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Passa Por Lá

Passa Por Lá

31
Mar14

questão de espaço?!

Carolina
entre a ausência do que quer que seja e todas as coisas, a uma área repleta delas, existe o problema de espaço! 
visual, emotivo, profundo, superficial, bi, tridimensional, único, comum, diferente, meio, teu, nosso, de todos menos de nós, de ninguém, vazio, oco, marcante, horrível, barulhento, silencioso....e por aí adiante.... 
continuaríamos  a descrever espaço que poderíamos observar, ou aquele com que sonhamos, ou nenhum , ou todos... e só o fazemos porque algures no que ele é encontramos a nossa existência, ou então a nossa presença na vida. 
fora dela um espaço maior, sim, costumo chamar maior a tudo o que não conheço, ao que não vejo, ao que nunca vou ver, ao que quero evitar, ao que tenho como certo.... 
fora da vida, fora da terra (nos dois sentidos da palavra) um escuro, ou uma luz, um quase tudo de universo um quase nada de definição de passagem...  
se pensarmos no espaço em que existimos, sabemos que ele acaba para todos os que não são astronautas, numa área atmosférica onde alguma avião que nos leve possa passar... 
conjecturando e analisando esta forma de subir para lá no chão e existir para lá do estado normal em gravidade sobre o nosso corpo, quando andamos de avião, balão, ou qualquer coisa que nos dá asas, vagueamos algures no único céu que sabemos existir- o céu deste planta, o céu que vemos... pintamos nos desenhos da escolha, recolhemos com as lentes das  nossas máquinas e guardamos junto das memórias com aqueles momentos, naquele espaço... 
na vida, no céu que vemos, cabem os que queremos mais, os amores dos dias, os amigos de todo um tempo, os melhores, os idolos, os mais queridos, os desconhecidos, os sorrisos de todos, mesmo aqueles que simpatizamos sem os conhecermos... e devíamos ficar por aqui... 
porque acredito que para lá do céu que vejo, do espaço que ocupo no todo que sou em matéria e em espírito, há espaço para o pior do que somos, para o pior dos outros, os ódios, vícios manias e rancores... longe do céu por onde passamos... há o inferno, porque nada será um inferno maior que deixar de viver... certo certo é que nesse inferno, (do qual não consigo descrever sua área, seu tamanho), pelo que sei, e às vezes pelo que me dizem o que não falta é espaço... tanto que se diz pelo universo que para  lá vão sem hipótese de fugas todos os que deixam de ver este céu...
24
Mar14

Conspiração

Carolina
há qualquer coisa no universo que ultrapassa o nosso simples entendimento. há que lhe chame cenas estranhas, visões, acontecimentos inexplicáveis, e depois há os humanos mais simples, que acham que todas essas coisas são a vida, ou pelo menos parte dela.
Gosto de comparar está falta de entendimento do mais oculto respirar do universo com a simples interpretação que os humanei fazem do olhar um dos outros.
às vestes observo e ouço quem com muita certeza afirma, eu vi, tinha escrito nos olhos, via-se perfeitamente no olhar, não vistes na expressão dos olhos dele!!! e por aí fora. Nestas observações que me roubam algum tempo, sorrio, as vezes percebo,mas vez concordo,mas vezes acho uma palhaçada.... E por aí fora também ...
acredito na linguagem corporal, na força das coisas que não se explicam, nos olhos, mas só em alguns, confesso que nem todos falam... mas alguns sim. acredito na conspiração do universo, na forma como nos diz tanto, quando nos fala com os seus olhos que nós observam... Acredito na sua conspiração mais perfeita para que simplesmente nos encontremos com ele... e no olhar que trocamos quando passamos juntos nos caminhos que escolhemos e nos desvios que guardou só para nós!
Os meus olhos cheios de olheiras, acordaram hoje com a certeza que se vão deitar, há um universo a conspirar para que o veja cada vez melhor!
20
Mar14

(...)

Carolina
o colo era quente, de uma serenidade imensa. 
os dias deixavam de ser dias, só para começarem quando me aninhava ali. os relógios, muitos que tenho, todos adiantados, se acertavam no momento em que aterrava nele. 
o tempo mudava de tempo e o tudo ganhava ou perdia cor, para que se alinhasse no quente do colo que passava a ser a maior de todas as presenças. 
regaço de quem acorda de manhã e dá graças pelo que tem, afago de quem sabe que só se pede o amor, depois de se amar com a intensidade de um colo quente. 

embalada tantas vezes no melhor dos colos, enrolada no tic-tac que conheço de cor, e que acho sempre que vai tão depressa, mesmo mais depressa que o tempo, como se a vida fosse sempre um passo à frente. 
sonos dormitantes perdi-lhes a conta, por serem a simplicidade mais simples do que pode ser afinal de contas a própria da felicidade. 

e o colo quente  e com a sua serenidade imensa... sem avisar abriu os braços, estrondo, suspiro quase grito, dor, e dou conta da violência de um corpo embalado, que sem esperar caiu no chão... o meu !

17
Mar14

Abraço

Carolina
são enormes, mas nunca os medi,
ás vezes são o único lugar do mundo que conheço, o único lugar do mundo que me abriga do outro mundo.
os teus braços são a certeza que nunca me faltará força, casa ou aquele silêncio que tanto precisamos para seguirmos em frente. juntos no peito que delimitam são aquele quente, enorme, meloso e gigante abraço, onde me encaixo com os meus lugares, a minha bagagem, as minhas viagens, os meus medos, as minhas palavras, as minhas leituras. há lugares onde passar não conta por nunca querermos partir, onde passar não vale, porque podemos levá-los pegados ao que somos, o teu abraço é um  lugar assim...
12
Mar14

divagações sobre o amor

Carolina
o amor é parvo, 
pateta e torto, parecido com uma lata de tomates pelados de tão vermelho que é. 
o amor é um pimento assado e quente, 
que se separa da casca depois de tanto suar.
é um estúpido rapaz e uma mimada rapariga. 
o amor não existe, 
não se vê, não tem linha que se traça ou destino que se encontre; 
o amor é enorme
com as baleias e as pessoas altas e obesas; 
como tudo o que está para lá do mundo; 
o amor é às cores como uma montra de uma loja de verniz para as unhas 
e uma primavera de cores; 
o amor é calçar ténis sem ser ao fim de semana, 
e calçar uns stilettos para acompanhar a roupa interior.
o amor é um cão, 
ladra de encantos, abana o rabo de feliz, 
uiva de dor e magoa nas ruas da amargura; 
o amor é um cena estranha, 
uma cena sem filme, ou um filme sem cenas; 
o amor é uma girafa de cabeça no ar e uma avestruz de cabeça na areia;
é um puta que se dá por dinheiro e uma virgem que se dá por encantamento; 
é uma força, uma doença, um suspiro, um gemido; 
o amor é o perfeito silêncio, aquele que não incomoda quando se partilha, 
é o olhar, ultrapassa em larga escala a sua conjugação falada em verbo, 
é muita mais que o som da acção que promove; 
o amor é um bom dia, 
 e é um dia bom, 
é quase sempre um quase, e quase nunca um nada. 
o amor pode ser tudo o que quiseres e ainda o que não tens, 
pode ser o mais imperfeito dos caminhos 
a mais sinuosa estrada, o mais perfeito ideal 
e de certeza que no final de contas não é nada disto! 
05
Mar14

carnaval, de Torres!

Carolina
o que pode levar muitos adultos a mascararem-se durante três dias seguidos?
o que pode levar parte desses adultos homens a mascarar-se de mulheres?
o que pode levar ruas a encher com musica louca e pessoas que deixam de ter idade, sexo ou cor, a foliar até muitas horas depois da polícia mandar desligar o som das ruas?
o que leva as pessoas a apanhar chuva e frio para dançar livremente mascaradas de outra coisa qualquer, como se estivessem no verão e lindas de morrer?
o que leva as pessoas a não ter vergonha, a tratarem-se por tu, a dançarem agarraras a desconhecidos e não se lembrarem como chegaram a casa?
atrevo-me a dizer que a mesma loucura que põe os adultos a comer doces como crianças... deve haver outras, mas como estou meia ressacada, apetece-me muito devorar doses industriais de chocolate, só imagináveis, na cabeça de uma criança...
não sou totalmente torriense, mas uma das primeiras costelas que adquiri foi a de carnavalesca, talvez a tenha mantido, porque recomeça no Carnaval, ou melhor em alguns carnavais a estória que hoje me alimenta a gaveta da felicidade. 
Carnaval de torres é um marco naquela pequena cidade, diferente do marco que é na minha vida, porque normalmente cá em casa, significa ressacar, pés inchados, poucas horas de sono e muita correria e para abrir  finalizar as festas as mascaras do verdadeiro torriense cá de casa, que leva todos os seus disfarces muito à risca. 
sempre achei as pessoas de torres fechadas, de mente no geral pouco aberta para uma cidade que está perto da capital, claro que há excepções, apesar de cultura disponível e muito novo riquismo há uma certa formalidade, um certo olhar de soslaio,uma certa desconfiança, um viver à parte e uma critica  que sempre me intrigou. o aspecto da cidade e das pessoa, fechadas, caladas e recatadas, certinhas de aparências muda por completo, por alturas do Carnaval.
os mais velhos são aqueles que mais aproveitam estas noites e dias de folia em modo directo. a cidade livra-se de preconceitos, de meias medidas, as pessoas aborrecidas são como por magia as matrafonas mais divertidas do mundo. 
a vida entra no modo de pausa para se viver a outra velocidade por estes dias e a outra dimensão, onde todos mas mesmo todos sabem cantar de cor as melhores e todas as musicas de Carnaval, onde os homens sabem andar de saltos e nunca têm frio... quem lá vai sabe que o mundo sai dali para ter tempo de dormir. 
gosto do Carnaval, gosto mais do Carnaval de torres, gosto de Torres, e gostava que as pessoas do Carnaval de torres fossem as pessoas de torres ... se mantivessem longe do aborrecido do resto do ano, e fossem de facto abertas para um mundo onde o melhor é mesmo sermos sempre como somos!

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