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Passa Por Lá

Passa Por Lá

22
Out14

Detox...

Carolina
Às vezes temos de drenar a vida, fazer um batido e desentoxicar a existência de radicais soltosque nos trazem marasmos, preocupações e nos colocam muros no caminho! 
Às vezes temos de para um pouco, escolher os ingredientes, fazer o batido, degustar e aceitar todos os benefícios que ele nos dá...
Sentar e contemplar que passa, o que passa, o que donos, ordenar cada pedaço, desordenar tudo, beber o detox e recomeçar todas as vezes que for preciso, com muita energia! 

Tempo para pôr as coisas num novo lugar, ou no seu lugar, tempo para recuperar, esperar ou mudar... 
Tempo para o tempo voltar ao lugar, desintoxicarmos o tempo desde quase verão e acolhermos a vir fo outono, com o corpo receptivo só seu melhor, ao nosso!!!






16
Out14

a solidão de nos morrerem coisas vivas!

Carolina
Asolidão de nos morrem coisas vivas é uma treta qualquer, creio que já pareceu emtítulos de livros, frases feitas e cenas, na expressão simples: morreste-me !

Osdias morrem todos dos dias entre o sol e a lua, a nossa alegria vai-se morre noseu auge no improviso de algo que só porque lhe apetece, aparece. 
veme "fode" tudo, ou pelo menos aquele tudo que nos absorvia, que nosmimava e nos fazia sentir os vencedores, mesmo que de pequenas metas...
(estása ver um dia perfeito, e depois tens um furo no pneu, e nenhum amigo para teatender o telefone???, é mais ou menos isso).

Àsvezes acho que a vida é sempre esta merda, ficas sempre a um cm da perfeição,(que a sociedade te exige) para não te esqueceres que há vento, e coisas, ecoisas e coisas para lá de ti. avisa-te que na essência mais só do que és, tensde te recordar sempre que o que ainda agora é já foi, e tens  de estarpreparada para ao já a seguir, sem saber se é bom ou mau. Sinais que não tepodes acomodar a um estar tudo bem, ou bem demais!

Coisasde merda, não avisam, chegam, complicam, incham-nos os olhos, embrulham-nos oestômago embargam-nos o dia... mas depois arrumadas numa gaveta serãoresolvidas.

Ascoisas são de uma solidão menor e por vezes mais simples, pelo menos maissimples que a solidão de coisas com pessoas...

Asolidão de nos morrerem coisas vivas, é um cagalhão do qual nos temos que irlivrando, pouco a pouco, com a serenidade de um tempo que passa, e um amormaior que temos de cultivar pelo que somos, e pelo bem dos que nos queremsempre.

Écomo estar deprimido e começar por ouvir um musica que nos leva ao pranto e adias de olhos inchados, mas que vai melhorando. 
Quandoas coisas vivas escolhem morrer para nós, a dor não é menor, é diferente.constroem-se memorias boas do que foram, do que gostamos delas, do que vivemos,e colocamos cada uma delas, na gaveta das histórias, do lembras-te.... há umaaltura que nos esquecemos da voz, do olhar, do jeito do corpo, e nessa alturasabemos que morreram para os nossos dias, porque voltaram uma e outra vez e nãoestavam iguais, porque deixaram de nos procurar, deixaram de atender otelefone, de querer saber de nós.... escolheram um caminho onde não podemos sermais juntas. 

Istode ser crescido, e isto de ser mulher,  ensinou-me a fazer o luto destasmortes, parvas, tão parvas como a morte de um a familiar, num dia tens umamigo, no outro ele escolheu morrer para ti. (as amigas, são as melhores aescolher morrer-nos). A crueldade que isto encerra, senhor, nunca estamospreparados para a morte, e para estas mortes vivas também não... 
Andamosem luta, perguntamos a nós se fomos nós, o que fizemos, e depois percebemos quenós somos apenas enlutados sem razão. 
Esteluto nem sequer é das relações do domínio do amor carnal, mas daquele amor queachamos que temos e têm por nós, os amigos, a família que escolhemos, aquelesque são ou foram em alguma altura parte do nosso melhor...
Sercrescido, ser mulher, ensina a aceitar... a lembrar e conservar as melhoresmemórias, a manter aquele gostar pelo que as pessoas foram na nossa vida, eaceitar essencialmente que o que são agora. são um  não é nosso, nem donosso interesse, porque para o tempo que partilhámos esse amigo escolheumorrer. Não podemos nós escolher a dor deste luto, porque a vida, os caminhos,a vontade de quem não quer estar, ser ou ficar  não é uma  coisa morta,mas outra forma de vida, nós seguimos a nossa, certos de que os caminhos sãocomo são e serão o que tiverem de ser. 
Otempo passa, deixamos o luto, vivemos mais, o caminho continua, e da solidão denos morrerem coisas vivas, ficam as lembranças, afinal são sempre elas queficam depois da morte. 

Jáagora, só me morreste porque quiseste... 
Jáme esquecia, sou católica e acredito na ressurreição... afinal as vidas sãofeitas de portas abertas para aqueles que querem estar! 





07
Out14

há .... que saberá sempre o que quero dizer....

Carolina
neste tempo em que somos, há uma imensidão que nos pode rodear e toda uma outra que nunca nos chegará... 
conjuntos de coisas e pessoas, que podem ou não ser, perto de nós. 
há o tempo, que corre como uma linha guia de todos, no tic-tac comum, e depois há o todos, o nós, o vazio onde estamos com ele, e o cheio em que muitas  vezes não nos encontramos. 
neste tempo onde somos, há muitas pessoas, as que escolhemos, as que nos escolhem, as que acabaram de chegar, as que partiram sem avisar, as que já foram e nós não percebemos, as que gostamos, e tantas outras... 
podemos escolher as pessoas que queremos, mas elas são livres de ir, há a escolha de partirem, de não nos quererem mais, há as escolhas de ir e deixarem para sempre um bocadinho, porque não partiram de nós mas só do espaço que estava perto... e depois há outras que se esfumam, e nos abandonam sem percebermos porque, sem chegarmos a entender o seu destino ou o tempo certo da sua partida. 
neste tempo onde somos há uma caminho em que aprendemos, sentimos e nos ajustamos em que aprendemos a aceitar os destinos dos outros, aqueles onde não fazemos parte, onde não vamos estar, as escolhas...aceitamos para eles e para nós, sem culpas ou preconceitos e continuamos caminho a fora, com aqueles que vão continuar ou que vão chegar a passar por lá... 
há neste tempo em que existimos, tanto e tantas pessoas, passadas e presentes, a quem só temos de agradecer, seja boa ou má a sua passagem, cumpriu a sua missão, com ou sem distinção, mas cumpriu, mesmo que tenha sido só a missão de passar... há as pessoas com as quais escolhemos ficar que estão a ficar connosco e a que escolhemos para ficarem sempre mesmo depois de irem embora... 
...há depois aquelas pessoas que na distância, no terem ido uma e outra vez,  estejam onde estiverem, estão sempre para nós e nós para elas,  essas são aquelas que olham o perto e o distante de uma forma só, e que passado o tempo que há e o que virá, saberão sempre o que quero dizer... é por essas que este tempo que há, vale sempre a pena, (como valem as) saudades de algumas!




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