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Passa Por Lá

Passa Por Lá

15
Mar07

de quando em vez

Carolina
De quando em vez sorris, e quase nunca falas, de quando em vez escutas e quase nunca paras para te ouvir, de quando em vez tocas-me e nunca me agarras...
De quando em vez desespero, fico torcida neste meu eu, ciclíca na minha vontade, no desespero de não controlar o impensavelmente medido, fico com vontade de respirar no teu ouvido e percorrer o teu pescoço, fico com vontade de ouvir como nunca a tua voz e claro desperto em mim a vontade de não deixar parar meu corpo... e de quando em vez quase digo assim, com estas palavras o que ouso mais uma e outra vez guardar...
De quando em vez o corpo trai a minha cabeça e solta-se demais numa e só numa direcção a tua, meio perdido, por certo, como perdida ando eu, numa busca desenfriada de encontrar um TU, sempre disperso num tempo de uma história, a história do de quando em vez...
De quando em vez enloqueço, ou melhor tu quase que me enloqueces num rio de aguas tortas e flutuantes, num mar estranho de ondas tão brancas, enloqueço cá dentro na plantação das minhas vontades, despoletadas pelas tuas correntes, meu deus tantas palavras só para te dizer que num de quando em vez assim, apetece dizer não passes...mas fica, fica por cá...
09
Mar07

leveza

Carolina
Nestes ultimos segmentos de tempo que cruzaram a luz da lua com o sol, o ar ficou mais leve...
Mesmo na tua tanta distância, aliás na tua tanta distância de sempre, na ausência presente do costume chegas a mim, com a leveza mais terna, a tua... Dás-me o mimo na solidão, o mimo do sorriso, o mimo da partilha do teu dia, do teu mais, do teu menos, do tua conquista e claro da tau angustia...
És assim, um doce ar que se respira, aliás que só eu respiro assim, enquanto cruzamos o passado e a vontade futura, enquanto cruzamos a recordação e o desejo...És assim, e hoje na leveza de cada palavra tocada tua, senti aquela vontade estranha do toque audaz, aquela que nos fazia perder a linha direita do caminho e nos fazia dicar mais perto do ilimitado despudor de nos conhecermos assim...
Adoro de cada vez que esta leveza nos deixa mais colados, ou melhor mais chegados, mesmo qu epor poucos segundos, adoro por que nos junta, nos envolve e nos rouba a este mundo tão diferente... gosto da leveza com que respiramos num momento o mesmo sentir, gosto da levez com que vamos mesmo em ziz-zag passando, embora devagar, por lá...
07
Mar07

Teu

Carolina
Ainda bem que voltaste, que entraste naquele instante ali, que vieste dizer que estavas, que ouvias e que querias ainda falar..ainda bem que sim...
Andava tulhida a minha alma e ainda o estava mais, depois de te ter visto veloz a ir, de pelo menos assim a minha retina ter visto,ainda que visto mal... ainda bem que não foste, ou pelo menos não foste de vez...
Ainda bem porque é teu o meu sorriso de hoje, a minha leveza da alma, foi teu o meu sono de ontem, o meu deitar confortado, o meu pousar na almofada, foi teu o abraço que não dei, o amor que não fiz, foi teu o meu primeiro desdizer dormindo, o meu primeiro e todos os profundos ecos de respirar do meu sono...o meu embalar para dormir e toda a pulsão do meu corpo...
Ressacada de mim de dia acabei mais uma vez aninhada em ti já de noite, nesse teu doce conforto que vem de tão longe mas chega aqui, que vem de lá de onde estás e se sente, porque simplesmente o queres assim, porque me queres a senti-lo e porque o quero para mim...
Ainda bem que estás por aqui...
Dás-me o teu colo em cada palavra tua, em cada milimetero do que sentes e sabes que não tens de dizer, em cada pedaço de pensamento em que me pões, e assim sinto o teu Eu aqui, senti o Teu eu ali, e vou ousando sentir mais...
Teu colo é agora o meu mais doce encanto, o meu e mais meu porto, onde atraca comigo cada pedaço de angustia, cada lágrima e me esperas e amparas no arduo de transformar tudo isso em sorriso...
Adoro o teu colo e adoro quando chegas assim, na hora certa, no dia certo no tempo exacto e sem ter de pedir me dás, sem ter de esperar está ali, a passar por lá, adoro o teu colo e a forma única de ele o ser, adoro adormecer assim, embalda nas tuas palavras, tocada pelas tuas mãos tão distantes, aninhada num tão Teu meu colo...adoro-te assim...no colo teu que me entregas sem nada perguntar, sem nada esperar... adoro-te assim, e obrigada por ti, pelo colo...e por este passarmos por lá...
01
Mar07

veloz

Carolina
Tão veloz como o vento foi a tua chegada, que assim quis ser veloz sempre... entraste e saiste da minha vida como o sopro veloz do tempo, do vento ou sopro de mim.
Fui, serei, sou uma pequena princesa na teu pátio encantado, o pátio do descanso onde crescem as plantas de um jardim de inverno, abafado entre as paredes douradas de uma existência, a tua.
Sou serei não menos veloz que a tua chegada, não mais veloz que a tua partida, serei, sou simplesmente veloz a fugir da dor, ou melhor deste doer, calado, tão calado como o nós, tão absorto como a nossa inteligência parva que de tão boa na prática, emburreceu na teoria emocional...
Veloz a lembrança que ainda paira por cá, neste caminho que não cruzaste, neste cego e surdo pátio onde um dia resolveste deixar-me.
Veloz e com alma aprendi a existir assim, nas muralhas desse teu olhar indirecto, nas palavras simples de um alguém complexo, aprendia existir assim parasaltar um cerco e sair de um reino condenado a ser para sempre encantado...
Veloz a nossa história e a nossa força em descobrir o que ela seria, veloz o comboio que nos levou para longe, longe daqui...
Veloz também a mágoa, porque não tenho como guardá-la, porque não saberia ou auguentaria suportá-la, por ser mais forte que qualquer maleita física e por ser a única a fazer baixar a minha alma, fui veloz a decidir ignorá-la...
Velozmente quero deixar de pensar no nó frio da minha barriga, no tremer das minhas mãos, do meu corpo que me atraiçou-a pela voz, quero veloz e só velozmente andar por aí como sempre e sempre livre, porque se ficar hoje presa a toudo o nó que me destes uma, duas vezes...outras...tantas ali, vou perder-me em ti ainda mais, e vou perder-me sem sentido, porque o teu esse virou de direcção... Velozmente continuamos felizes, distantes, um do outro e claro distantes de um lado de nós, que só fez e fará sentido se um dia se cruzar ali, onde o respirar acontece... até lá; quero suar, andar em frente, beber intensamente esta vida que me faz feliz, passar uma, outra, mais uma e outra e tantas vezes , quero passar por lá sempre, mas também quero amar, amar devagar, (quem sabe não consigo(?!))... amar devagar ..porque o amar veloz...esse, ficou contigo...

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