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Passa Por Lá

Passa Por Lá

18
Jan18

Precisamos os 2 calor!

Carolina

Estamos cansados do inverno. 

Já não há parvoíce que aguente este frio.

Num ano em que mal vimos a praia e a nossa ultima viagem foi a Nova York, restam-nos as escapadinhas à Serra da Estrela, para o Xavier poder ficar com os meus pais. Mas como se sabe, está frio e há neve por todo o lado. 

Os últimos meses têm sido meses de reviver memórias, passamos os olhos nas fotos das nossas viagens e do hábito que tínhamos em viajar no inverno.

Recordamos os diferentes países do sudoeste asiático, tão nosso amigo de outubro a novembro, a escapadinha ao Rio por altura do meu aniversário e a nossa lua de mel em jeito de volta ao mundo durante Janeiro e Fevereiro. 

Temos saudades da mochila. Dos sítios manhosos para dormir, das pessoas que conhecemos no caminho, das culturas, das imagens sem fim que guardamos para sempre, dos itens da nossa bucket list que vamos riscando. 

Temos ainda saudades de tempo, tempo para curtir um calorzinho. No sofá com uma mantinha por mais de dez minutos, um domingo na cama até as 4 da tarde, numa praia ou piscina qualquer. 

Enquanto não chegamos ao calor, continuamos a sonhar com ele. 

Enroscamo-nos nuns abraços apertados, muitas vezes a meia da noite, muitas vezes a três ao som de uma música qualquer que nos faz dançar e nos lembra que o calor agora está também perto de nós, mesmo que às vezes tenhamos muita vontade de o encontrar um pouco mais longe.

Seguimos em busca de sol. Vamos em busca de calor. 

Boas energias e bom tempo, respirar fundo e pedir aos relógios que se demorem. 

Tudo fica melhor quando seguimos com os olhos e o coração no Verão, mesmo que abracadinhos num sofá velhinho e com as peúgas mais feias do mundo. 

 

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 creditos da foto: goldendays 

08
Jan18

Novo Ano, Balanços e Recomeços!

Carolina

Sou de balanços, normalmente por alturas do meu aniversário penso no ano que passou, no que mudou, nos planos que tinha, no que consegui, do que desisti.

Este ano, foi fácil fazer o balanço, mais duro quando a frio percebo que muitas coisas ficaram para trás apesar de o motivo ser bom. Logo em dezembro acertei agulhas para os meus recomeços, pequenos passos para concretizar as minhas metas, encontrar tempo neste tempo novo em que aprendo a viver com o numero 3 cá de casa para sempre nas nossas vidas. Confiança, vontade e sonhos. Estavam dados os primeiros passos para fazer acontecer. Chega o novo ano e com ele aquela energia de querer recomeçar muitas coisas.

Foco na balança, no ginásio, na organização, em sermos melhor ouvintes, menos chatos e por ai fora. Novo ano e sentimos aquele poder de fazer coisas novas, sentimos aquela força extra de levar para a frente o que não conseguimos fazer até aqui.

O meu ano chegou, imprevisível como a vida, tal qual um baralho de cartas sempre a ser baralhado, eis que mistura tudo. De uma só jogada mistura todas as cartas e lança a confusão.

Diz que assim é a vida. Não bastava ter começado o ano doente, que ainda me estava a colocar por diante mais caminhos, caminhos em que não tinha pensado, caminhos que não tinha pedido.

O novo ano, a mostrar-se como um ano inteiro, cheio de imprevistos, decisões, coisas e pessoas que não conhecíamos, planos que não fizemos e que o universo pode ter alinhado para nós. O ano em que quero fazer coisas novas, minhas, coisas que me fazem mais feliz, onde quero estar com outras pessoas, com projetos cheios de simbolismo, afetos, coloca-me por diante uma secretária, um horário rígido, um plano e metas de entidades e pessoas que desconheço, que me escolhem para nele participar. O ano que me baralha as voltas, quando as minhas voltas pareceriam já alinhadas. Muitas coisas, quer as boas, quer as más, acontecem quando menos esperamos.Obrigam-nos a escolhas, por vezes bem difíceis, obrigam-nos a pensar, a duvidar de nós próprios. Muitas vezes levam-nos para o lado mais facial da balança, por comodismo, por medo. Ainda adoentada, ainda meia tonta com tantas cartas na mesa, para um pouco para pensar, e penso por mim.

Esqueço quem me fala de descontos, reforma, segurança social, ou quem me diz casa, família, tempo, maternidade... Na minha cabeça e dentro de mim, sigo o meu instinto, sigo o caminho que nesta fase da vida me poderá fazer mais feliz.

Recordo-me da sabedoria de quem muito me ensinou na minha vida profissional e que sempre me disse: Quando há dúvidas, não há dúvidas. Assim sendo, vamos lá alinhar as minhas cartas, focar no caminho que quero fazer, sonhar alto, dar pequenos passos felizes para concretizar projetos onde estar faça todo o sentido.

Jogo dado de novo, que (re)comece o novo ano! Vamos com tudo e com muita fé. O melhor ainda está para vir .❣

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05
Jan18

6 meses de maminhas de fora...

Carolina

Quando começámos esta aventura, depois do pânico nos primeiros dias em que escondi suplemento das enfermeiras que queriam à força que o desse ao meu filho, não sabiamos bem onde chegaríamos, mas cá estamos,chegámos aos seis meses de amamentação exclusiva.

Acreditem que durante estes meses a minha maior ajuda foi mesmo o meu instinto, mesmo naqueles primeiros dias em que nos passa pela cabeça que não sabemos nada sobre por a mama de fora.

Perdida e com medo comecei logo na maternidade a seguir o que achava certo. Um mamilo invertido e um bico de silicone, algum medo e não ligar muito a enfermeiras chatas, resultaram numa saída tranquila já com leite e sem sintomas da subida.

 

Zero mastites, Zero dor, parecia estar tudo tranquilo.

O meu objetivo seguia a ser o mesmo de quando iniciei esta caminhada, amamentar dia-a-dia, ver onde conseguia chegar. Confesso que senti muita pressão em que tudo corresse bem. Acho que nos nossos dias, existe tanta pressão para amamentar, como já foi forte a ideia que melhor era alimentar bebés com leite artificial, e que existe leites fracos. Uma mãe que não amamenta é hoje um bicho culpado de não ter leite ou não se esforçar, quando nem sempre as coisas são assim ou são fáceis. 

Contínuo a defender que uma mãe tranquila será melhor mãe, seja a dar mama ou biberon.

Nas primeiras semanas, acho que devido ao trauma da maternidade, pesar o Xavier significava ter um ataque de nervos. Um pediatra desdramatizador e a confiança que fui ganhando a amamentar em livre demandada fizeram o resto. Houve semanas de pouco aumento de peso, o Xavier gostava de mamar rápido e não engordava tanto apesar de mamar mais vezes. Mas mês a mês o seu desenvolvimento estava dentro da média e eu comecei a ficar mais tranquila. O pediatra dizia:fique orgulhosa do que está a fazer e não ligue ao que os outros dizem. 

Estar em casa permitiu-me chegar aos 5 meses e continuar a alimentar o Xavier só com o meu leite. Ao longo deste tempo ficou mais fácil por as maminhas de fora em qualquer lugar, o Xavier entretanto deixou de gostar de estar tapado e não houve fralda, pano ou avental de amamentação que ele quisesse, nada a fazer a não ser ficar tranquila e confortável com a amamentação, (esquecer as mamas flácidas e gigantes) sem reservas ou vergonhas.

Em casa, maminha de fora foi dress code muitas vezes. Amamentar tornou-se cada vez mais normal.

Até que sem explicação, entre o quinto e o sexto mês tudo se complicou, o Xavier descobriu que existia um bico de silicone que se podia tirar e resolveu brincar com ele, e à força toda quis mamar sem ele. Foram 5 dias horríveis, mais alguns menos bons que coincidiram com o meu ciclo menstrual onde por norma tenho menos leite.

Mas o mais grave e desolador, era ver que ele não sabia pegar no meu peito sem o bico e a última mamada do dia era terrível para mim e para ele. Ele queria mamar e não sabia e tentava e irritava-se, eu só de pensar que isso voltaria a acontecer entrava em stress. Durante a noite colocava o bico e ele lá se ia enganando, mas antes era desesperante.

Valeu o Stock do leite congelado, a bomba e o pai em casa. Muita paciência e uma nova rotina mais trabalhosa. Depois de o por na mama, ele nada satisfeito chorava e lá ia o pai com o biberon enquanto eu tirava leite. Pouco a pouco depois de muitos nervos e numa das vezes bem perto de desespero e de ter pensado em ir à farmácia comprar uma lata de leite, o Xavier aprendeu teimosamente a mamar, eu senti as dores nos mamilos que não tinha sentido no início da amamentação, tivemos os dois dias menos bons.

 

Passaram. Voltámos ao normal. O Xavier voltou a mamar tranquilo e sem bicos de silicone, sem fome e sem choro. Assim chegamos aos seis meses. Preparamos os agora a entrada no mundo dos sólidos, ando agora em busca de bons babetes para minimizar os danos normais.

Sigo sem expactativas, dia-a-dia, amamentar até quando nos fizer sentido e for compatível com a nossa rotina. Sem pressões, cobranças ou muitos planos. Confesso que me sinto feliz por ter chegado até aqui e por ter conseguido fazer algo que nas primeiras horas depois do Xavier ter nascido era ainda uma incerteza.

Nem sempre maravilhoso, fácil, muitas vezes controlador do nosso tempo e independência e alguns desejos, acabou por fazer sentido até agora. Daqui po diante todo um novo caminho, maminhas de fora, comida, as duas coisas, outra qualquer, vamos ver como corre! Vou seguindo o meu instinto com a certeza que vai correr tudo  bem.

 

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29
Dez17

O meu querido Dezembro e os 6 meses do Xavier!

Carolina

34 anos, 6 meses de Xavier, o nosso primeiro Natal, um ano que acaba, tudo no meu querido mês de Dezembro.

Mais velha, em busca de determinação e energia para uma serie de planos, chego a Dezembro cheia de esperança e muitas vontades.

Chego a Dezembro e vejo o Xavier a crescer muito, a deixar para trás a expressão de bebezinho. Cresce-lhe o cabelo, adora estar sentado, só quer estar de pé e teve como prenda de seis meses um dentinho a romper, uma mar de baba e tudo o que se pode imaginar na boca.

Chegamos juntos aos seis meses, juntos estamos de parabéns, ele pelo mundo que descobre e todos os seus progressos, eu pelo mundo que só agora vejo e todas as pequenas vitórias do dia-a-dia. 6 meses de alimentação conjunta, muita mama de fora e muitas conversas às quatro da manhã.

6 meses em que muitas vezes pedi ajuda e opiniões e outras tantas ou mais, mesmo sem pedir, fiz de conta que nada estava a ouvir e segui o meu instinto. 6 meses a olhar para um menino que é hoje simpático, curioso, risonho e bem disposto (se não estiver com fome). Adivinha-se falador e irrequieto. Adivinha-se feliz pelo sorrisos que faz quando nos vê. Advinha-se mimado e adora beijos. Eu vou aproveitar porque num abrir e fechar de olhos chegará o tempo em que me vai pedir para o deixar longe da porta da escola se o quiser beijar antes dele sair.

6 meses e o tempo passou a voar. Não sei bem quando deixou ele de ser o pequenino que só comia e dormia para ser o menino que tem um brinquedo favorito, uma música que mais gosta de ouvir, uma posição para dormir. Não sei bem como passaram estes 33 onde nasceu uma mãe que de ser mãe nada sabia.

 

6 meses, olho para ti  recordo como se fosse agora o instante em que os 3 juntos ficámos ali na sala de partos a ver nascer a nossa família. Em que eu e o teu pai sem tirar os olhos de ti, fomos felizes e estremecemos num misto de sentimentos que nos transformariam para sempre. Pudesse o tempo parar e eu diria que naquele istante parou e foi todo nosso.

6 meses em Dezembro, seis meses junto ao Natal, que foi todo dele, que juntou embrulhos sem fim de lembranças e presentes de pessoas que nem conheço bem, amigas dos avós e nossas que quiserem assinalar o Natal do pequeno Xavier. Xavier que como presente favorito elegeu sem margem para dúvidas e a muitos pontos de distância do segundo lugar o papel de embrulho.

Dezembro corre  para a sua contagem final, encerra o ano que me trouxe a perfeição e certeza que nunca mais estarei sozinha. Termina o ano em que estive mais só, que aprendi primeiro a  preencher tanto tempo e depois viver sem  tempo para nada, o ano em que aprendi a respeitar o tempo dos outros, a esquecer-me do tempo muitas vezes. Dezembro que encerra o ano em que tudo mudou, em que a vida entrou por um ciclo onde a importância das coisas deixou de ser o mais importante. 

O ano dos 33, o ano da minha família de 3, o ano do meu menino, o ano da mulher que é agora também mãe. O ano em que dei aos meus pais o presente de serem agora também avós. O ano banho maria para um mar de coisas, o ano via rápida para outras tantas. 

Um ano de amor. Fecha com o meu querido Dezembro, que podia demorar-se mais um bocadinho, fecha com o Xavier a crescer a todo vapor e a caminho de muitos pratos de sopa. 

Meu querido Dezembro que sejas "agoiro" para o Janeiro que já espreita, não me deixes esquecer de ti!

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20
Dez17

34. O meu dia de aniversário....

Carolina

Ainda há tão pouco tempo passeava por Amesterdão com um bebé na barriga e já passou um ano, passeio por Lisboa com um bebé ao colo e mais velha.

Cheguei aos 34, pela primeira vez observo rugas e enervam-me os cabelos brancos. Algum cansaço faz-me sentir realmente mais velha. Sou hoje mãe, já o sentia no ano passado, mas sinto-o o agora de forma diferente, tenho mais 2 olhos a ver-me e acompanhar-me.

Num ano, em que quase tudo se resume ao Xavier, sou grata por ele ter nascido bem, por crescer a cada dia, por me fazer sentir, sem nenhuma dúvida, a pessoa mais especial do mundo, mesmo nos dias em que toda eu sou olheiras. Um ano em que tenho de agradecer muito a quem tenho ao meu lado, pelo apoio , pelo amor e pela paciência. Aturar uma Carolina em dias normais é dose, aturar uma Carolina com hormonas em ebulição é qualquer coisa.

Os 33 serão sempre o ano em que nasceu um mãe. O ano em que deixei de ser tantas coisas, para que possa ser outras, o ano em que começa toda uma nova vida.

Tenho que agradecer aos amigos, que se mostraram presentes, quando o tempo de um bebé nos engole, mas eles insistem em não se esquecer de nós.

Agradecer por ter uma mãe que em muitos dias foi a única pessoa a ouvir-me e a levar com tantas incertezas nesta tarefa de ser mãe. Um ano que tenho desculpas a pedir, a mim, pela falta de calma, exigência desmedida e por medo de nem sempre fazer o melhor e também à maior amiga do meu coração por me ter esquecido do seu aniversário.

Peço que os 34 me tragam a energia e o tempo que me têm faltado para andar com algumas coisas para a frente. Preciso de disciplina e organização neste novo ano.

Os astros apontam para muita criatividade,mudanças e as coisas boas, como sagitariana estou preparada para mergulhar de cabeça e sem medos em novos projetos. Que seja um ano de realizações.

Que os 34 prolonguem a alegria deste dia, que tenham muitos dias de sol, longos almoços a 3, finais de dias inesperados e felizes com boas pessoas por perto. Quem venham devagar, serenos, com aquela luz, um coração cheio e um miúdo irrequieto e falador com ganas de crescer e conhecer o mundo.

Que venham e façam de mim, uma pessoa sempre melhor...

8BFDF3AB-8372-47B7-8AB1-A426133CD0F1.jpegObrigada a todos os desejos de parabéns que nos chegaram neste dia em que celebramos sempre  dobrar. 

Obrigado a quem inesperadamente me cantou parabéns no dia certo. as celebrações inesperadas são sempre as melhores. 

Obrigado e pronto é só isso. Agora é caminhar...

15
Dez17

Sim, Casei no dia do meu aniversário!

Carolina

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Um dia disse que ainda ía escrever sobre isto, hoje apeteceu-me. 

Sim, casei no dia do meu aniversário. um ano depois de ter sido pedida em casamento nesse mesmo dia. 

Ainda noivos de fresco, decidimos que não queríamos esperar muito para casar, um ano seria bom... olhos no calendário, saltou o dia 19 de dezembro, e ali os dois, concluímos que seria então um casamento de inverno, no dia de anos da noiva. 

Pouco depois, partilhávamos a notícia e a data da boda. 

Dezembro de 2015 seria um dezembro cheio e feliz. 

(E foi.

Mágico, memorável, lindo e cheio de luz num dia pequeno, sem chuva e com pouco frio, cheio de gargalhadas e aqueles de que mais gostamos por perto.

Foi o nosso casamento, mesmo nosso.)

 

Seguiram-se muitas opiniões, entre as felicitações e a alegria da notícia, muitos diziam: vocês são doidos, vai estar muito frio, é inverno, ninguém casa nessa altura, é muito perto do natal, ninguém vai ao casamento. 

Na verdade tivemos algumas pessoas que por desculpas parecidas, ou sem desculpa aparente e uma certa falta de vontade de ir a um evento no frio, mesmo com a desculpa de visitar a Serra da Estrela, optaram por não ir. Mas contrariamente a tantos comentários tortos, estiverem presentes quase todos os nossos familiares e amigos, numa festa mesmo muito bonita. 

Curioso foi que no meio de tantas opiniões, poucas pessoas, mesmo que o tenham pensado, tiveram coragem de me questionar ou tentar demover de casar neste dia. Lembro-me da Marta me dizer, isso não é bom, não coles esse dia a essa data. Tu vê lá. 

E (não é que) vi...

Uns meses depois, precisamente oito,a vida fez-me pensar sobre isso, se me teria arrependido, se teria feito mal, em juntar a um dia feliz só meu, um dia a dois. Se num primeiro momento me chamei de tola, romântica exagerada e parvinha, de seguida pensei que mesmo com tantas voltas, voltas que não tinha pedido, tinha sido um dia de aniversário feliz, mais, tinha sido um dia muito mas mesmo muito feliz, faria parte da minha vida para sempre, mesmo que meses depois pudesse ganhar todo um outro sentido. Assim senti-me parva, até um pouco triste mas nunca arrependida. Percebi que há coisas que o amor não nos deixa ser, como  por exemplo egoístas e querermos o dia do nosso aniversário só para nós...

Confesso que ainda ouvi a Marta, depois de um desabafo de raiva meu: bem que te avisei. 

Quase a fazer anos, mais uma vez, penso nos dilemas de querer fazer algo numa data tão próxima no natal, ou seja, ou penso em tudo em setembro, aviso as pessoas com uma antecedência tamanha,ou é impossível porque há sempre coisas a acontecer nestas alturas, seja trabalho, seja a festa da escola dos putos, sejam férias....

Os mesmos dilemas, agora menos tristes de quando era criança e nunca podia festejar o aniversario na escola, por já estar de férias, por estar numa classe com mais dois meninos da minha idade, por ser difícil fazer uma festa grande. 

Casar a 19, permitiu-me  celebrar com todos um dia em que sempre sonhei fazer uma grande festa.

Casar a 19 era ter um dia de aniversário diferente, desta vez com as pessoas do meu coração por perto. Casei a a 19 de Dezembro e assim  foi.

Era uma vez uma menina que queria uma festa de aniversário fantástica e as 32 anos teve um aniversário de sonho.

Atenção que os meus aniversários não são infelizes e são às vezes íntimos, intensos, mas muito especiais, mas ter um festa grande era um desejo que vinha a ganhar forma desde o tempo em que o ultimo dia de aulas nunca ultrapassava o dia 18. 

Sim, casei no dia do meu aniversário, sim quase me arrependi... Sim foi um aniversário muito feliz. 

 

Já casada , avizinha-se mais um aniversário, mais uma vez não sei bem o que vou fazer, neste que é o primeiro aniversário em que sou mão e em que são as nossas bodas de algodão. 

Certo é que estaremos este ano os três de parabéns... mas eu sempre um bocadinho mais. 

E acho que vai ser assim para o resto da vida, celebre o mundo o que celebrar dia 19 de dezembro será sempre o dia em que nasci, o dia em que sou feliz e grata por isso. 

Venha ele... cheio de coisas boas!

 

 

03
Dez17

5 meses e um bebé...

Carolina

Num abrir e fechar de olhos, chegámos aos 5 meses. 

O tempo não para e faz-se notar. O Xavier cada vez menos bolachudo, está cada vez mais crescido, activo e a tentar descobrir por ele as coisas que o rodeiam. Calhou-me um bebé simpático, adora pessoas e um ou outro brinquedo também. 

Tem cocegas, as suas gargalhadas são gigantes e deliciosas, chora para comer, agarra-me as mãos para que não fuga quando adormece. Sabe bem que o pai é muito mais brincalhão que eu e adora. Come os pés a toda a hora e a Girafa Sofia é uma menina nas suas mãos, eu tenho pena dela, é um rio de baba.

Curioso, não tivesse ele a quem sair, quer estar sempre de pé, olha e mexe em tudo. Como qualquer criança desta idade, mexe com as mãos e com a boca também, como se esta fosse um forma dele conhecer o mundo.

5 meses e tenho um bebé. Parece-me que não tarda vai ter dentes, não tarda tenho de pensar em vê-lo a sair todos os dias para a creche e daqui a um mês a experimentar a sua primeira comida. 

5 meses e muitas roupas novas arrumadas na gaveta, que mostram como cresceu rápido, como o tempo é veloz, como não é preciso muita coisa para que um bebé seja um bebé. 

5 meses do olhar mais doce, do cheiro mais terno e do sorriso mais bonito do mundo. 

Olho para ele com saudades do bebé inchado e pequenino que vi nascer, mas com uma certa perplexidade por ter feito uma criança assim. 5 meses a babar, a suspirar e comtemplar como nunca.

5 meses de mãe, ando ainda a aprender o que é o tempo e o que fazer com ele. A prioridade é o Xavier o que significa muitas vezes aprender a viver sem planos, ou estar prepararda para os mudar mesmo na última da hora. 5 meses em que deixei de fazer coisas simples como ler, ver um bom filme, ir ao cinema ou fazer as unhas com a frequência que queria. 5 meses e começo já a voltar a ter as minhas rotinas. 

Pouco a pouco esta família de 3 arruma-se e ocupa o seu lugar. Família onde pai e mãe não se podem nem devem sentir mal por encontrar espaço para as coisas que gostam, tempo para as suas coisas. Acredito que o tempo vai no ritmo certo, por tudo no lugar, acredito que estamos os dois a fazer a coisa certa. 

5 meses e o Xavier é um bebé com sorte. O pai tem estado por casa, eu também e acabamos por conversar com ele, dar colo, acompanhar, estimular, brincar e dar muito mimo. Nem todos os casais conseguem ter este tempo com os filhos, nem todos os pais e mães conseguem contar com a ajuda dos maridos e mulheres para organizarem o seu tempo e fazerem outras coisas. 

O pai em casa tem sido muito bom para ele, mas muito bom para mim também. 

Os dois, tentamos fazer as nossas coisas com ele. Saímos para almoçar e jantar, passear e tentamos que a nossa vida seja próxima do que era antes dele chegar. Claro que há toda a logística em sair de casa que antes não imaginavamos sequer, mas tentamos descomplicar. Sermos 3 é diferente de sermos 2, já se sabe. A mochila dele está sempre pronta, para que seja só pegar e sair.

5 meses que passaram a correr, entre todas as coisas que um bebé traz mais as coisas que a vida nos vai trazendo, sinto muitas vezes que o tempo está a correr  depressa demais.

De quando em vez aparecem umas horas calmas mas  confesso, acabo no sofá sem fazer nada e a tentar não pensar em muito. 

Estranho se este tempo se alonga e lá vou eu espreitar e ver se o puto está a respirar.

5 meses de um ano em que viajamos uma vez, 5 meses e queríamos sair com ele agora, mas este frio e a tosse dele, podem não ser as condições ideais para o fazer, mas uma pessoa tenta trazer a criança para a nossa rotina, e não desiste da ideia de ir, vamos ver se conseguimos.

5 meses e saímos para jantar os dois, deixámos o rapaz com a avó e não correu nada mal. 

5 meses e entrámos no modo festa. O Xavier ri, abana os braços quando nos vê, da gritinhos, quer conversa e interage com outros meninos, com a sua imagem no espelho e adora os banhos. Fala pelos cotovelos. Começam a sair as consoantes cantadas e ás vezes juro que quase me parecem pequenas palavras os sons que ele faz nas nossas longas conversas. Adora música, dançar ao meu colo pela casa, adora beijos e ter as minhas mãos na sua cara, é um mimado que adora sentir-nos por perto.

As noites acalmaram e eu agradeço, porque o cansaço já se estava a instalar. Volta na volta, sempre depois de dizer, que há duas noites que corre tudo tão bem, ele faz o favor de me lembrar que não é bem assim, mas está mais fácil ficar em pé durante o dia. 5 meses e tem o acordar do pai, vagaroso e rosnador. Uma pessoa carrega-os 9 meses e depois são iguais aos pais. O que fazer?!

Tenho uma família de 3 e ás vezes parece que nem dei conta que chegámos aqui. 

Há um ano estava em casa de repouso a começar novembro sem saber bem o que ia acontecer ao ser pequenino que tinha na minha barriga, agora está cá fora e penso tantas vezes nas coisas todos que o mundo lhe vão fazer acontecer. 

5 meses dele, de nós e de muitas coisas que estão por vir. 

uma aventura de cada vez, passo a passo, mês a mês, com ele no colo e com o coração cheio de amor. 

 

 

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19
Nov17

Essenciais da mãe e do pai também #2

Carolina

Ao longo do tempo e com o Xavier a crescer fomos percebendo as coisas que mais facilitavam o nosso dia-a-dia. 

Nem todos os bebés são iguais mas vamos pesquisado aqui e ali, ouvindo a experiência de outras mães e claro estando atentas ao nosso bebé e a nós mesmos, para que a rotina se torne mais fácil. 

Cá em casa não passamos sem algumas coisas, como a banheira shantala, a bola de pilates ou o pano de que já falei e outras como: 

- a cama ninho da gloop 

  O Xavier adora e o sono melhorou bastante. Durante a noite colocamos dentro da alcofa, durante o dia, facilmente vai para o sofá ou para o berço no quarto para que possa fazer um dos sonos da manhã ou da tarde. Sempre que saímos para dormir fora ou visitar alguém facilmente vai connosco pela facilidade com que se transporta. Estamos muito satisfeitos. 

 

- chá de funcho biológico Clipper

  Começamos por compra em folhas, mas não era muito prático quando estava sozinha. Encontrei este e saquetas, e quase todos os das bebo pelo menos um litro, bom para os gases do bebé, ajuda a mãe no inchaço e ainda na produção de leite. Compro sempre no continente. 

Apesar da época das cólicas já ter passado, ficou a rotina do chá diariamnete , acaba por ser mais uma forma de beber água sem que me custe tanto. 

 

- bomba para tirar leite

  Temos em casa a bomba da avent, foi-me emprestada e estou satisfeita. Tenho usado mais vezes para poder aproveitar o tempo que o pai passa em casa. Com leite no frigorífico, consegui voltar aos treinos descansada e deixar a criança entregue ao pai, que facilmente a consegue alimentar. Neste momento é um essencial muito usado e importante na nossa rotina. 

 

- biberon e tetina Calma da Medela

  Quando amamentamos nem sempre é fácil que os nossos filhos aceitem mamar de outra pessoa e pelo biberon. Cá em casa temos o calma da medela e tem corrido bem. Tentámos outras marcas, mas até agora esta foi a que o Xavier mais gostou. Ele e o pai habituaram-se e corre bem, sei que apesar de alguma birra e resistência inicial ele acaba por mamar. 

Este biberon está indicado desde o inicio da amamentação por imitar o seio da mãe e levar o bebé a usar os mesmos músculos que usaria a comer diretamente da mama. 

 

Neste momento não passamos sem estes essenciais cá em casa, estão instalados na rotina de todos e são importantes para os nossos dias. Estas são as nossas escolhas, mas podiam ser outras, de outras marcas ou a outros preços. 

 

 

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Bom sono, boa alimentação e poucas cólicas ou gases, fazem com que o nosso bem estar seja maior. Já para não falar na importância que é para a mãe mulher poder sair descansada umas horas certa que o seu bebé fica bem e será bem alimentado. 

Nem sempre é fácil percerber no imediato as coisas que melhor se ajustam a nós, mas com os dias a passar, vamos conhecendo com mais facilidade o que os bebés gostam mais e ainda o que nos pode ajudar a ganhar tempo e a tornar os dias mais práticos e simples.

 

 

 

02
Nov17

4 meses e ainda o medo de não estar tudo bem!

Carolina

O tempo com o Xavier vooa, em todos os sentidos. 

Voa o tempo que o faz crescer e voa o tempo em que sinto muitas vezes que não tenho tempo para nada. 

Coisas que nos acontecem quando somos mães, algures no caminho nem sempre é fácil parar e ter tempo só para nós.

Quatro meses e é uma delícia vê-lo palrar, dar gritinhos, abanar as pernas e os braços quando nos vê. Olhar para tudo, preferir um boneco, saber que com o pai há mais palhaçada e que o meu colo é o melhor lugar do mundo para se dormir.

Ficamos, tito tótós, muitas vezes a ver como é giro um puto comer a água do banho e como descobre todo um mundo novo com a sua boca. 

A força com que quer que o deixemos sentar, ou ficar direito como se quisesses estar sempre de pé e o seu sorriso, levam-nos a pensar que bom que é tê-lo, que perfeito que é. O pai diz muitas vezes que ele devia ter vindo mais cedo, eu não vou tão longe, mas sei reconhecer que a vida é toda outra depois de termos o Xavier por perto e é bom ter quem nos prefira sempre, mesmo descabeladas, sem banho tomado, com uma roupa a cheirar a iogurte fora de validade há 3 meses e umas olheiras de metro e meio em profundidade. 

Quatro meses de coisas felizes e pequenas conquistas que o vemos fazer, ele cresce, e nos vamos fazendo upload neste trajeto nem sempre fácil de pais. 

Quatro meses e desde que o tive nos meus braços que muitas vezes tenho medos. Medos por ele. Medos que não esteja bem. Medo que algo lhe aconteça, medo de não saber ser ou fazer o melhor. 

Muitas vezes acordo com as incertezas todas nas costas e no peito. Já o achei autista, mesmo sabendo que estava quase a surtar, temia que não visse ou ouvisse, penso que pode ficar triste se o angioma no rosto não desaparecer como dizem e mais uma serie de coisas que por vezes me passam pela cabeça. Quatro meses e ainda cordo muitas vezes e penso: será estará tudo bem.

(desconfio que será uma sensação com lugar permamente cá dentro, vamos ver...)

Depois de todas as incertezase  de temer que possam acontecer, a conclusão é sempre a mesma, seja como for, tenha o que tiver, venha o que vier, tenho todo o amor para lhe dar, para o aconchegar junto a mim e o proteger,  tenho vontade fazer tudo o que estiver ao meu alcance para que seja sempre mais feliz. 

Quatro meses de Xavier, são quatro meses de uma nova família de 3, são quatro meses de uma pequena mãe em construção. Entre tantos medos, nada me sossega mais, que as suas gargalhadas, o seu olhar tranquilo e o meu acreditar  que é essa a sua forma de mostrar como é feliz. 

Quatro meses, intensos, estranhos, diferentes, bons, menos bons, em que cada dia os desafios são para ele que cresce e para mim, a mãe, que aprende também a crescer. 

O meu coração transborda, a minha alma sorri e às vezes chora, a emoção ultrapassa o lado duro que já tive, o meu mundo entra em pausa vezes sem conta... e às vezes, tantas vezes tenho medo. Medo de não ser a melhor, não fazer bem, não estar lá, medo de não saber tudo o que vais querer saber, medo de deixar por fazer, de estar cansada, medo de ficar doente... mas o medo maior entre um pedaço dos dias imperfeitos e a perfeição de te ter na minha vida, é o de algum dia te perder...

Se algum dia te perderes meu Xavier, que seja de amores pelo mundo, aquela que agora te mostro da nossa janela.

Tudo o resto, seja o medo do tamanho que for, juntos vamos fazer com que passe, que parta ou que não seja uma eterna barreira no caminho que tens para fazer! 

 

 

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31
Out17

Coisas que não sabia antes de engravidar! #1

Carolina

Antes de engravidar existe um mundo que de coisas que não conhecemos, nem imaginamos e quase de certeza não ouvimos falar, se ouvimos não prestamos atenção. 

Costumo dizer, que são aquelas coisas que ninguém nos diz, nem convém falar delas muito alto. 

Verdade, verdadinha, quer a gravidez, quer a maternidade,  na maior parte das vezes, são uma fase linda, única, maravilhosa em que as mulheres ficam radiantes, mas muitas coisas que chegam depois, outras tantas acontecem e nem sempre são assim tão boas. 

Ninguém nos diz que amamentar dá uma fome de loucos, só nos dizem que emagreces num instante... (se passares fome claro). Não dizem que as moscas e os cães adoram o cheiro a leite e nos melgam um bocadinho, não dizem que os teus pés crescem e podem crescer muito... que a privação de sono nos pode levar à loucura.

Basicamente há todo um simples romance em volta da gravidez e do nascimento de uma criança que não se deve incomodar com estas pequenas coisas, que eu não sabia antes de engravidar. 

Coisas pequenas, verdade, mas que para a mulher que também é mãe, nem sempre são muito agradáveis.

Antes de engravidar não imaginava que no pós-parto iria ficar careca. Mal sabia que o cabelo tinha tendência para cair. 

Foi já grávida que li qualquer coisa sobre o tema e ainda sobre as hormonas que precisam de tempo para se organizarem novamente. 

Mas apesar de ter lido, não imaginava nunca que ia ver cabelos aos molhos na almofada, no chão da casa, na escova, na roupa, nas mãos do miúdo. Um simples banho chega para deixar o ralo coberto. Ver o cabelo assim cair é terrível.

Há umas semanas atrás foi assustador. Grandes mexas a deixar a descoberto entradas e o minha cabeça também. 

Procurei inicialmente algumas dicas mais naturais e caseiras, mas quase todas já estavam no rol do que vou fazendo mesmo sem a queda,  

. comer muita gelatina e alimentos proteicos

. passar água fria no final do banho (que não deve ser muito quente)

. massajar com óleo de coco

. colocar folhas de gelatina nos batidos de fruta e vegetais. 

 

Com a queda a aumentar muito, em especial depois dos 3 meses, tive de tentar algo mais forte. Encontrei algumas referencias a produtos com bons resultados, embora estivesse condicionada  pela amamentação. Percebi ainda que qualquer tratamento mais longo pode ser um rombo para a carteira. 

Inicialmente apostei num shampoo mais barato, da Garnier acabou por ir para o saco do ginásio, onde confesso tenho ido pouco, depois noutro mais eficaz de uma marca bem referenciada: Ecophane. Sem muitos resultados visíveis na minha cabeça, mas pequenas melhorias, na quantidade de queda. 

Acabei por comprar um tratamento de ampolas para 3 meses, da Kerástase, compatível com a amamentação, que vou complementar com shampoo da mesma linha e esperar que os resultados comecem a aparecer. para bem da minha cabeça, do meu aspeto e do dinheiro que gastei.

Ver-me sem cabelo, muitas vezes sem ter tempo para o lavar e entre as coisas da casa e do bebé, não é algo que torne os dias agradáveis. É verdade que toda a gente diz que passa e  melhora, que as hormonas se equilibram e a época da queda também passa. Mas também é verdade que é bem melhor tentar travar estas coisas. 

- Quem é que tem vontade de sair de casa e ouvir, estás a ficar com entradas?

Ninguém, certo. 

Ficamos melhores connosco próprias e mesmo com pouco tempo, tratamos um pouco de nós. 

Ninguém nos prepara para estes desafios da mulher depois da maternidade, são estas pequenas coisas que muitas vezes só sabemos depois de passar por elas... Talvez porque ainda se ache que perto de um bebé a crescer são coisas sem importância nenhuma. Eu, no entanto, continuo a crer que bebés saudáveis e felizes são aqueles com mães e pais felizes por perto, tenho a dizer-vos que há coisas muito piores, mas ver-me perder cabelo de forma bruta, sem fazer nada e sem melhorias, não me estava a trazer felicidade nenhuma...mesmo. Assim sendo achei melhor atacar já isto e pronto! 

Agora só espero que funcione. 

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