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Passa Por Lá

Passa Por Lá

30
Abr09

era só 1 Abraço...

Carolina
uma confusão subita entrou dentro do que são as minhas conexões sensoriais, e mostrou-me que tudo o que eu queria era calma, que ela viesse e sossegasse meu peito, como que dando a certeza que seja o que for no amanhã, vai de certo correr bem; era o conforto, o quente...
uma confusão mostrou-me um pedaço vazio que não está a preencher o meu lado, que me suga até um pouco da minha força e da minha vontade...
falha, o lado nao me dá nem mostra o sossego que me traria um sono reparador... recuso-me a pensar agora, a entender, questionar, porque eu sou a confusão eu sou a angustia que ouso sentir, eu sou o reflexo que não entendes...
O que eu queria era aconchego, era só um abraço, que me dissesse com mais força o que eu já sei, um abraço de vai correr tudo bem....
12
Abr09

diz que nada

Carolina
Dizem por ai, que as palavras nos prendem a existências que não temos, e as leituras nos levam mais rápido que aviões a jacto a lugares que queremos muito visitar.
Dizem que as cisões são dificieis, e as resisões trémulas e descontrutivas por tão ambiciosas e controversas... e depois diz que nada...
Nada é tanto, sopro e vento,luz e acção, sol e mar, e tanto e tanto e tão pouco.. nada é razão de ser e de existir, todavia, não só também, é o que os outros chamam de não ser. Entretanto perdi-me.. não me recordo onde começou o meu pensamento e para onde queria ele ir junto destas palavras.
Das-me outras??? (risos) das-me uma?? dás-me silêncio?... enquanto pensas...
...Meu corpo vive aflorado de espiritos, por um pequeno instante, chegam-se outros, com rosto de bébes, vozes meigas, que estreitam nos olhos o desejo quente, que me mostram que o meu lado feminino activo vive ainda no meu cabelo escorrido e nos olhos vincados de mate que acompanham vivamente o meu sorriso entre o trago de um qualquer liquido e ao som de umas notas que convidam ao convivio, mais que há dança, e ao reviver dos velhos tempos..
.. tenta-se a aproximação, vem uma mão leve, toque simples que busca um arrepio que não consegue provocar, vem o olhar que come e que consome, a respiração que se aproxima do ouvido e que faz sorrateira um convite... e tudo se resume em palavras e pensamentos... e uma gargalhada como simples resposta, isenta de palavras e bastante para entendimento do outro, que foge, mas de certo vai voltar...
...neste compasso de espera fica tudo na mesma, excepto o condão de ser e de mover, desliza-se para a outra ponta da pista, algo nos surpreende de tão veloz e fugaz, persegue-nos na tentativa de ganhar de de conseguir mais que o sorriso forte de quem dali já teve o que queria... afinal corre sangue quente cá´dentro e há poderes que não se perdem, afinal não arrefecemos, nem nos isolamos da capacidade de poder provocar nos outros o que outros provocam em nós...
enquanto tu pensas, há dispostos a tudo para me oferecem o que tu me sabes dar com um abraço, incrivel a discrepância e sábia a mudança que isto pode provocar no super-ego de qualquer mulher...
Não passando tudo de uma forma de falar, ajeito o meu cabelo do lado esquerdo com a mão do mesmo lado, dou um jeito simples aos meus lábios sempre iguais, enquanto me encontro eu novamente, na liberdade daquele jeito de quem acredita em nós e destrói alguns dos fantasmas das relutantes incertezas da imagem do espelho. Não se cura tudo, mas uma parte fica mais serena, outra mais equilibrada e a outra fica do mesmo modo louca e orgulhosa por ser assim. Sacrificios de nada dizer, em troca do estado de nada procurar, metas alcançadas e dissipadas nas palavras que não se dão, não se vendem, nem se trocam, são as palvaras que simplesmente dizem tudo e ao mesmo tempo servem para não dizer nada!!
Vingo-me delas com estas outras, com ideias mal escritas e torcidas, pois o estado não abona a favor desta forma de expressão. não estou languioda nos sentimentos, nem atrofiada em angustias, tou repleta de sons, de cores e de cheiros, não só de alergias de primavera, mas das renovações de um tempo que pouco a pouco me foi mostrando que dois braços fazem milagres no aconchego do que chamomos nós mesmos, se aceitarmos que simplesmente assim é.
diz que nada é bom... tal qual o pedido que se arrasta noite apos noite, num apego, aperto e aconchego... e depois nada se diz, se houver entrega, que seja agora, e que seja bem quente, que puxe pela força do corpo e pela imaginação do que corpo não é...
Diz que nada hoje...amanhã, não tragas nada, porque depois... depois logo se vê...
se não houver depois há nada, e ainda há noite... e estou eu aqui...
Diz que não, diz que sim, o abraço não vem, o sopro também não, aperta-te a mim mesmo que não...
Se nao for assim passo por lá, por certo, pois o direito não mostra réstia de interesse e o espelho mostra que direito em mim só mesmo o que é já bem torto...se disseres e ficar tudo a branco, não há problema nem estigma, pois confere-nos o branco o direito de ver nele a junção de todas as cores e aos outros o direito a paz que tanto procuram e não sabem que a busca diminui a força desse reencontro, perdido no instante em que se grita à nascença o primeiro ar dos nossos pulmões...
diz que nada, fica por aqui, pois não consigo encontrar a ponta desta meada de seda que eu própria desenhei e destrui, neste instante... são palavaras, diz que nada, são o que são... e agora mesmo sem nada, podes vir para o abraço...
02
Abr09

confusão e sensibilidades

Carolina


Algures onde todos os cheiros se cruzam, onde o pó se confunde com a névoa da manhã, e a chuva teima em mostrar a força de uma natureza alterada por uma civilização que embora pouco civilizada, tem o dom normal de interferir com o tempo, a sensibilidade emerge em tempos e a formas dispares, tão densas como leves, tão profundas como evaporantes...


Não escolhem tempo, nem ruas, nem cores, nem o comboio em que vão seguir, pois certo, quase tão certo como que pode chover, é que qualquer um deles vai atrasar...


Cheira a carne, a peixe, a pó, cheira ao mesmo tempo a uma pobreza e podridão que não se entende de tão misturada que está na cor desmaiada das paredes quentes, e garrida dos tapetes, dos colares, das contas e de todas as histórias.

Perturba e confunde o som dos tambores, das cornetas, das correrias, das mulheres das motas, do próprio ar que parece que assume ruído próprio... forma de ser e de estar, toda a envolvência assume personalidade entra por ocidental a dentro como que consumindo, mas na verdade está progredindo enquanto se entranha... e natural se torna...

Caril e fumo, dissipam-se sobre a luz espelhada de uma praça que muda em minutos, onde do alto se veem formigas a carregar tabuas, ferros, bancas e comida, por entre ultrapassagens perigosas, de burros, carros de mão,bicicletas e motoretas... As saias e os gritos das mulheres não se definem, umas e outras não teem limites, são como um só misto de linguas entrelaçadas a falar rapidamente como se aquele mundo acabasse amanhã, enquanto num segundo deixam soltar um ou outro som parecido com palavras de uma ou outra língua ocidental...

Cheira a homem em quase todas as ruas labirinticas de uma medida que mal se sabe onde termina depois de se entrar, cheira a sorriso, e toda a mulher ocidental sabe que para ser mais bela, pode andar por ali.

Trocam-se os passos com os olhos que em simultaneo se deixam levar atras do som da corneta, do gemido da orção e da balburdia de gente que não para, e de um tempo que não se conta...


Sensibilidades distintas de pensamentos afogados e a buscar a calma de um ou outro espaço mistico pela cor mas com ambiente de calmaria, ou seja de proximidade ao que chamamos de nossa civilização. Discordo da razão e da emoção de ser ou não ser mai sou menos bom o nosso lado ou o lado de lá, mas misturo em mim a sensibilidade unica de ter sentido o medo, o panico confuso de passar em ruas "iguais" sem saber como voltar a chegar lá, com a emergência de vontades e cores que tão depressa nos fazem voar para sabores ali ou noutro instante qualquer!!


A confusão entre todos os sentidos estende-se imagens fora e cores a dentro...não se resume só a estas palavras nem ficará por aqui... hoje no sol de cá, com a maresia que entra pulmões a dentro recordo para mim com vontade de encerrar numa caixa colorida de metal trabalhado por um marroquino desdentado, pequenino e pouco limpo, o cheiro da mirra, na banca do lado mais à esquerda da praça Djemaa El-Fna, mesmo na entrada principal da Medina, ou seja na primeira de 14 portas, o cheiro a Mirra, mesmo ali, logo ao lado de uma das muitas bancas de sumo de laranja.
A sensibilidade de hoje é mirra, quente e penetrante, que faz salivar, diante de uma janela espelhada que nos mostra que há sempre um lado de lá, um estar e ser mais além, um pensar mais a frente e o movimento que como o próprio tempo não pára...Mirra que purifica numa praça de folia, alegria, gula e extravagância onde outrora se erguiam cabeças decapitadas de criminosos e maus exemplos...
Confusão e sensibilidadeb com sabor a marrakech....

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