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Passa Por Lá

Passa Por Lá

26
Set06

sem ti...para ti...

Carolina
sem ti a vida faz pouco sentido, nao sei se e por te amar ou ao mesmo tempo odiar, não sei se por te ter neste meu vazio, vou ficando assim...incuravelmente demente, demente de um amor, que é oco...por viver sem ti, sei k olhas p mim e ao memso tempo me ignoras, não sei o que é esse sentimento, se odio, se amor...-porque me finges ignorar, quando sei que há em ti um lugar p guardares o que eu sou...onde vais para ter meu colo, ou melhor para fugires dele, mais uma vez...

(helder leite e carolina)

para ti ha um nada e um tudo, guardado, há ainda a duvida em saber o que vais querer, há ainda o saber se vais querer, seja o que for...para ti há um eu escondido, um mar revolto, um eu que recuso porque sou sempre mais forte se o esconder, para ti tenho poucas palavras
que dirao o nada ou o tão pouco, que as vezes tanto quero...Passa por Lá

25
Set06

mesa de café

Carolina
Pois é, as mesas de café são como todas as palavras que não dizemos…são as caixas fechadas de tantos nós, de tantas pessoas que não vejo, não imagino e não conheço.
Hoje é domingo e desisti de uma viagem (mesmo estando cheia de vontade de a fazer), daquelas que estão marcadas há muito, mas que por força de uma data pouco definida, vão ficando por acontecer… Entre um amontuado pequeno de roupa, um banho de imersão e uma pequena caminhada estou agora aqui.
A chávena de café acompanha-me e o seu travo está preso à minha boca, café curto, amargo, tal como eu gosto…
Analisei uns 20 currículos, talvez mais, vi pequenas mulheres, novinhas rodeadas dos seus filhos ainda bebés através da janela do café e ouvi o barulho do vento que aqui é terrível e comum.
E na mesa de café, nesta que poderia ser qualquer outra, ainda consegui arranjar tempo e lugar para escrever, soltar uma amarra de mim, ou melhor mais uma, consegui com palavras pensar sobre o meu dia e tudo isto porque me apetece gravar no papel, que nesta simples mesa consigo ter-te, estás aqui, ao lado da chávena do café, entraste pelo gosto na minha boca, e afinal não tenho hoje de te pedir, passa por lá…
25
Set06

experiencia

Carolina
Não sei que parte te hei-de dar...não sei como se dá o que não se explica, o que não se vê, e o que não se sabe, por se ir sabendo.. .”talvez descobrindo uma parte de mim, vás sabendo explicar o que nao se vê...”

Ficam difíceis as razões, ou melhor os motivos que não existem, as palavras que não se vêem, as descobertas que não surgem e tudo mais, que hoje se resume no teu dizer: isto não vai lá…

(Carolina e Helder Leite)
25
Set06

...

Carolina
"amar não é sentir aquilo que queremos sentir, mas sentir aquilo que sentimos sem querer"
Helder Leite
Não vou comentar para não alterar a ideia, a filosofia, para não mexer nem invadir o que alguem sente, não tenho esse direito...
Concordo, o amor vem e é como tudo o que não sabemos, e por isso acrescento à ideia, amar é simplesmente amar, pegar no que sem querer se sente e fazer a viagem e naturalmente passar por lá...
07
Set06

impossibilidades, eu sei...

Carolina
os dias não são todos iguais, então o espaço reservado ao sono é sempre tão vasto, enorme e atrofiante, ou quem sabe doce e terno…podes dormir, podes correr maratonas sem saíres da tua cama tentando vencer as insónias, podes ter um sono profundo doloroso de sonhos e podes acordar com vontades estranhas…
acordei, como quem acorda todos os dias encaixada numa rotina, pronta para lentamente despertar e com coragem largar a esperança dos meus lençóis, mas acordei com vontade de preencher todos os buracos vazios que foram ficando para trás à minha passagem, acordei disposta a pagar pelos meus erros, a sentir na pele tudo o que ficou por ser sentido, falado, escrito… e isto é como quem diz, acordei para mais um dia, e vou ali viver tudo de novo outra vez...
queria ter em mim poder para tal mas não tenho, queria enfeitiçar-me de vez e ir por aí numa letargia tal que me deixasse imune ao sofrimento e hipersensível à felicidade! rodera-me do bom do melhor, e dar aos outros a felicidade que tanto buscam.
impossibilidades eu sei, vontades minhas,coisas minhas, tão iguais às de tantos, os outros...
voltas que dei e voltas que ficaram por dar, passeios eternos escondidos nos medos, nas falsas esperanças e ainda numa escuridão, aquela que assino como ninguém por ser exclusiva da minha mente e me deixa presa algures e às vezes a alguém, que está ali uma vez e outra, mas nunca, nunca mais passa por lá…

01
Set06

Dorme comigo hoje

Carolina
Dorme comigo hoje…
Vem, vem cair num sono comum só hoje…só por esta noite, que nem está frio, que nem é de Inverno. Vem, vem dormir, partilhar o leito, as minhas almofadas e o fresco dos meus lençóis verdes…
Não, não quero o teu corpo, nem o calor que ele já me deu, não quero três horas do teu tempo, o tempo da nossa existência. Não quero a cura de todos os chamamentos físicos, não me quero entender contigo entre as paredes e o edredão.
Quero-te a ti, por instante aquele em que te deitas ali para e só dormir, em que a tua mão toca na minha barriga, em que o teu beijo não é na minha boca mas sim na minha cabeça, quero o teu colo a abrigar-me e não a alvoraçar-me, quero dormir e só dormir…
Achas que posso esperar, achas que vens, hoje, amanhã, nunca? Achas que ainda dá e uma noite destas passas por lá?
01
Set06

não queiras

Carolina
Não queiras chorar como eu, sabes, as tuas lágrimas não terão o mesmo sabor das que correm da retina do meu olho ao canto daquele meu lábio, que de quando em vez as consome.
No teu ouvido, o teu choro será sempre diferente, tão diferente como o meu, que só é chorado por mim.
Não queiras sorrir no mundo se ainda não sabes sorrir com ele, não me importava de te ensinar mas o medo e o tempo ensinaram-me que é melhor aprenderes sozinho e que eu afinal sei pouco para te ensinar a ti. Lembra-te só que se não te puseres nesta existência dos outros assumindo a tua vontade os teus caminhos vão encruzilhar-se a cada segundo e nunca mais encontras a verdadeira espiral do teu tempo.
Não queiras esquecer tudo, é muita audácia fazer assim, guarda os pedaços, os sonhos, as mágoas, guarda-os para ti, em ti, porque tudo o que flutua por aí pronto para se arrumar são as linhas da nossa história.
Deixa o tempo passar, olha para ele com frescura, não queiras aprender a viver depressa o que sabes que tem de acontecer devagar; voa com as asas e com as mãos, voa sentado, parado, quieto, voa e pronto. Se sofreres, se caíres não desistas, podes sempre começar de novo, ou começar dali, podes não fazer nada e fugir para o pranto, mas não negues o depois.
Faz tudo torto que vais ver que não tarda o tudo se endireita e depois sorri, olha as tuas mãos imagina as minhas e perceberás porque é que elas não falam nunca, perceberás que são para ti estas palavras que lês, porque quero que saibas que te quero, umas vezes mais, outras com mais força e outras com muita ausência, te quero sempre bem…

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