasto muito pouco com roupa pré-mama ao longo destes dias, entre tantas coisas não engraçadas, lá se encontra uma coisa ou outra bonitinha!

Entre todo o stress, a notícia,o sangramento, a placenta e uma medicação anterior, seguimos um dia de cada vez e continuamos grávidos, e eu à espera de ser efectivamente mãe. 

 

Já tivemos a fase das borbulhas, passou rápido, a pele lá habituou rapidamente a mais um habitante no mesmo corpo. 

A azia que tardou a aparecer e que vai e volta, e não chateeia muito. 

Arrotos e gases, há meses que nos perseguem, e não ninguém nos avisou que era assim, mas nós habituamo-nos e lá vamos percebendo que a digestão baixou de velocidade, e o metabolismo também.

Estrias, sete meses até aparecerem e como eram esperadas, ali ficaram a olhar para o espelho, porque de outra forma também não as vejo. Não houve creme ou oléo recomendado e caro que não tivessemos posto e elas vieram na mesma, acompanhadas de alguns kgs e pouca vontade de beber água. 

Cabelo estranho, que não encaracola como antes, que nasce em pontas finas por todo o lado, é o pão nosso de todos dos dias, salvé algumas idas ao cabeleireiro para lhe dar um ar mais bonitinho. 

As gengivas estão frageís e as unhas oscilam entre duras e resistentes e pedaços de papel. 

  

Deixei de contar as idas nocturnas à casa de banho, creio que se ajudam a ajustar o relógio para o resto das noites de uma vida, que não tardam vão começar. Lá vou eu muitas vezes ás escuras e sem abrir os olhos, sorte a de já conhecer bem o caminho. 

A fome reside em nós, uns dias mais intensa outros não, resta-me a felicidade de não sofrer de retenção de liquidos e ser menos uma preocupação. Nada de inchar nem nos dias de primavera que lembram os verões e calor que amadura ananáses.

Os exercicos de kegel, os dias em que esquecemos de os fazer, a importância de preservar a bexiga e os cuidados com os alimentos e as comidas fora de casa... o sushi que não tenho comido e o vinho que tanto me custou deixar de beber, mesmo que só ao fim de semana. 

E a celulite, meu deus, de onde apareceu tanta pele mole, como em meses podemos ficar assim, parece que tudo o que era duro está agora banbo preparando o corpo para uma chegada, deixando as suas marcas aqui e ali, em pequenos buraquinhos onde muito poucos cremes podemos colocar. E pensar que ainda não comecei a andar como uma mãe pata...

Acrescentar o parto, seria uma hipótese,mas nunca passei por nenhum, fica a incerteza e a imaginação do que será!

Esta lista de pequenas coisas, transformações ou mudanças que ao longo dos meses foram fazendo parte dos dias, podia continuar por mais algumas linhas. Quando ouvimos falar da gravidez, muitas vezes ficamos agarrados ao brilho, á beleza natural de uma mãe que ajusta o seu corpo para receber um outro ser e esquecemos as provações que se passam fisica e psicologicamente até que a criança nasça. 

Não discuto se é bom ou mau, acredito que cada gravidez é diferente, acredito que gostar ou não de estar grávida em nada vai influênciar a capacidade de um mulher ser boa mãe. 

Sei que há coisas que deixamos de fazer e sentimos saudades, sei que há outras que queriamos ser capazes de fazer e o peso, a barriga não deixam, sei que há privilegios e muitas vezes os holofotes do mimo e de toda a atenção se viram para nós. Sei que há quem finga não nos ver nas filas e ache que estamos só com um crise de gases ou com alergi ao glutém.

Sei que entre tantas e tantas coisas que acontecem entre o corpo e cabeça, existem as coisas que a fisiologia não explica, existe um coração que palpita a cada pontapé, uma respiração anciosa a cada preocupação, uma amor que não tem medidas.

Sei que os sentimentos estão ali lado a lado com um corpo que tem outro lá dentro, seguindo a lógica de sermos todas diferentes e de ser uma caminhada que não se escolhendo na maior parte das vezes cada possível futura mãe faz de uma forma única. 

eu reclamo, eu adoro, eu respiro fundo, eu faço o que posso, eu falo com o meu filho, ouvimos a mesma música todos os dias,eu faço este caminho, sem seguir livros, mapas ou dicas milagrosas, sem saber o que está mesmo certo, estou quase a chegar ao fim, certa que o fiz como foi possível e na minha maneira, sigo muito calma e um pouco orgulhosa por isso. 

Não há formúlas ou equações resolvidas para nenhuma fase da vida. Há o que temos, tudo o que subtraímos para poder juntar de novo, as sementes que multiplicamos para um dia dividir. 

Na gravidez continua a ser assim! 

Um grupo de pintas que se alinham ao acaso mas certas do seu maior sentido!

 

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07
Mai17

Meu amor!

Carolina

 

Ainda não nasceste e já fizeste de mim algo que não era. 

Entrastes dentro de mim e de todo o meu mundo e foste fazendo de mim alguém melhor. 

Transformar e fazer crescer, poderes que vais aumentando, partilhando comigo na tua primeira casa, nos nossos primeiros encontros. 

 

Meu amor,  estou à tua espera.

Quero que encontres o mundo, que e saibas que ele também é todo teu.

A mãe quer que sejas tu, que sejas livre, justo e feliz. A mãe quer que possas escolher o teu caminho, mesmo que muitas vezes o tenhas que recomeçar, quer que penses por ti, que digas o que te faz sentido e sigas os teus ideais, o que te parece certo. Mesmo que a vida mais dura te mostre que ás vezes isso tem um preço. 

Em cada ato de liberdade teu, meu amor, quero que saibas enfrentar o que vem depois, com a mesma fé na vida, fiel a ti e capaz de seguir em frente com tudo o que o estiver por vir. 

Filho que saibas ser á tua maneira, que sejas feliz de uma maneira qualquer. 

Amor da mãe, que em cada confronto, obstáculo ou dificuldade não deixes de ser quem és; deixa que a vida te mostre que quase tudo acontece no tempo certo, tal como tu fizeste comigo. 

  

Meu amor, ainda nem nasceste e já fizeste de mim o melhor que fui até hoje.

Invadiu-me uma felicidade tranquila, onde passo a passo vamos encaxaindo a tua chegada, preparando o meu colo, a nossa casa e esperando o inesperado de todos os dias, o que ainda não conheço.

Rebolo-me contigo e passeio por aí cheia de uma alegria feliz e aprendendo que há alturas em que nada, mas mesmo mais nada interessa.

 

Meu amor, ainda não nasceste e já sou tão tua mãe, já é tão grande o teu espaço neste mundo nosso. 

 

Obrigada Filho estou a apreder a ser Mãe contigo, com todo este amor que nasceu ainda antes de ti!

 

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