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Passa Por Lá

Passa Por Lá

31
Mai06

voltaste

Carolina
Voltaste ao caminho, voltas-te a fazer-me sentir cada passo que tem de se dar até lá...
Confesso-te que já não esperava, que fiquei meia atordoada com tal aparição...
Devagarinho fui de novo buscar tudo, o cheiro imaginado, o suor de um corpo que nunca senti e o sorriso que nunca vi, mas ouvi...as palavras e as vontades, tudo ficou mais leve, mais fresco, mais meu outra vez...
É incrivel como o tempo passa e torna uma história tão maior e como há coisas que permanecem, como sei ir lá, como sei chegar-te a mim, mesmo que isso sejam só recordações...
Ainda bem que falaste, ainda bem que de novo, fica no ar a possibilidade de um dia quebrarmos barreiras e finalmente nos encontrarmos pelo olhar...e aí quem sabe juntos, não matamos a charada e finalemente, passamos por lá...
15
Mai06

...

Carolina

Não somos nós, aqueles que voam???
Não somos nós aqueles que passam, e que por ali ficam na esperança de agarrar o tempo, segurar os dias, e prender a nós, aquela sensação de não querer ir com eles!
Não somos nós o sonho? Esse também não passa pelo sono de uma qualquer noite fria??? Não será por vezes doce como doce é o sabor que auardo sentir na minha boca num outro qualquer dia??
Nem perto nem distante se consegue explicar o tempo, se consegue agarrar o vento numa pequena caixa de musica e pedir-lhe que ela passe a assobiar em vez de tocar. Provavelmente a bailarina não dansava mais, e depois morria...ou talvez não, porque simplesmente não vive para morrer..
Hoje vivo para o tempo, não para o tempo que passa mas para o tempo que chega...espero estar aqui quando ele chegar, espero ver-te por lá...
Enquanto o futuro não chega, enquanto o mar não pára de se enrolar, enquanto não vejo as nuvens azuis e o pensamento a ganhar angulos e contornos geométricos, vou ficando pela janela, vou espreitando por ela, que me mostra o jardim e vou pensando... que se respira por aí, que se vive um e outro momento tão diferente de qualquer um a que chamo meu, que até o relogio é outro, embora o tempo esse seja o mesmo, mas mascarado de dia e de noite, em diferente lugares...
E depois de pensar tudo isto, mais uma vez sinto que no entanto há sempre o dia que passa e há também uma grande bola de momentos que nos afogam de felicidade para depois nos desidratarem de sofrimento... mas há ainda mais, muito mais, há quem não desista, e uma e outra vez lá vai e se senta, e ali fica, enquanto ele não chega e não "Passa Por Lá..."
01
Mai06

eles

Carolina
Reparei que a simplicidade das coisas se esconde em pontos tão pequenos que acaba por se tornar tão complexa, como qualquer imensidão ...

Senti, no entanto que, talvez por isso, somos tão mais felizes quando se alinham perante nós um ou dois desses pontos.!

O gesto pequeno de sorrir, de dar a mão, de voar por ali, olhar lá de cima e avista uma e outra casa mais pequena, de gritar bem alto e de fazer isto tudo na surpresa do momento é antes de ser feliz, um estar feliz...

Sim hoje passei por lá, e foi demais... Passei sem precisar de ti, do outro, ou de qualquer um, passei por lá, e foi assim... um misto de som, de vozes e até de gritos, subi, desci, comtemplei, foi uma simples caminhada, com tantas paragens. Gravei cada momento na eteridade da criança que há em mim, e na inocência que tinha prazeirosamente por perto...

Passei por lá, e nem sei como digo isto assim, está facil de dizer...e lá é tão bom!!

Tive beijos, abraços e foram todos meus; mas não, não foram todos para mim...

Passei por lá, e ao contrário de todas as vezes em que me fiz à estrada, escolhi não ir sozinha...

Não penses nada, sim, sei o que pensas! Fui com o amor, fui com a ternura...com o mimo e o cheiro que mais gosto, fui com alguém que cheira a mim e não sou eu; espera, não é o que pensas, não fui com um simples alguém...Fui com Eles!!

Passei por lá, e descobri que, afinal, sempre que eles estão comigo...o meu eu "Passa Por Lá...
01
Mai06

Longe

Carolina
Não sei onde é, onde fica, afinal o longe é sempre longe! 
Não sei como é o perto, acho que ando por lá algumas vezes...
Como eu própria vejo, nada é como sabemos, o próprio mundo é a mudança em estado bruto, que a bruto se transforma...o segundo seguinte, aumenta a distância ao que passou ao mesmo tempo que diminui a distância do que está para vir, e o mundo é assim...a espera do tempo que passa, a distância do hoje para o amanhã; e depois, ainda todas aquelas coisas que ficam longe...

Tive de sair, sim, libertar-me desse espaço que não me mostra o passado mas também me distancía abrutamente de um futuro, porque ousa negar-lhe a existência...
Mas longe do teu olhar, do conforto do teu colo, da trajectória do ar que se partilha num cubo de betão qualquer, senti o peso de uma distância diferente.
Estava ali, longe, longe do teu cheiro; os meus olhos que subtilmente te escondem o que vejo, o pensam que o fazem, estavam postos num nada qualquer; a minha pessoa estava longe da tua figura e distante do teu percurso, e tudo isto por vontade, opção, necessidade... porque de súbito se alojou em mim um desejo de reflecção, ou quem sabe de paragem...parar para te sentir longe, para que não fossem os centimetros a separar o teu caminho do meu, mas sim uma unidade invisivelmente maior, por não poder ser imaginada sequer...

Foi ali, onde o vento que passa é diferente, onde até o ruido dos dias sabe a pouco, que me apercebi que fui para longe, para te ter cá por dentro, só e simplesmente mais perto do que nunca... e depois, depois voltar...

Assustada, sim, atordoada, sei lá, um emaranhado de tantas espirais passam por aqui, por este lugar que não é lá e me mostram que a distância pode ser mais amarga quando estamos perto, e que o longe esse, depende de nós...e tão cegamente do nosso coração...

Que digo??!!!
Onde andarei eu com a cabeça ?...
Ai, (!!) parece-me que anda longe donde eu queria que andasse, mas parece que não anda longe do que no fundo (sou e) quero para o meu caminho...

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