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Passa Por Lá

Passa Por Lá

28
Jun15

Domingos no terraço!

Carolina

Finalmente a mesa apareceu no terraço, ainda não temos umas cadeiras confortáveis, mas temos onde nos sentar! 
Faz fresco, não precisamos de tv, ouvimos muitas do bairro da picheleira mesmo ali atrás, a da senhora que leva os  dias a virar a roupa que estende aos molhos, está sempre na SIC. Às vezes aviões a chegar interrompem a música que toca, o nosso silêncio frente a frente na mesa de madeira ou a nossa música que toca!

A senhora da roupa espreita na janela entre aberta , estamos a jantar, estou de pijama... Esqueço que estou de pijama, esqueço que alguém mora ali...

A mesa chegou, trouxe o chapéu que a tapa de todos os olhares dos vizinhos de cima, falta a rede e uns cadeirões gigantes...ando a sonhar com eles.

A mesa  que chegou trouxe as tardes aqui ao terraço, a frescura das bebidas que escorrem, do jantar por aqui, do entardecer fresco e da lua que se  vê ali tão em cima do rio! 
Domingos, casa, agora terraço, despretensioso, simples, com vista  para um jardim que ainda não existe, mas tão bom... Para te ouvir, para falar, para trabalhar, para estar por aqui, quando a nossa casa é mesmo na nossa casa e antes de a levarmos connosco para outro lugar nosso qualquer! 

17
Jun15

às vezes não sei o caminho...

Carolina
 às vezes não sei o caminho,
 às vezes não quero saber....

às vezes deixo que o mundo me guie, outras faço  de conta que estou eu a guiá-lo, como e caminhasse dona de uma certeza absoluta de saber onde vou chegar...

às vezes deixo que me guies...
às vezes não importa o caminho a seguir, o caminho que escolhemos, às vezes a sua escolha é vertiginosamente o mais importante...


nenhuma luz durante o dia é igual, nenhuma certeza se extingue numa única verdade, nenhum caminho é só um!
09
Jun15

infinitos

Carolina

há qualquer coisa bucólica em tanto verde; 
uma ideia que nos chega para nos levar para a imaginação; as imagens que retivemos de filmes, onde não sentimos os cheiros, mas imaginávamos que fossem exactamente assim... e são.
olhamos e é tudo diferente, é  muito verde, verde a perder de vista num oceano azul  infinito... 
infinitos naturais, onde o tic-tac acelerado da minha vida se perde, ou melhor se encontra com um ritmo novo... 
estou assim, há dois dias meio perdida entre o sons e brisas, entre a bigamia predominante destas duas cores que se deitam constantemente uma com a outra. 

o meu corpo acalma, e começa a repor as horas de sono em falta... os meus pulmões respiram bem abertos, e a minha pele sente, como se pessoas diferentes em mim pudessem simplesmente coexistir... 

adoro infinitos, muitos, mais que um, a sua diferença desmedida, o seu tamanho incerto. o nada que podem ser, quando temos a mania que eles são mais que tudo. 

verde, azul, infinitos a muitos tons...


08
Jun15

um quarto com vista... para um descanso

Carolina
ouve-se o mar. a força das ondas a embater na rocha escura pro vezes parece uma chuva que não para de cair. 
as gaivotas cantam, ou choram, não sei bem, fazem-se sentir, misturaram-se com os sons do vento, de outros pássaros e o mais intenso de todos, o som do mar. 
ao longe a luz de um sol que se põe do outro lado da ilha, e o tempo, o tempo que não pesa, e não se sente. 

voltas na cama, dormir sem despertador, sem estores nas janelas, respirar devagar, correr de manhã, ou nunca, ou de tarde, ou talvez depois. aproveitar o despretensioso lugar com uma infame vista. fazer amor, rir do nada, gargalhar de um tudo que é estúpido, que só lembramos na ausência daquele misto de coisas e informações que deixámos em Lisboa...

respiramos devagar, ouvimos um cão que ladra ao vento que passa... saímos do quarto que também é casa, e lugar para ficar estes dias, olhamos o infinito... tão simples este lugar, tão imensa esta vista, vista para um descanso, um qualquer, simples e merecido. 
encontras um saca rolhas, abres um vinho da ilha, fresco com a brisa da noite que chega... com vista para este descanso vamos bebê-lo. 

olho-te,olho em frente, e penso tão bom este tanto nada para fazer... 


( e peço para a minha sede de energia não o esgote rápido)

01
Jun15

há sempre...

Carolina
há sempre mais tu.
há sempre um lugar diferente, maior, mais escuro, com mais paz, para onde podes ir, quando não te encaixas em lugar nenhum...
hás sempre o teu sofá que te afoga de beijos e abraços, quando não os tens de mais ninguém, o sofá que te embebeda de preguiça e te permite levitar, fugir sem ir a nenhum lugar... e por aí fora...
há sempre as tuas lágrimas a mostrarem que o teu corpo está vivo, e reage...
há sempre as tuas gargalhadas a mostrarem que que o teu corpo, está vivo, e sabe...
há sempre alguém, que, como, ....(um espaço aberto para completares com o que quiseres)
há sempre mais eu
há sempre tanto, e tantos dias, de tanta coisa, e coisa nenhuma
há sempre demasiada confusão no barulho, demasiada confusão no silêncio,
há sempre lugares, viagens, percurso do ar que entra e sai entre ti e mundo, há sempre o espaço, o vazio, a perplexidade do que conseguimos que ele comporte!
há sempre o tu, o teu corpo,  a tua carne, onde toco com vontade, onde o há sentir renasce;
há sempre os sonhos, vontades, mentiras, verdades;
há sempre tão pouco tempo para tudo, e tanto tempo para nada;
há sempre o nós,
e depois de nós pode não ficar o nada, ou pode ficar o eterno que o que há pode ser.
há sempre mais, mais além, mais horizonte, mais saber, mais sentir, mais não querer!


há tanto que podia escrever todas as horas do verbo haver, por vezes a somar, outras a subtrair.

há dias em que deixamos de acreditar no que há, e ainda mais do que pode haver...
mas a memória, conjuga-se no verbo ser para nos  relembrar num toque de midas da nossa existência, do há  de que somos parte...onde tantas e muitas vezes há o medo...

há o mais além,  há o infinito, que nos sossega o medo, do tempo em que não há mais nada!
há o mais além, há o infinito, e às vezes basta!





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