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Passa Por Lá

Passa Por Lá

31
Jul07

a resposta..

Carolina
Tonta...entre o dissimulado ar que me deixa inconstante e estranha dentro das minhas entranhas, entre o doce que habita o amargo de que me rodeio, e um pouco ácida como o sumo do limão que sugo aos caminhos, daí, esses daí de fora...
Tropeçando, escorregando, quase a cair da ponta do salto dos meus sapatos,(aqueles qu emostram os meus dedos de pontas coloridas a condizer com as mãos), procurando não pisar os limites das pedras desta calçada moderna, só típica das ruas de agora, caminho, corro, marcho, deambulo e paro em contemplação ao nada, procurando encontrar a resposta.
Resposta que não vem, não chega, nem passa por mim, resposta que continua incerta da pergunta, mas que vai caminhando certa da necessidade de encontrar a ponte de saída para uma explicação.
Enfim, não me sinto assim eu, tento disfarçar, e esconder que não me encontro na perfeita harmonia com o eu que sou e no fundo, carrego um eu estranho aqui, cá dentro, no meio do nada que eu sou...
Depois, buscando esta resposta, descubro tantas, pontas de nada, repletas de tantas perguntas, descubro que estás ali, descubro sim, que por lá te ponho a passar, e quem diria que assim é. No limite mais estranho de tempo, que eu própria analiso ou consigo analisar em mim, entraste, voltando atrás, não sei bem quando é que foi, bem me pergunto, mas é outra resposta que tarda em ser encontrada.
Estranha a tua chegada, mas muito muito muito mais estranha a tua constância, o teu não ir para fora de mim,o meu eu a alimentar o teu ficar que não fica, e continuo longe de perceber, porque eu te deixo permanecer ali, se afinal somos tão próximos mas por isso tão distantes, somos tão similares e por isso tão singulares, que não passamos pela cabeça um do outro, (ou então cabei de mentir).
Estranho não entender? não!! Normal...O contexto é que é dispar de todos os outros, porque tudo o faz assim, porque vou tropençando no que não consigo ver com a clareza de uma luz limpída embora acutilante, porque és diferente, porque eu sou teimosamente diferente, tão teimosa que me repito a toda a hora na palavra parede que nunca escrevemos claramente juntos...
Teimosa em procurar esta resposta que claramente não tem solução, embora seja de resposta simples, a resposta que agora não quero ouvir, que procuro não ter para não ter que sentir e definir depois...
Até lá,até ao ponto em que as letras se juntam para alinhar essa resposta, vou andando assim, na iminência da ausência e na espera redundante, de um saber que passas muito longe daqui, embora já tenhas pensado passas por cá, vou andando assim incerta de tudo e certa que neste encontro desencontrado com a resposta que alimento na fuga, me deixas assim... esquisita comigo mesma, me deixas assim ...baralhada...
26
Jul07

Especial...

Carolina
Cada sussuro quebrado no vento, o no treixo incerto de uma névoa qualquer que se põe nesta ou noutra manhã, no outro e em qualquer um amanhecer, é bem especial. Cada respirar e bater de folhas, melhor folhagens que se batem até o cair desmiolado do outono, é especial... Cada pessego que acaricio como se tivesse um bébé em minhas mãos, tentando arrepiar-me com o doce agreste da sua pele amarelada é especial...
Cada regresso e cada partida, cada lugar e cada sentido, lugar nenhum e tanto silêncio, tudo conotado de especial. Cada vontade, cada umbigo unico a assumir-se como o mais egoista de um orgão do corpo que sabe que não é, é especial...
Cada desejo e cada desarme, cada cabelo que cai e escorrega pelos meus ombros, ainda agora e aqui, com a força de quem já não se aguenta agarrado é especial... tão especial como o momento, a cegueira que poderá carregar, o entusiasmo ou a desistência, o estranho, o que não se vê e não se conhece, o que se descobre e o que se encobre, e porque não a minha, a tua voz...
Cada solto e tremulo ar que exalas que nunca bate aqui, na ninha nuca, que nunca passa para a frene dela, devagar, como que inaugurando um espaço que nunca se abriu, cada restia da água da tua boca a que nunca passa aqui entre a minha orelha e a linha que descando termina bem junto ao meu seio esquerdo. Cada mão tua que não me toca e cada mão minha que não as conduz por mim...tudo simplesmente especial... Cada caminho do teu corpo, que não tenho, em mim...cada som que não ouço, a chegar longe e perto ao meu ouvido...cada olhar e cada fechar de olhos, cada aperto bruto, que não dás nos meus braços, e cada vez que a minha carne, que não sentes, suavemnete se deixa prender entre os teus dentes...Cada vez especial!
Talvez especial como as quimeras,os oasis, as simples realidades, os pesadelos e as palavras duras, os abanões, as pressas e as tropelias. Especiais como as promoções do super mercado, como as viagens e os passeios de quarta feira a tarde, que podia ser outro dia qualquer...especiais como tudo o que não disse, como tudo o que são e mais um todo infinito do que sempre o tudo poderia ser...
E depois há quem diga...especiais como tu...
Para mim, sempre melhor do que o diz, é o que sente esse especial, o que o vê...e que não precisa de o dizer, para o exteriorizar, para o viver... pena muita, que seja sempre este o que mais teme passar por lá, para poder ser, olhar, esconder, sentir, ainda Mais Especial..
03
Jul07

Encosta-te a mim...

Carolina
"Encosta-te a mim.."
Pouco me sai para além desta frase, desta afirmação...deste prelongar do pedido...
Encosta-te a mim...preciso de sentir e assimilar o novo tu que encontro em ti, que estás a deixar sair de ti...encosta-te a mim, para finalmente te olhar, agora, e encontrar esse eu que está em ti...encosta-te a mim, quero saber se gosto, se ainda gosto...quero saber se afinal ainda és tu!!!

"Encosta-te a mim" , não tenhas medo... enfim descobri. " encosta-te a mim, que eu quero-te bem..."

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