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Passa Por Lá

Passa Por Lá

21
Out17

As minhas noites - são como ele quer...

Carolina

Não sou uma daquelas mães sortudas que conta a todos os ventos que o filho dorme noites inteiras quase desde que veio para casa. Definitivamente não tenho o anjo do sono em casa. 

Quer dizer, tenho um, mas não é o meu filho, não sei se é por ser impossível existirem dois nos mesmos metros quadrados (nem depois de pedir muito,acreditem que pedi, que no sono ele saísse ao pai, tal não aconteceu). 

Como faço a amamentação em livre demanda, ter horários muito rígidos é difícil, mas na verdade há dias em que as coisas se mantém mais ou menos iguais. Certo é que se às vezes se trocam as voltas dos horários dos dias, nunca sei mesmo como vão ser as noites, por muito que seja fiel à rotina do sono. 

.Banho antes do período critico ou rabugento, já com média luz. 

.Conversa suave ou história enquanto passamos um creme hidratante com uma leve  massagem. 

.Boas noites ao pai e já não saímos do quarto. 

Maminha, ás vezes adormece outras vezes ganha pilhas, e ali ficamos até adormecer, que pode demorar 10 minutos ou 40. 

Certo é que até acordar podemos esperar 3 ou 5 horas, nunca sabemos, depois disse por norma quer comer de 2h em 2h ou 3 em 3. Lá me vou aguentado. 

Começou a ficar mais fácil quando começou a fazer as primeiras 5 horas seguidas, mas volta na volta esquece tudo e quer mamar quase a seguir a ter adormecido.

Já tentei algumas coisas, como mudar a hora do banho, já percebi que ficar acordado todo o dia não é solução para dormir mais à noite, sigo a máxima que um bebé bem alimentado durante o dia, mama menos de noite e até já tirei leite meu para um biberon para reforçar a ultima mamada. 

É oficial e concluo, que o meu piolho não passa fome, mas não o maior fã do sono, muitas vezes às quatro da manhã quer iniciar uma grande festa e mesmo à só com uma pequena luz de presença discursa para o prédio inteiro, cantarola, dá gritinhos e até faz a sua tosse falsa. Às quatro da manhã ele acha que é uma boa hora para mostrar todas as habilidades que já tem, por muito que explique, embale, vá para a bola de pilates, ponha chucha o rapaz  não percebe que são horas de dormir, até bocejar, esfregar a cara com a fralda e começar a rabujar. 

Apesar de ele ser dono das minhas noites e eu me sentir um cocó devido a esta privação de sono, que me deixa mole, rabugenta e sem forças nas primeiras horas da manhã, as coisas têm melhorado muito no que respeita o sono dele. 

E eu, eu vou-me orientando, o que significa fazer tudo o que nos dizem que não se faz, como tira-lo do berço e levá-lo para junto de mim. 

Digam o que disseram, que fiz mal, que é mau hábito, e isto e aquilo, que nem consigo enumerar bem, o meu filho acalma-se encostado ao meu peito, enroscado a mim, perto da mãe, a sentir o meu cheiro, muitas vezes quando rabuja de pouco mais precisa de que esta noção de segurança e mimo que o protege, que o faz voltar a dormir. 

Para lá disso se posso abraça-lo, aconchegá-lo num instante e os dois dormirmos de seguida calmamente, ganhamos os dois. Ele treina os seus sonos mais longos e com menos despertares, eu descanso mais e sou uma mãe menos rabugenta e cansada ao outro dia de manhã.

Confesso que o tema do sono é quase como o tema da amamentação, não gosto muito de falar sobre ele, principalmente com mulheres. Mulheres significa mil receitas e opiniões que muitas vezes só servem para nos baralhar e por o nosso papel em causa e à força nos querer mostrar os nossos erros. 

Assim quando me perguntam: Ele dorme bem? Dá boas noites? 

Fico-me por um mais ou menos ou sim, acorda para mamar. 

Sem ser mentira, não dou aso a receitas, opiniões, dicas sobre horários, leite, fome ou sorte ou azar de ter um filho a dormir 10h seguidas numa noite má e sermos nós uns ets porque na nossa casa não é assim e se não é, estamos a fazer alguma coisa mal.

Não sei se estou a ser branda demais ou pouco dura com este tema, mas cada bebé é um bebé e seguimos a fazer com o Xavier o que é nos parece melhor para ele e para nós também.

O Xavier te quatro meses, nem me posso queixar que faça birras ou chore durante a noite, gosta de mamar, acorda quando quer e não se preocupa com o tempo. Faz festas durante a noite e confesso, que mesmo louca, despenteada e a desejar profundamente dormir, derreto-me quase sempre quando quer conversar às tantas da manhã e no escuro me procura com as suas mãos. 

O Xavier é um pequeno menino que domina as noites lá de casa. E sim, as minhas noites são como ele quer e eu ando sempre a tentar que sejam mais fáceis.

 

 

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12
Out17

Quase 4 meses depois, começo a ter uns dias meus!

Carolina

Ouvimos dizer muitas vezes e muitas vezes dizemos: estou  a precisar de uns dias só para mim... 

Neste momento, cá em casa, embora não o verbalize muitas vezes, sabemos que bem precisava de um tempinho, para dormir, fazer umas arrumações, ir ao ginásio de forma mais regrada, sair para passear, ou simplesmente não fazer nada. 

Muitas vezes a minha cabeça também carece de alguma actividade e sente-se da falta da turbulência dos dias agitados, mas cada coisa a seu tempo.

Neste momento, sabemos que estes tempos implicam ginástica e muita colaboração, para que o príncipe se sinta feliz e contente no seus dias e consigamos manter as suas rotinas. 

Não tenho muito tempo para dormir, não consigo dormir durante o dia, ainda não me habituei. Tenho ido algumas vezes treinar, não tantas como gostaria mas já comecei a fazer umas coisinhas só comigo. Falta mesmo o descanso, mas muitas vezes entre uma coisa e outra, acabo por preferir fazer algo e esperar que as noites sejam melhores. 

O Xavier tem quase quatro meses e entre a ginástica necessária, a vontade para fazer algumas coisas e o tempo que realmente tenho, começo a ter momentos no dia em que faço ou vou para algum lado sozinha. 

Mais que dias meus, começo a ter aqueles momentos em que vou fazer alguma coisa sem Xavier. É verdade que com alguma preocupação, às vezes até com alguma saudades, mas com a tranquilidade de quem se sente bem, nestes pequenos passos de regresso à autonomia.

Quatro meses depois, já consegui almoçar e passar a tarde com as amigas, ir ao shopping trocar umas coisas que comprei online, tirar uma manhã inteira para cabelo, unhas e massagem. 

Penso muitas vezes que estes momentos só são possíveis porque me coordeno com alguém, nem sempre é fácil aceitar as contingências, mas podermos ter estes momentos é muito positivo e sinal que as coisas se alinham para que novas rotinas familiares se instalem.

São pequenas coisas, mas coisas que ajudam a que um mãe de primeira viagem no fim de uma semana, se sinta para lá de mãe, pessoa, mulher, e que entre fraldas, roupa e mamadas, consegue ter um bocadinho do que tinha antes da criança nascer.  

Não tenho os pais ou familiares perto, mas salva-me uma bomba extratora de leite, os biberons da medela e os horários do pai da criança que cuida dela tão bem como eu. Confesso que me sossega sair de casa e deixar dois rapazolas no namoro, pouco importados se vou demorar uma hora ou 4.

Sinto que o Xavier é uma criança com sorte por conseguir estar tanto tempo na companhia do pai e da mãe nesta fase.  

Nestes últimos dias tenho conseguido sair, ir ao cabeleireiro, arranjar-me um pouco mais, almoçar com amigas e apanhar um pouco de sol de forma despreocupada. 

Agradeço ao S. Pedro este verão de S.Martinho antecipado. Agradeço eu e a minha sanidade mental. Este sol e esta Lisboa juntos ajudam a recarregar a vitamina D que este ano me faltou. 

Não agradeço ao pai da criança, porque sabemos os dois que juntos somos uma equipa a fazer bem o nosso papel de pais para que a balança se equilibre e esta família de 3 seja saúdavel e feliz, mas ajuda muito saber que ele tem um jeito especial para tomar conta do filho, ajuda muito poder sair de casa na certeza que estamos todos bem. 

Pouco a pouco, quase 4 meses depois, começo a ter dias meus, dias em que mesmo quando saio só, num vou ou regresso sozinha!

 

 

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03
Out17

As noites!!!

Carolina
Às vezes fica com o pai, longe do quarto, na alcofa ou no colo, dormem os dois umas horas. Não é muito bom para as rotinas, mas uma mãe estoirada, mal humorada com falta de sono também não é. Lá vem, depois, o pai com ele nos braços para mamar e o deixa ficar por minha conta o resto da noite.
 
 
Estas horas, sejam 2 ou 3 ou mais, valem ouro. Despreocupada consigo dormir e acordar sem me lembrar com o que sonhei, o que quer dizer que dormi, verdadeiramente.

Às vezes ele dorme cinco horas seguidas, às vezes nem duas... As noites são sempre diferentes.

O pai mudou de trabalho e às vezes ficamos só os dois. Noites inteiras de cama só para nós. Viva o ninho que deixa que ele fique ali pertinho e mesmo à mão para o aconchegar e alimentar. As noites que nunca mais passo sozinha não são fáceis, o pai não está para trocar aquela fralda enquanto eu respiro aqueles minutos, o pai não está para uma massagem que alivie as cólicas, ali ficamos só os dois e a noite, entre a hora de mamar, o meu sono e o teu, entre a minha vontade de dormir e o teu  bem disposto e conversador despertar entre as seis e às sete da manhã. Alguém te podia explicar que a essas horas ninguém brinca, ou canta, tirando uma ou outra pessoa a sair do lux, ou um madrugador a sair para trabalhar, a cidade ainda dorme (apesar o meu filho achar que não).

Em quase todas as noites o meu sono não pega, fica leve como penas, está sempre à escuta, sabe decifrar o teu respirar... As noites nem sempre são fáceis. Sinto-me a despertar logo depois de adormecer e às vezes sinto-me dormente, meia perdida a vaguear, interromper os ciclos de sono tem destas coisas.

As noites não são fáceis, mas são nossas. Passam a correr, que nem o meu sono, que acreditem é muito, as pode parar.

As noites essas que nunca mais me deixaram dormir igual, logo a mim, que nunca fui pessoa que adorasse dormir.

 

As noites, algumas em que sonho dormir noites inteiras, mesmo quando antes não precisava de as dormir.

As noites, muitas em que ficas ao meu lado quentinho e te perdes da tua própria fome por mais uma horas. Horas mágicas de soninhos bons em que o único que dorme mesmo bem és tu... e a única que fica por ali entre o dormir levezinho ou o  quase a dormir, sou mesmo eu.

As noites, esse desafio para quem é mãe e pai, para quem tem cérebro e corpo, vida e coisas para fazer... e quase sempre, mesmo com muito sono acaba por conseguir, sobreviver e viver depois de todas elas!

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29
Set17

O Xavier já fez 3 meses!

Carolina

Foi ontem. 

Passou tão rapido este quarto trimestre de Xavier, que se notam nele todas as grandes mudanças. 

Dizem que os bebés precisavam de mais 3 meses dentro da barriga das mães para estarem melhor preparados para enfrentar o mundo cá fora. Não sei ao certo se seriam só 3, ou se 3 meses é demais, mas sei que olho para ele e nestes últimos dias cresceu imenso em todos os aspetos. Está diferente, crescido, nota-se o tempo a passar.

Mais horas de sono há noite, quando não lhe dá muita fome ou mimo, muitas gragalhadas, sorrisos, chamadas de atenção com gritinhos e tosse falsa. Olha para todo lado, estende os braços e faz força na direcção do colo que deseja, aninha-se para receber mimo. Ri muito, mesmo muito. 

Descobríu as mãos e está a descobrir os pés. As mãos na boca fazem rios de baba, e lá nos rendemos aos babetes.  Faz biquinho, odiou as vacinas, adora o banho, detesta que o sequem com as toalhas de banho, está muito mais confortavel sem roupa, só quer estar levantado, adora sair de casa e já dormiu fora. 

No meio disto tudo, não vou falar do meu sono, do meu choro nas vacinas e do cansaço que às vezes me apanha e me deixa KO, das horas de contemplação, ou das vezes que lhe ponho a mão em cima da barriga gorda, enquanto dorme só para confirmar que o meu bem mais precioso respira.

Se me dissessem há 5 meses que ia fazer estas coisas, jurava por todos os santos que não! Dizem os sábios que tudo muda. Dizem e têm como as mães, sempre razão. :) 

Sou mãe de um menino há 3 meses, um menino com  tanto e tão pouco tempo. Já tenho saudades de quando ele era pequenino e muito enroladinho a mim parecia que nunca ia crescer. Saudades do choro que mal se ouvia, das mãos pequenas e muito fechadas, das roupas minúsculas que já arrumei, de achar que a alcofa era grande demais para ele dormir. O tempo passou, ficam as memórias, os momentos, vê-lo crescer é uma bênção, uma sorte.

Os 3 meses trouxeram-lhe mais consciência e uma pontinha de personalidade, e toda uma emoção de o ver deliberadamente a se aninhar em mim, procurar o meu peito para dormir ou destruir a minha cara com movimentos tontos das suas mãos. O tempo quase que para para ouvir as gargalhadas que dá, as conversas que já temos numa língua que nem eu sei. Cresceu a vida que ainda há nove meses era minha, que fazia de mim um nós redondo e gordinho e agora já é do mundo. 

Nos meses anteriores, para assinalar a data, saímos para passear e almoçar os três, fizemos umas fotos de recordação, aproveitámos o dia para estar juntos e estar com ele.

Desta fez, aproveitando que íamos estar fora uns dias e no regresso passar nos pais, resolvemos celebrar os três meses, numa espécie de festinha de mensário. O Xavier teve direito a bolo, velas e parabéns, pelo primeira vez.

Como estou longe dos meus pais e a única avó que ainda tenho, não vai para nova e já não se descola até Lisboa, pareceu-me que fazer uma pequena festinha para estarmos juntos e de os envolver um pouco nestes momentos do Xavier era uma boa ideia. Pelo menos o meu coração disse que sim, e não se enganou.

Rapidamente o pai tratou do jantar para não dar trabalho à avó e eu descobri uma menina na minha aldeia para fazer um bolo que marcasse o dia. A minha mãe compôs a mesa depois de saber das minhas intenções no dia anterior, confessando que também já tinha um bolo encomendado para celebrar a data. Rapidamente a mesa estaria cheia e nós à volta dela. 

Usando o modelo do Bolo do  do Xavier, consegui em dois dias  fazer e confirmar uma encomenda e assim ficou tudo pronto. Na sexta feira lá estávamos a festejar os 3 meses do Xavier com a Família da Serra, ainda que não incompleta (o meu pai e um dos meus irmãos não puderam estar ao jantar, mas compensámos no resto dos dias). 

O Xavier ouviu os parabéns com as luzes apagadas pela primeira vez, teve uma vela que não conseguiu soprar,como é óbvio e até teve uns presentes. 

Foi um dia muito feliz. Gostei muito, perto dos meus e com o sentimento certo no coração. 

Passaram 3 meses, pouco sabia do que me esperava, pouco sei do que aí vem.Continuo a ser uma mãe pirosa e a fazer coisas que nunca imaginei fazer, a aprender que nunca devo dizer nunca, que nunca devo dizer que não e que nunca sei o que está para vir... 

Que venham mais dias assim, felizes, cheios de amor para esta pequena família de 3.

Que venham mais datas para celebrar e agradecer, neste tempo que passa a correr. 

E assim, entre um piscar de olhos e umas quantas fraldas sujas, o Xavier já fez 3 meses!

 

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26
Set17

dormir fora, com um bebé!

Carolina

Isto de sermos 3, muda muito a forma de sair de casa para dormir uns dias fora.

A a ventura de ir e logo se vê para onde e vamos vendo como corre, com um bebé tão pequenino tem defircar adiada.

Já tínhamos estado uns dias nos meus pais, mas acho que não contam, no que se refere a sair com um bebé para uma escapadinha e ver como se adapta ele,a dormir fora de casa. 

Escolhemos uns dias de Setembro para sair rumo ao Alentejo, desta vez, não para a costa pelo imprevisível estado do tempo típico desta altura, e lá fomos nós e um carro demasiado cheio para Évora. 

A primeira coisa que aprendi é que um bebé não conta ainda como criança e a reserva continua a ser feita pela dois, com o pedido especial do berço.

Escolhemos contrariamente a outras alturas um lugar com condições para poder levar o Xavier sem problemas, apanharmos sol, mergulharmos na piscina e claro sairmos um pouco da rotina de casa  mais habitual dos ultimos meses. 

O que levei na bagagem para ele? Uma lista sem fim de coisas. 

Um necessarie com frascos de 200ml de gel de duche, creme hidratante e água lavante, tudo mustela. Foi-me oferecido por uma amiga no baby shower e dei um jeitão, vou guardar os frascos e recarregar, têm a medida certa para estas pequenas viagens. Juntámos a tesoura, o bebegel, compressas, pomada para o rabinho, a escova do cabelo do puto, luz de presença com o carregador.

Pensámos duas vezes, mas acabámos por ir com a banheira no carro, dá muito jeito que seja no formato balde, porque ocupa pouco espaço e não fizemos a loucura de entrar no duche com ele, ou usar o lavatório, experiência que vai ficar para outra aventura qualquer. 

Apesar de ser grande e um pouco menos prático que os ninhos que vemos agora nos sites mais na moda, não saímos de casa sem ele. Não cabe na alcofa do Trio da Chico, que também nos emprestara, mas colocado no berço ou até em cima da cama o sono do Xavier é mais tranquilo visto que está habituado a dormir nele. 

Foi-me oferecido por uma amiga também, mas se não fosse, seria um essencial a comprar e a ter em casa. Aliás já pensei várias vezes em comprar outro mais leve para levar comigo para algumas saídas. Ele adora dormir lá, odiava a alcofa até termos o ninho, as dormidas ao colo diminuíram muito. 

Um trólei com roupa só para ele para uma semana, 2 toalhas de banho e algumas fraldas de pano, 2 mantas, um ou outro brinquedo, o pano para o carregar e a brincar a brincar já ocupa quase toda a bagageira, se lhe juntar-mos o carrinho também. Um pacote de 40 fraldas e expectativa para ver se seriam suficientes ou não.

O certo é que para primeira experiência não correu nada mal, conseguimos tomar o pequeno almoço com ele, sempre bem disposto e tranquilo. Ir à piscina, jantar fora, sem stresses com a questão da amamentação em lugares cheios e com muitos turistas... e dormir. Estes dias fora aumentaram-lhe as horas de sono noturnas entre as mamadas, mesmo que o despertar bem disposto da criança fosse madrugador. 

Descansar, descansar é que já foi mais relativo. 

Entre toda a logistica e a atenção que ele quer para ele, valeu muito o relaxar, mudar de ares e a despreocupação com algumas coisas do dia-a-dia.  Parece-me que facilmente conseguimos repetir o programa, mas é melhor não fazer muito alarido não vá correr tudo mal da próxima vez. 

A reter: necessitamos de melhorar a quantidade de coisas que levamos e perceber o que vamos mesmo necessitar, mas se já era difícil fazer isso connosco, parece-me normal que com um bebé, nas primeiras vezes seja ainda mais complicado. 

Vamos torcer para que o verão se mantenha mais uns dias e ver se conseguimos, ainda, fazer uma escapadinha, desta vez com menos coisas e com mais espaço livre no carro, ou pelo menos esperamos.  Tendo em conta as malas destes dias, ir a algum lado no inverno será mesmo uma grande aventura, a ver vamos!

Certo é que nisto de viajar estamos em adaptação, mas a tentar que também ele se adapte à nossa forma de ir!

 



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25
Set17

O tempo devia poder parar!

Carolina

Sempre disse que não ía ser uma mãe pirosa, demasiado emotiva e mais uma série de coisas...


Depois do Xavier nascer, esqueci tudo o que disse, sou tonta, choro de emoção e felicidade, fico que tempos a olhar para ele, mais outros tempos a cheirar a sua pele, encostadinha à minha.
Fico derretida quando se ri para mim, me procura com os seus olhinhos ou conversa comigo pela manhã.
Já conheço o seu choro de mimo, o rabujar de sono e o gritinho impaciênte da sua fome...

Tudo nos meus dias ficou diferente, mesmo que me esforce para que ande perto do estar igual.
A minha noção de tempo mudou, os dias são blocos de horas e as horas passam a voar. Tento parar o tempo e parar no tempo que tenho com o meu filho, certa que nunca outro tempo será igual...
Voam os momentos e as coisas que ele consegue fazer, conquistas de quem cresce a todo o vapor, cheio de amor...

O tempo devia parar sempre que os nossos filhos dormem ... todos os pais deviam poder ter tempo para contemplar a paz de um filho sereno que dorme... sem pressas, sem medo sem ter o que fazer depois...
Todos os pais deviam parar o seu tempo a tempo de os ver os filhos a crescer...

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10
Set17

É domingo de manhã ...

Carolina

É domingo de manhã, pela casa agora há silêncio.

Já dei de mamar duas vezes, já tirei leite, queria ter saído para caminhar, mas o pai adormeceu ferrado e o filho fez birra e veio para a cama comigo.

Estou entre os dois. O mais novo larga os braços para cima, estica-se e bem pequenino já quer todo o meu lugar para ele. O mais velho apreendeu a dormir com luz, está a recuperar da semana que teve num sono profundo.

Volta na volta o mais pequeno procura-me com os braços que sossegam quando me encontram. Eu cheia de fome, vou olhando para os dois... é domingo de manhã apetecia-me um pequeno almoço na cama ou já em cima da mesa.

Apetecia-me ter saído para andar. É domingo de manhã e aprendo a não fazer planos. Cheiro o meu filho, olho o meu marido e estou aqui idilicamente encurralara com uma vontade de ir assaltar o frigorifico, mas com o coração apertado e o corpo em silêncio por não querer acordar nenhum dos dois!

É domingo de manhã parece que vou ficar por aqui... esperar que eles se espreguicem e acordem, lentamente como num Domingo deve ser....é domingo de manhã e dou graças por ser assim!

 

(eu, aqui entre os dois, continuo a sonhar com as minhas panquecas de outros domingos, de outras manhãs...)

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09
Set17

Dias de passeio!!

Carolina

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As primeiras saídas com o bebé são sempre desafios. 

Sair sozinha, ou em casal com ele, implica sempre uma logística e disponibilidade mental. 

No inicio para as mães que amamentam, é preciso definir mentalmente a estratégia do momento em que se alimenta a criança, do que é necessário e ainda o facto de não existirem limitações com alguma exposição que possa acontecer. Para quem dá formula, a logística necessária aumenta e necessitamos de assegurar que há condições necessárias para fazer o leite. 

Em todos os casos há um mochila de coisas para levar, quando se sai de casa. (fraldas, fraldas de pano, compressas, toalhitas, a chucha preferida, uma outra, muda de roupa da criança, muda de roupa para a mãe, mantinha.... e a esta altura uma pessoa quase que perdeu a vontade ou a hora de sair de casa...)

Dizem que muitas vezes nos primeiros meses as mães não sentem vontade de sair,  sendo necessário todo um esforço para que tal aconteça. O cabelo, as olheiras, a falta de tempo para tratarmos de nós a roupa que ainda não serve, somam-se ao sono, cansaço e a toda a adaptação dos primeiros tempos como mães.

Não sei se por ser verão, ou por outro motivo qualquer, comigo aconteceu o oposto

Ainda não tinha o Xavier três semanas e contra as indicações do médico, tive de sair para um almoço rápido, para ver pessoas e respirar ar puro.  Estava em pulgas para sair de casa, mesmo que rapidamente percebesse, que sair agora demorava bem mais que o costume. O meu cabelo horrivel e crespo, foi apanhado, e por lavar, um duche rápido,vesti um macacão dos tempos de grávida que miraculasamente  tinha abertura para facilitar a amamentação e lá fomos nós. 

De lá para cá em casa, sozinha com ele ou com amigas, temos dado os nossos passeios, sendo cada vez mais fácil agilizar tudo. 

Se não me faz confusão sair, confesso que por vezes há lugares muito barulhentos, muito cheios  ou muito quentes onde não me apetece ir ou ficar muito tempo. Tenho procurado lugares tranquilos e sair em horários menos agitados, o acho que me facilita a mim e ajuda o puto a não ficar louco com demasiados estímulos. 

Um dos lugares onde vamos muitas vezes é a Ericeira. Geralmente durante a semana. Conseguimos ver o mar, sentar-nos numa esplanada na praia ou no centro da vila, almoçar tranquilamente e dar uns passeios respirando ar puro. 

No dia em que o Xavier fazia dois meses fomos até lá. 

Conseguimos almoçar perto das três da tarde, coisa que há uns anos seria impossível no oeste (esta é uma das coisas boas que se pode agradecer ao turismo), passear sem muito calor e muito vento, o Xavier fez a sua sesta no carrinho, enquanto andámos por ali, tranquilamente. Amamentei no restaurante, mudámos a fralda num sofá, tudo sem dramas, o que nos fez regressar a casa já no final da tarde, bem tranquilos depois de momentos agradáveis. 

Por no ovo, tirar do ovo por no carrinho, e tudo ao contrario de novo começa já a ser rotina e em dias bons já não nos custa nada, é mais um detalhe mecanizado no processo de sair de casa em família. 

Sem dúvida que a Ericeira acaba por ser um bom local para estes passeios, é uma vila sem muitos declives, o asfalto é bom, tem uma espécie de passeio com vista para o mar, onde facilmente se deslocam carrinhos, bicicletas e pessoas a pé. Raramente faz um calor abrasador, porque o vento, ou a brisa do oeste, não deixam que o sol queime sozinho. Muita oferta de restauração, simpatia e uma abertura das pessoas para outras culturas. Torna-se sem dúvida uma boa escolha para passeios em família. 

Desta ultima vez, fomos ao GIG e depois ao Pãozinho das Marias , fizemos um brunch saudável para depois ir aos pasteis de nata (para manter um equilibrio), mas vamos muitas vezes ao Terra e Mar, comer um arroz de marisco descascado, ao Mar à Vista ou ao peixe ao Tia Matilde, quase todos sempre com toalha de papel na mesa e serviços despretensiosos, mas com boa comida e simpáticos no que trata receber carrinhos de bebés. 

O que falha quase sempre: muda fraldas. Nem sempre se encontra, mas existem sempre lugares como a esplanada de Ribeira de Ilhas onde ficamos muito fora das horas de calor, que têm todas as condições necessárias para receber bebés, mas onde podemos esperar uns 40m para ser atendidos, porque o ritmo do serviço é como o das ondas, leve, levezinho.

Depois cá em casa adoramos a Ericeira, desde aos prédios pitorescos, os lugares novos cheios de estilo, os lugares antigos que guardam as características saloias das gentes do oeste, a paisagem e o mar. 

Há alguém que vai tentando convencer-me a ir viver para lá, mas sou bastante feliz com os nossos passeios e na realidade a Ericeira não é assim tão longe.  

E continua sempre como uma boa escolha, para os nossos dias de passeio! 

 

 

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04
Set17

2 meses de Xavier!

Carolina

Já passaram 2 meses.(agora uns dias mais)

Voaram os dias e as noites, cresceu o Xavier. 

Ainda não desapareceram os kgs extra. 

O Xavier tem dois meses, todos os dias descobrimos que faz coisas novas, que olha e conhece outras tantas coisas à sua volta. 

Não se explica o que se sente, quando um filho deliberadamente sorri para nós, ou solta a primeira gargalhada com som. 

A forma que tem de nos seguir com os olhos. O biquinho falso que faz quando percebe que ficou sozinho por instantes. 

As preocupações, as dores que não sabemos de onde vêm, se tem frio, calor, está arranhado, o pé está torto. Está a engordar, dorme pouco... já fez cóco, arrotou e  não tem os olhos tortos, e ainda só tem 2 meses e não chegámos aos dentes, às bronquiolites, às viroses, à varicela,  às notas da escola, aos cigarros e mortalhas no bolso das calças...

Não se consegue descrever o que nos invade quando emite sons em resposta às nossas conversas, quando nos olha nos olhos enquanto cantamos para ele, quando tenta vencer o sono lutando contra o nosso embalo. 

As roupas que não vestiu porque antes eram grandes e agora são pequenas, guardam-se e tentamos também guardar todas as memórias destes primeiros dias em que aprendemos a ser pais de um menino com um vida toda pela frente. 

Há uma magia que acontece, que alguém já nos viu fazer com o nosso tempo, e que agora vemos o nosso filho, fazer com o dele. São os primeiros passos de um pessoa que já está a transformar-se na pessoa que será. 

Acreditamos que todo este amor que sai de nós sem medida e sem igual só o irá ajudar a crescer mais feliz. 

 

Dois meses de mãe... As minhas olheiras aumentam. 

Dizia o pai que deviamos ter tido um Xavier mais cedo, ao mesmo tempo que eu lhe digo que precisava de dormir 24h seguidas, eu que nunca gostei de dormir.  E se uma coisa não invalida a outra, isto de ser mãe e pai é mesmo um fulltime job (onde acredito, que têm que existir hobbies e tempos livres e temos de fazer por os ter e manter, mesmo que eles cheguem devagarinho). 

Diz que é mesmo assim, o sono fica leve e ele pequenino acorda-me para comer. Esperto quando vê por perto a almofada de amamentação e abana as suas pequenas pernas e ri de alegria. Abre os olhos quando o penso a dormir e sente o movimento que o vai deixar na sua alcofa. Rabuga noutro colos para logo se acalmar no meu. 

Adora os banhos com o pai, adora ouvir música, dançar pela casa, adora luz, as cortinas e o teto. Odeia estar acordado no ovo, e os dias em que saímos de casa são tranquilos, pelo menos por agora. 

Dois meses de Xavier, dois meses de mãe. 

Mãe a precisar de ir ao cabeleireiro e não se importava nada de ter umas férias em breve. 

Não fui de férias, mas estou a retomar as rotinas. Regressei ao Ginásio, às caminhadas com pequeno no pano ou no carrinho, e gerimos esta fase em que ele dorme menos e precisa de mais atenção. 

Atrevo-me a dizer que a licença de parentalidade do pai, está muito mal definida. 

Se os primeiro dias são dificeis pela adpatação, pelas rotinas novas e pela realidade de assumir-mos o papel de pais, passadas as primeiras semanas, eles precisam de muito mais do nosso tempo e atenção, já não comem e dormem unciamente, e o cansaço esse acumula-se, seria preciosa a ajuda do pai em casa, no apoio ao cuidado do bebé, das roupas e da comida. Acredito que o futuro poderá trazer mehores dias nesse sentido. 

Sem essa hipotese, vamos fazendo o que podemos e o Xavier adpata-se ao nosso mundo, enquanto de forma veloz nos adaptamos ao seu. 

 

Passaram dois meses e o tempo nunca mais foi igual.

Os dias são todos diferentes, o pensamento transforma-se, o foco sai muito de nós e queremos ser bons nesta missão de sermos pais. 

Dois meses, de ti filho. 

Dois meses, em que somos com antes pessoas e ainda marido e mulher. Que aprendemos entre os dias em que quase não temos tempo para falar porque se o pai está, a mãe aproveita e dorme um pouco, descansa ou sai de casa, a manter-nos juntos a manter-nos a vida um do outro.

Aprendemos a sair para beber um copo, só os dois, e confiar que vai ficar bem. A esgueirarmos-nos para namorar um pouco. 

(sim perdoem-me as mais puristas, mas já tirei leite para um biberão, para sair e beber um copo com o meu marido, e estamos bem, o leite não acabou e ele não deixou de pegar na mama, por mamar de vez enquanto no biberão, em contrapartida, a sanidade da mãe melhorou)

A aproveitar quando dorme para termos o nosso momento de silêncio no sofá. Para nos abraçarmos como se não houvessem horas de mamar, ou fraldas para mudar. 

Dois meses em que descobrimos que a paixão assolapada que fez um filho, é agora mais um amor que nos mantém juntos quando o sono, a rabugice e a falta de tempo fala mais alto. Dois meses a aprender a manter vivo o que nos une, a aconchegar o amor que cresce agora ainda mais e nos mostra o amor que para sempre demos um ao outro. 

Será este um dos desafios da maternidade e paternidade- SER. 

Ser em conjunto mãe e pai de um filho nosso. 

Sermos juntos mulher e homem.

Sermos sós, aquilo que éramos, somos, e ainda vamos ser. 

Já não somos só nós os 2 nesta família de 3. 

Mas que sejamos sempre 2 quando nos olhamos nos olhos, (mesmo que de fugida na correria dos dias), que sejamos sempre mais, quando somos os pais que olham por ele. 

 

 são Dois meses de nós com ele neste mundo!

 

 

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02
Set17

Agosto, quando passei a gostar de ti...

Carolina

Nunca fui muito fã do mês de Agosto, era aquele mês em que o mundo ia de férias com os pais quando ainda éramos pequenos, o mês em que não víamos muitos amigos, que tínhamos que ir à procissão na romaria da aldeia vizinha, aquele mês de verão em que fazia frio durante a noite e às vezes chovia,  aquele mês que anunciava o regresso à escola... 

O tempo passou, já crescida continuei a não gostar da confusão na praia, nos restaurantes, no transito que se  queria calmo. Dos preços loucos, dos excessos de um mês do qual nunca gostei muito. 

 

Quis a vida que viesse a gostar deste mês.  Quis que hoje lhe guarde uma gratidão imensa. 

Agosto é um mês em que nasço de novo. Encontrei-me comigo, encontrei as linhas de um eu que não se pode esquecer de si, para seguir sempre mais forte. 

Agosto é hoje um mês de vida, da minha vida. 

Um mês de revisão de matérias dadas, de independência, de lucidez, de aprender a errar, de levantar a cabeça com o que temos e o que somos, de seguir em frente sempre. 

Passou por mim para me deixar ser mais feliz, para me ensinar que os caminhos são como são e são sempre diferentes, sendo que nós estamos sempre prontos a caminhar. Caminhantes com escolhas nem sempre boas, nem sempre fáceis. 

Agosto um mês para me amar sempre mais, me reencontrar em cada caminho com o que sou. Redescobrir que só, sou também eu, e posso muito, e posso tudo, feliz só posso fazer os outros ainda mais felizes. 

Mês de abrir os braços ao mundo e ao mesmo tempo dizer: estou aqui para mim!

Festejo  Agosto com muita gratidão, celebro este mês cá dentro, sem festas, brindes e foguetes, mas com o coração aberto e a alma limpa de todo o lixo que não interessa. 

Agosto é um pequeno leão dentro de mim, mas vivo e pronto para o que está para vir! 

Querido Agosto, há um ano que passei a gostar de ti, como que se de um mês de aniversário se tratasse. 

Somos como o tempo, pessoas que passam, somos compostos e misturas que às vezes entram em ebulição, somos nunca certezas certas e sempre nuncas que nunca podem ser. Somos sempre Agosto, às vezes só nos esquecemos de nos lembrar disso... (e quando assim é, a vida trata de nos lembrar...). 

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Até para o ano Agosto, ficas-te um bocadinho por aqui...

 

 

 

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